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13 de dezembro de 2017

Trabalho voluntário de assistente social de Joinville concorre a prêmio nacional


Hospital de Olhos
Todas as quintas-feiras, faça chuva ou faça sol, a assistente social Jaqueline do Rocio Alves Coelho não volta para casa após encerrar o seu expediente na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Joinville. Seu destino é a comunidade Juquiá, no bairro Ulysses Guimarães, a comunidade mais carente de Joinville. Lá ela atua em um trabalho social que está ajudando a mudar a vida de mulheres, crianças e adolescentes.

A semente do projeto foi plantada em agosto de 2010, quando Jaqueline recebeu em sua sala, na Secretaria de Assistência Social, a visita de duas moradoras pedindo verba para montar um grupo de artesanato. A ação prosperou e foi além: é finalista do Prêmio Cláudia, considerada a maior premiação feminina da América Latina, na categoria Consultora Natura Inspiradora. O vencedor será conhecido nesta segunda, em São Paulo.

Em um galpão da igreja católica, a assistente social, com o apoio de voluntários, orienta um grupo de mulheres em atividades de costura de roupas e acessórios. Os produtos são vendidos em lojas da região ou de porta em porta na comunidade e o lucro revertido para o orçamento doméstico.

Ação foi ampliada para crianças e adolescentes, com atividades de reforço escolar, dança, esporte, brinquedoteca e inclusão digital. “O trabalho começou com foco na situação da mulher, mas agora estamos ampliando para as crianças e para os adolescentes”, informa Jaqueline.

Aos 42 anos, casada, dois filhos, Jaqueline do Rocio também é professora no curso superior de Serviço Social da Anhanguera. A agenda lotada não tirou o ânimo de tentar ajudar pessoas de uma região carente a ter novas oportunidades na vida. “Procuro passar uma mensagem de que as pessoas precisam valorizar a autoestima, aproveitar as oportunidades e fazer da dificuldade uma oportunidade de crescimento”, reforça.

A assistente social quer que sua história de vida sirva de inspiração para outras mulheres. Filha de um pedreiro e de uma servente de limpeza, Jaqueline, aos 9 anos, já trabalhava como empregada doméstica. Viveu uma situação parecida com a de muitas mulheres do Juquiá. “Eu venci e eles também vão consegui, mesmo que o processo seja lento e árduo”, acrescenta.

Para ela, a participação no Prêmio Cláudia vai ajudar a dar visibilidade ao projeto e atrair mais apoio. Como parceria, ela cita a aproximação na atual gestão com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Adhemar Garcia. “Eles estão valorizando e se aproximando deste trabalho”, acrescenta.

Jaqueline sonha com uma sede própria para o grupo desenvolver e ampliar suas ações e para continuar mostrando que, com perseverança e amor ao próximo, é possível melhorar a vida de outras pessoas.

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