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HGV faz 80 anos e ganha abraço simbólico

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O Hospital Getúlio Vargas, referência em alta complexidade no Piauí e no tratamento da Covid-19, completou 80 anos de história. Para comemorar a data, funcionários protagonizaram um “abraço simbólico” e soltaram balões de gás hélio com as cores do hospital.

Ainda na programação comemorativa, uma missa em ação de graças foi realizada no pátio externo e foi transmitida pelo Youtube para um maior número de pessoas, já que a solenidade ocorreu de forma híbrida devido a pandemia.

Os ex-diretores do hospital também foram homenageados. Cada um deles vai receber, em suas casas, uma placa de agradecimento aos serviços prestados.

O diretor-geral do HGV, Osvaldo Mendes, destaca a importância do hospital para a formação dos profissionais de saúde. “ O HGV é um gigante. Todos nós temos uma grande consideração por ele ter sido a casa da maioria dos médicos e demais profissionais da saúde. Começou com a ideia de ser um hospital escola, no governo de Leônidas Melo e, desde então, continua mantendo esse perfil formação. Além de ser o maior centro de atendimento médico do Piauí, com 15 especialidades diferentes, de alta complexidade, também somos um centro formador”, destaca.

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O presidente da Fepiserh, Ítalo Rodrigues, celebra a mais nova conquista do HGV: o início das cirurgias cardíacas, previstas para o dia 8 de maio. “Esse é o maior presente que a população poderia ter para comemorar o aniversário do HGV. O hospital será a primeira entidade pública a oferecer esse tipo de cirurgia, até então, somente ofertada em hospitais particulares pelo SUS. Temos uma grande demanda neste segmento e, o HGV, que já é referência em diversas áreas, inclusive no combate à pandemia, passa a oferecer mais esse importante serviço à população do Piauí”, destaca Ítalo.

Fonte: Fepiserh
Fonte: Governo PI

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Comunidades tradicionais do sul do Estado recebem visita do Interpi para debater regularização

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A Gerência de Povos e Comunidades Tradicionais (GPCT) do Instituto de Terras do Piauí (Interpi) concluiu, nesse domingo (16), uma intensa rodada de visitas e reuniões em diversas comunidades quilombolas piauienses para ouvir as comunidades e ainda orientar sobre os processos de regularização fundiária.

De 6 a 16 de maio, a gerente do GPCT, Maria Rosalina dos Santos esteve em alguns dos municípios da região sul do Estado onde comunidades tradicionais estão sendo impactadas por grandes empreendimentos. É o caso das comunidades quilombolas Poço do Cachorro (Dom Inocêncio), Serra da Mata Grande (Simões) e dos Kariri de Serra Grande (comunidade indígena em Queimada Nova, recentemente titulada pelo Governo do Piauí).

“Estamos fazendo a discussão sobre o problema e também sobre o processo de regularização fundiária. O primeiro momento é de sentar junto com a comunidade, ouví-la e também repassar as orientações, assim como estudar com elas as estratégias possíveis, como, por exemplo, garantir que sejam cumpridos os protocolos de proteção como a Convenção n.º 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante às comunidades locais o direito de consulta, livre e informada sobre a implantação de projetos e ações por parte do Estado e parceiros”, informou a gerente.

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Autodeclaração Quilombola

A agenda da representante do Interpi foi ainda pautada pela discussão, atualização e acompanhamento dos processos de certificação, por parte da Fundação Palmares, do Governo Federal, bem como o processo de autorreconhecimento como comunidades quilombolas. É o caso de Serra da Mata Grande (Simões), Mata dos Morenos (Regeneração), Grotões (Wall Ferraz), Caiçaras (Várzea Grande) e quilombo Caldeirão, no município de Amarante.

Potencial Mimbó

Na noite do dia 13 de maio, a gerente do Interpi se reuniu com as lideranças da bicentenária comunidade quilombola Mimbó, na zona rural de Amarante, dando início à discussão sobre regularização fundiária. Rosalina dos Santos explica que o encontro foi bastante proveitoso, pois também tratou da preservação cultural e ainda de turismo, por ser o histórico território quilombola, uma localidade de grande potencial, sendo necessário desenvolver “todo um trabalho de informação, no aspecto social, de valorização do potencial turístico e cultural que existe na comunidade”, declarou. “Foi um momento muito importante de conversa com essas lideranças para tirarmos alguns encaminhamentos”, acrescentou.

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Orientações para regularizar

Como uma oportunidade de aproximação e escuta do movimento, as visitas da gerente de Povos e Comunidades Tradicionais do Interpi também contemplaram os territórios quilombolas Pote, no município de São João da Varjota, e Mutamba, em Paquetá do Piauí, debatendo com eles organização social, e a orientação para os primeiros passos de como a comunidade pode solicitar uma visita institucional do Interpi para dar início ao processo de regularização fundiária.

Rosalina dos Santos, gerente da GPCT, reuniu-se com as comunidades quilombolas (Grotões)

“Essas comunidades que estamos visitando são carentes de informação também, e necessitam de todo esse acompanhamento e aproximação, para junto com eles, ajudarmos a ampliar seus conhecimentos e construir propostas de como realmente devem estar solicitando aquilo que é de direito das comunidades”, avalia Rosalina.

“Assim, nestes dez dias de encontros comunitários, trabalhamos temas como identificação e autorreconhecimento de um território quilombola, sua regularização fundiária e os impactos dos empreendimentos nessas comunidades”, finaliza.

Grotões – Wall Ferraz: encerramento da agenda de dez dias de visitas e diálogo com as comunidades. Fotos: Lucas Rafael dos Santos e Silva (Interpi) e Wilton da Costa (Comunidade Quilombola de Atrás da Serra – Santa Cruz do Piauí)

Fonte: Governo PI

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