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Lucy Soares propõe o triplo do valor do auxílio financeiro ao setor de bares e restaurantes

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Durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Piauí, realizada nesta terça-feira (23), a deputada Lucy Soares (PP) apresentou Emenda Modificativa ao PLO 05/2021, na qual propõe que o valor do auxílio emergencial, que será pago pelo Governo do Estado aos trabalhadores do setor de bares, restaurantes e eventos, seja ampliado para R$ 3.150, divididos em três parcelas de R$ 1.050.  A  proposta causou polêmica entre os deputados da base do governo.

O valor divulgado anteriormente pelo secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles, é de R$ 1 mil, que será pago em duas parcelas de R$ 500.  De acordo com a deputada Lucy, após analisar o projeto atentamente, ela observou que a quantia não atende às necessidades dos trabalhadores durante a pandemia da Covid-19.

“Através do diálogo com as categorias que compõem a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Piauí, concluímos que seria necessário realizar modificações no projeto para que o auxílio possa, de fato, amenizar as dificuldades que as categorias vêm enfrentando. Além do aumento no valor a ser pago aos trabalhadores, propomos que os donos de estabelecimentos tenham direito a um auxílio no valor de R$ 600,00 mensais, por cada trabalhador mantido em seu quadro de funcionários.  E também recebam R$ 1 mil, em cota única, para que possam quitar suas dívidas’’, acrescenta a deputada. O texto da emenda contém ainda a sugestão de inclusão dos microempreendedores individuais entre os beneficiários do projeto de ajuda financeira.  

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Polêmica na CCJ – Após a apresentação da emenda e parecer favorável do deputado estadual Júlio Arcoverde (PP), que foi escolhido para ser o relator da proposta, os deputados da base do governo causaram polêmica na reunião ao pedirem que o projeto fosse retirado de pauta.  A justificativa é que a emenda precisa ser melhor analisada antes de ser posta em votação.  

Assessoria parlamentar – Edição : Katya D’Angelles

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Defensoria passa a adotar ferramenta para inclusão em postagens nas redes sociais

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Instituição quer garantir maior acessibilidade

A Defensoria Pública do Estado do Piauí passa a adotar em suas redes sociais a hashtag #PraTodosVerem, alternativa tecnológica inclusiva que visa proporcionar acessibilidade com foco inicial nas pessoas com deficiências visuais, mas estendendo-se às demais deficiências.

Uma abordagem mais ampla da #PraCegoVer, criada pela professora baiana Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva, a #PraTodosVerem não se limita a inclusão apenas de pessoas cegas, mas a todos os usuários das redes, estimulando o uso de descrição de imagens o que permite a captação do que está inserido na imagem postada, tendo em vista que traz uma descrição do que contém na foto ou arte postada.

A descrição feita a partir da hashtag tem que adotar algumas especificidades como, por exemplo, descrever o que contém na imagem seguindo a sequência da escrita e leitura ocidental, isto é, da esquerda para direita e de cima para baixo, tendo antes descrito do que se trata, se é foto, desenho, charge, tirinha, ilustração etc. Nas redes sociais essa ferramenta já vem sendo usada por empresas e instituições, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que buscam proporcionar maior acessibilidade e interação com o público que desejam atingir.

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O presidente da Escola Comradio e Instituto ILEVE, Iraildon Mota, que coordena no Piauí o projeto Mulheres de Visão, fala mais sobre a utilização da hashtag. “Nós usamos a #ParaTodosVerem porque falamos para todos, não apenas para os cegos ou para um grupo específico de pessoas. Com as tecnologias atuais, pessoas com baixa visão, com 30% ou menos no melhor olho, além de pessoas com deficiências mentais e físicas, podem usar a descrição de imagens estáticas ou audiodescrição”, informa, acrescentando que a limitação da descrição aos cegos seria algo como “sugerir um produto análogo, por exemplo, à “moda plus size” ou “macarrão sem glúten” – todos poderiam entender, mas se tornaria muito específica, ou somente para os cegos”.

Sobre a iniciativa da Defensoria Pública, Iraildon Mota afirma que “quando se toma a atitude de adotar a descrição de imagens nas redes sociais, não é apenas uma decisão comunicacional, mas uma ação concreta de respeito com as pessoas com deficiência visual. No mundo cada vez mais imagético isso reforça o quanto há possibilidades de se incluir agregando valor à comunicação e dando um grande exemplo para a sociedade. A Defensoria Pública do Estado do Piauí se torna protagonista com está iniciativa e serve como estimulo para outras instituições”.

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O defensor público geral Erisvaldo Marques, afirma que a adoção da hashtag é mais uma alternativa de inclusão adotada pela Defensoria Pública. “A Defensoria Pública trabalha em todos os segmentos na seara dos Direitos Humanos, procurando cada vez chegar mais próximo das pessoas, independente de suas limitações. Entendemos que a acessibilidade no meio digital ajuda a quebrar as barreiras de acesso à informação, tanto para os que têm algum tipo de deficiência visual, como outros tipos de deficiências. Assim, optamos por aderir a essa ferramenta visando tornar a nossa instituição cada vez mais acessível. Nesse contexto, a Defensoria Pública já tem trabalhado parcerias, como a desenvolvida com a Escola Comradio, por meio do Projeto Mulheres de Visão, que também nos serve de inspiração para a adoção dessa prática. É sempre interesse da Defensoria colaborar para o desenvolvimento de ações que busquem garantir a cidadania dos que são marginalizados e vítimas do preconceito”, afirma.

Fonte: Governo PI

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