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Sobe para 250 o número de vítimas do naufrágio em Lampedusa

Edição e postagem: Denison Duarte, em 08-10-2013 14:06 | Última modificação: 08-10-2013 14:10
Hospital de Olhos

O número oficial de mortos pelo naufrágio do navio com imigrantes, ocorrido na última quinta-feira em frente à ilha italiana de Lampedusa, foi elevado nesta terça-feira para 250, já que os mergulhadores das forças de segurança da Itália anunciaram o resgate de outros 19 cadáveres.

Fontes da Guarda Litorânea da Itália informaram hoje à agência EFE que conseguiram resgatar mais 19 corpos, entre eles o de uma criança. Os restos do navio se encontram a cerca de 900 metros de Lampedusa e a 50 metros de profundidade.

Após as tarefas de resgate terem sido suspensas na última sexta-feira e no sábado por conta das más condições climáticas, a jornada de hoje é a terceira consecutiva em que os agentes italianos podem mergulhar no mar para retomar as buscas.

Os trabalhos de resgate, no entanto, se mostram cada vez mais complicados, tendo em vista que os mesmos requerem prazos mais longos para serem completados. Isso porque, os corpos que estavam em zonas acessíveis da embarcação já foram recuperados, restando somente aqueles que estão localizados na adega, amontoados um sobre os outros.

Os relatos dos 155 tripulantes sobreviventes indicam que o navio, que partiu do norte da África em direção às costas europeias e naufragou após um suposto incêndio, teria 518 pessoas, um número que confirma a existência de mais de 100 cadáveres na água.

O testemunho dos sobreviventes também foi fundamental para determinar a prisão de Khaled Ben Salam, um tunisiano de 35 anos que aparece como o suposto responsável pela travessia e possível autor do incêndio, iniciado após uma tentativa de advertir os outros navios e as autoridades italianas.

Espera-se que amanhã o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, e o primeiro e vice-primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta e Angelino Alfano, respectivamente, visitem a região de Lampedusa, considerada como a porta de entrada da Europa para a imigração ilegal pelo mar.

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