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12 de dezembro de 2017

Portadora de Aids no cinema, Deborah Secco filosofa: ‘A dor é muito preciosa’


Hospital de Olhos

Bonita, solteira e realizada na carreira, Deborah Secco afirma que sempre gostou de viver intensamente suas emoções e não tem motivos para se arrepender do passado. A atriz é a protagonista do filme “Boa Sorte”, no qual vive uma mulher com HIV positivo, e se prepara para a estreia de “Boogie Oogie”. Em conversa com o Purepeople, ela conta que aprendeu a ver a vida de outra forma após algumas decepções amorosas e, principalmente, depois de fazer o longa-metragem.

“O ‘Boa Sorte’ me fez uma pessoa melhor. Eu estou diferente. Tudo me transformou… A preparação, as pessoas que conheci…”, diz.

“Antes, eu desejava saúde para as pessoas e achava que era a coisa mais importante. Hoje eu vejo que há muitas pessoas sem saúde e felizes. Da mesma forma, conheço tanta gente saudável e infeliz”, completa.

Aos 34 anos, Deborah acredita que ainda não viveu um amor de verdade. Após o fim do casamento com o ex-jogador Roger Flores, em abril do ano passado, ela teve um breve relacionamento com o cantor religioso Allyson Castro e também namorou o ator Bruno Torres.

“Ouvi de uma menina de sete anos que a gente não deve se arrepender de nada. Ela disse: ‘Esqueça o seu passado e viva o presente que você tem’. Todos os momentos são únicos e não há motivos para se arrepender. A tristeza faz parte da vida e ela é tão preciosa. Com o tempo você lembra de como chorou e vê que tudo passa. A vida é feita disso mesmo. Eu acredito que a dor é, de certa forma, muito preciosa”, declara a atriz.

No filme “Boa Sorte”, Deborah vive a intensa Judite. Com pouco tempo de vida, a personagem se apaixona por João (João Pedro Zappa) e não perde a chance de viver esse amor. A atriz não esconde o orgulho desse trabalho e torce para que os fãs entendam a mensagem principal da história.

“Acredito que o maior problema da Aids é o preconceito. Temos remédios e pesquisas sobre a doença, mas o preconceito predomina. A ideia é que quem tem o vírus nunca mais poderá amar. O filme veio para mostrar o contrário. Muita gente falou dos quilos que perdi para o papel, mas a proposta de toda a produção vai além disso”, finaliza.

Com direção de Carolina Jabor, o longa-metragem estreia em outubro e recebeu dois prêmios no Festival de Paulínia, em São Paulo.

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