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MPPI continua acompanhando a execução do Plano de Vacinação contra a covid-19 em Teresina

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O Ministério Público do Estado do Piauí, por meio da 12ª Promotoria de Justiça de Teresina, articulou mais uma audiência nesta quarta-feira (24/03) para continuar acompanhando a execução do Plano de Vacinação contra a covid-19 em Teresina. A reunião contou com a presença de representantes da saúde do governo do Estado e do município de Teresina, do TCE e dos Conselhos de Classes.

As audiências acontecem semanalmente com o intuito de garantir a aplicação eficiente e adequada das doses. O promotor de Justiça Eny Pontes, responsável pela 12ª PJ, destacou que é essencial que a operacionalização da vacinação cumpra as diretrizes estabelecidas no planejamento nacional.

O promotor também levantou o debate sobre a inclusão de coveiros e dos profissionais do IML nessa etapa imunização. A diretora da FMS, Laurimary Caminha, relatou que a equipe do SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) já foi vacinada e que os agentes funerários e profissionais do IML logo poderão agendar a vacinação pelo site da Fundação, após alguns ajustes no portal.

A promotora Janaína Aguiar, que está acompanhando a vacinação das pessoas com deficiência, pontuou que o instrutivo da FMS inclui as pessoas com deficiência mental ou motora, mas que os outros tipos de deficiência também devem ser inseridos. A FMS garantiu que o instrutivo será alterado e destacou que as pessoas com deficiência institucionalizadas e das residências terapêuticas já foram vacinadas, juntamente aos profissionais de saúde dos locais.

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Durante a audiência, a FMS relatou que há uma procura maior nas UBS, durante a vacinação da faixa etária de 70 a 76 anos e das pessoas com deficiência. Para evitar aglomerações e agilizar a vacinação, a Fundação irá ampliar as UBS destinadas à imunização. Outra pauta levantada foi as dificuldades no cadastro para o agendamento de vacinação. Alguns membros dos Conselhos de Classes relataram que o processo ainda é lento.

Em resposta, a FMS relatou que a demanda está alta, o que impede a verificação dos cadastros de forma mais ágil. Além disso, também destacou que ainda enfrenta problemas por falta de veículos. “Nesse momento, todos estamos lutando pela mesma causa, que é o avanço da imunização. É importante verificar se outros órgãos públicos podem auxiliar na logística, assim como o MP disponibilizou veículos e motoristas para auxiliar na distribuição de doses”, sugeriu o promotor Eny Pontes.

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Defensoria passa a adotar ferramenta para inclusão em postagens nas redes sociais

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Instituição quer garantir maior acessibilidade

A Defensoria Pública do Estado do Piauí passa a adotar em suas redes sociais a hashtag #PraTodosVerem, alternativa tecnológica inclusiva que visa proporcionar acessibilidade com foco inicial nas pessoas com deficiências visuais, mas estendendo-se às demais deficiências.

Uma abordagem mais ampla da #PraCegoVer, criada pela professora baiana Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva, a #PraTodosVerem não se limita a inclusão apenas de pessoas cegas, mas a todos os usuários das redes, estimulando o uso de descrição de imagens o que permite a captação do que está inserido na imagem postada, tendo em vista que traz uma descrição do que contém na foto ou arte postada.

A descrição feita a partir da hashtag tem que adotar algumas especificidades como, por exemplo, descrever o que contém na imagem seguindo a sequência da escrita e leitura ocidental, isto é, da esquerda para direita e de cima para baixo, tendo antes descrito do que se trata, se é foto, desenho, charge, tirinha, ilustração etc. Nas redes sociais essa ferramenta já vem sendo usada por empresas e instituições, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que buscam proporcionar maior acessibilidade e interação com o público que desejam atingir.

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O presidente da Escola Comradio e Instituto ILEVE, Iraildon Mota, que coordena no Piauí o projeto Mulheres de Visão, fala mais sobre a utilização da hashtag. “Nós usamos a #ParaTodosVerem porque falamos para todos, não apenas para os cegos ou para um grupo específico de pessoas. Com as tecnologias atuais, pessoas com baixa visão, com 30% ou menos no melhor olho, além de pessoas com deficiências mentais e físicas, podem usar a descrição de imagens estáticas ou audiodescrição”, informa, acrescentando que a limitação da descrição aos cegos seria algo como “sugerir um produto análogo, por exemplo, à “moda plus size” ou “macarrão sem glúten” – todos poderiam entender, mas se tornaria muito específica, ou somente para os cegos”.

Sobre a iniciativa da Defensoria Pública, Iraildon Mota afirma que “quando se toma a atitude de adotar a descrição de imagens nas redes sociais, não é apenas uma decisão comunicacional, mas uma ação concreta de respeito com as pessoas com deficiência visual. No mundo cada vez mais imagético isso reforça o quanto há possibilidades de se incluir agregando valor à comunicação e dando um grande exemplo para a sociedade. A Defensoria Pública do Estado do Piauí se torna protagonista com está iniciativa e serve como estimulo para outras instituições”.

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O defensor público geral Erisvaldo Marques, afirma que a adoção da hashtag é mais uma alternativa de inclusão adotada pela Defensoria Pública. “A Defensoria Pública trabalha em todos os segmentos na seara dos Direitos Humanos, procurando cada vez chegar mais próximo das pessoas, independente de suas limitações. Entendemos que a acessibilidade no meio digital ajuda a quebrar as barreiras de acesso à informação, tanto para os que têm algum tipo de deficiência visual, como outros tipos de deficiências. Assim, optamos por aderir a essa ferramenta visando tornar a nossa instituição cada vez mais acessível. Nesse contexto, a Defensoria Pública já tem trabalhado parcerias, como a desenvolvida com a Escola Comradio, por meio do Projeto Mulheres de Visão, que também nos serve de inspiração para a adoção dessa prática. É sempre interesse da Defensoria colaborar para o desenvolvimento de ações que busquem garantir a cidadania dos que são marginalizados e vítimas do preconceito”, afirma.

Fonte: Governo PI

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