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Judô paralímpico do Brasil vai quatro vezes ao pódio na Inglaterra

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O judô paralímpico do Brasil conquistou quatro medalhas neste domingo (20), no último dia do Grand Prix de Warwick (Inglaterra). Alana Maldonado (categoria até 70 quilos) e Meg Emmerich (acima de 70 kg) ficaram com a prata, enquanto Rebeca Silva (acima de 70 kg) e Wilians Araújo (acima de cem quilos) foram bronze. O evento serviu de preparação para a Paralimpíada de Tóquio (Japão).

Campeã mundial em 2018, prata na Paralimpíada do Rio de Janeiro dois anos antes, Alana superou a uruguaia Mariana Mederos, a croata Lucija Breskovic e a georgiana Ina Kaldani no caminho até a decisão, onde foi derrotada pela mexicana Lenia Alvarez. O duelo, de grande rivalidade, envolveu as duas judocas mais bem colocadas no ranking mundial da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, sigla em inglês).

“Foram duas competições muito importantes depois de mais de um ano sem lutar. Na primeira, em Baku [Azerbaijão, em maio], cheguei à final e conquistei o ouro. Agora é focar, ajustar e chegar em Tóquio para ser campeã paralímpica”, comentou a brasileira, número um do mundo, ao site da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

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Destaque, também, ao combate 100% verde e amarelo entre Meg e Rebeca, pela semifinal da categoria acima de 70 kg, vencido pela primeira. Como cada país pode classificar para Tóquio somente uma judoca por peso, a luta foi uma espécie de confronto direto pelo posto de representante do Brasil. Na final, Meg, número três do mundo, foi derrotada pela italiana Carolina Costa, líder do ranking, enquanto Rebeca (quarta) garantiu o bronze ao superar a ucraniana Anastasiia Harnyk (sexta) na repescagem.

Já Wilians, sétimo do ranking mundial e segundo melhor judoca da classe B1 (cego total), caiu na semifinal da categoria acima de cem quilos para o georgiano Revaz Chikoidze, número três do mundo. Na repescagem, o brasileiro levou a melhor sobre o britânico Jack Hodgson (sexto) e garantiu o bronze.

“Só eu sei o que passei para estar aqui, a minha família, minha esposa. A perda do meu pai [Severino, no ano passado] foi um ippon [golpe de pontuação máxima no judô] que a vida me deu. Essa medalha aqui é para ele. Foi um ciclo conturbado, com duas cirurgias. Só pude participar de quatro competições das sete que valiam pontos para Tóquio. E saio daqui classificado. Para mim, é uma vitória muito grande”, disse Wilians, também ao site da CBDV.

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Outros três brasileiros competiram neste domingo, sem medalhas. Na categoria até cem quilos, Antônio Tenório perdeu na segunda luta da repescagem para o uzbeque Sharif Khalilov. O tetracampeão paralímpico recupera a melhor forma após um longo período de recuperação da infecção pelo novo coronavírus (covid-19). Arthur Silva (até 90 kg) e Harlley Arruda (até 81 kg) também não avançaram.

No sábado (19), Lúcia Teixeira conquistou a única medalha de ouro brasileira em Warwick, na categoria até 57 quilos. Em maio, no Grand Prix de Baku, a delegação brasileira também conquistou cinco pódios. A equipe retorna ao país e tem mais uma fase de treinamento em São Paulo, prevista para 11 a 20 de julho, antes da ida para o Japão.

Edição: Marcio Parente

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Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

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Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

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Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

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A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

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