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14 de dezembro de 2017

Novo promotor pode abrir acusação contra Cristina Kirchner nesta sexta


Hospital de Olhos

O promotor argentino Gerardo Pollicita, que é o novo responsável pela investigação do atentado contra a associação mutual judaica AMIA em 1994, que deixou 85 mortos e 300 feridos, pretende dar entrada nesta sexta-feira (13) em uma acusação contra a presidente Cristina Kirchner na qual ela seria indiciada por envolvimento com Cristina, segundo o jornal “Clarín”. O Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, e outros envolvidos na denúncia de Nisman também seriam indiciados, segundo fontes judiciais.

Pollicita assumiu o caso – que será julgado pelo juiz Daniel Rafecas – após a morte do promotor Alberto Nisman, que investigava o atentado. Nisman foi encontrado morto em seu apartamento na véspera de seu testemunho no Congresso sobre as denúncias feitas contra o governo Kirchner.

Ele havia denunciado Timerman e Cristina, entre outros funcionários de alto escalão do governo, de tentar atrapalhar as investigações sobre o atentado.

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Segundo o promotor, em troca de acordos comerciais, o governo teria buscado um acordo com o Irã para que os suspeitos pelo atentado escapassem da Justiça.

De acordo com o “Clarín”, a decisão do novo promotor responsável pelo caso oficializaria o fato de ele está convencido de que a exposição de Nisman foi feita com base em informações e provas sólidas – por isso acredita que a presidente e os outros suspeitos devem ser investigados.

Ainda segundo o jornal, Pollicita não irá pedir imediatamente que Cristina preste depoimento, algo que Nisman havia solicitado. As informações são de fontes de tribunais federais.

Na noite de quinta-feira (12), o governo adiantou que apresentará nesta sexta uma queixa por escrito contra a denúncia de Nisman. “Não existe prova alguma, nem sequer de caráter ‘circunstancial’, que demonstra a existência de condutas atribuíveis à presidente da Nação oua funcionários do governo nacional que podem se enquadrar em ‘atos criminosos’”, diz o texto, adiantado pelo “Clarín”.

Pollicita não pensa o mesmo – por isso decidiu investigar a presidente. De acordo com o jornal, ele vai solicitar ao juiz Rafecas que sejam tomadas ações para recolher documentos em órgãos públicos que poderiam estar ligados ao suposto pacto entre Argentina e Irã firmado no caso AMIA.

Denison Duarte – Amarante (PI)

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