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12 de dezembro de 2017

Atingidos por barragens fazem Assembleia de esclarecimentos sobre os direitos da população


Hospital de Olhos

Uma oportunidade de esclarecimentos acerca dos direitos da população que será atingida com a construção das barragens no rio Parnaíba, este foi o nome dado à Assembleia Popular realizada na tarde desta quinta-feira, 24, no Iate Clube de Amarante e encabeçada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (Mabs)

Além da sociedade civil, o evento reuniu representantes de entidades do município como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Amarante, a Central Única dos Trabalhadores (Cut), o Sindicato dos Urbanitários, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserma), a Colônia dos Pescadores e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O secretário de Meio Ambiente, José de Arimateia, no relato das suas experiências sobre o tema afirmou que existem dois lados a serem observados no contexto da construção das barragens: o lado dos afetados e o lado da construção, assim como o lado positivo e negativo para ambas as partes. Segundo ele, o assunto deve ser tratado com delicadeza, mas mostrou-se solidário ao movimento em nome da secretaria da qual é gestor.

Por outro lado, a representante da Colônia dos Pescadores, Maria do Socorro, disse que é favorável à construção das barragems de Castelhano e Estreito. “Eu acredito que a construção das barragens trará muito mais benefícios do que prejuízos”, versão constrastada pelo representante do Sindicato dos Urbanitários, Francisco Ferreira. “Conheço e sou parte do movimento dos atingidos, o que me fez um apaixonado pelo Mab. Portanto, água e energia não são mercadorias para serem comercializadas”.

A presidente do Sindserma, Maria Lúcia (a Caçula), afirmou que dá o seu apoio enquanto representante da entidade, na condição de que haja o sossego de cada um e que o objetivo alcançado seja o bem-estar de todos com o favorecimento à classe pobre. “A construção dessa barragem trará muito mais prejuízos do que benefícios”, disse.

Na mesma linha de pensamento falou o representante do STR, José Pereira de Matos. “Eu concordo com a construção das barragens desde que não traga prejuízos irreparáveis à população. Ele defendeu ainda que as comunidades precisam estar reunidas para que não haja grandes prejuízos provocados pelas construções.

Por fim, representando os atingidos, José Josival referiu-se ao movimento como uma iniciativa necessária e justa no contexto de defesa aos afetados com construções de barragens. No final da assembleia houve um debate com as famílias sobre os efeitos das obras, cujas construções afetarão o Piauí e também o Maranhão.

O Mab é caracterizado pelo histórico de resistências, lutas e conquistas, que se estende há 20 anos no território nacional em favor dos direitos dos atingidos, em defesa da água e da energia e pela construção de um Projeto Popular para o Brasil.

COLABORAÇÃO: LEOMAR DUARTE


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