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20 de junho de 2018

Cadeias abrigam duas vezes mais presos do que deveriam


Hospital de Olhos
O mutirão carcerário realizado na Cadeia Pública Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu, reduziu em 72 o número de presos da unidade, mas não resolveu o problema da superlotação no local. Apesar disso, a unidade ainda abriga 423 detentos, quando sua capacidade é para 380. O excesso – agora de 43 presos – chega a ser irrisório se comparado a outras cadeias públicas do Oeste paranaense.

Levantamento da própria Seju (Secretaria de Estado da Justiça) indicava que as oito principais cadeias da região abrigam ontem 1.554 presos, quando a soma da capacidade delas todas é de apenas 746. Ou seja, essas unidades abrigam duas vezes mais presos do que deveriam. Isso explica a iniciativa do MP (Ministério Público), que recentemente pediu a interdição das cadeias de Guaíra e Marechal Cândido Rondon.

O caso mais grave na região é o da Cadeia Pública de Cascavel, anexa à 15ª SDP (Subdivisão Policial), que abriga 334 presos num espaço onde deveriam estar apenas 132. Depois vem a de Guaíra, onde 210 presos estão abrigados num espaço construído para 67. A Cadeia Pública de Toledo abriga 163 presos, quando sua capacidade é para apenas 40. Já a de Marechal Cândido Rondon, mesmo com as 15 transferências feitas na semana passada, ainda conta com 126 presos, num espaço construído originalmente para apenas 38. A de Matelândia abriga 120 presos num espaço para 41, e a de Medianeira abriga 97 presos num espaço para 38.

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