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15 de dezembro de 2017

“Ex-BBB começa do menos alguma coisa”, diz Rodrigão


Hospital de Olhos

Durante o BBB11, Rodrigão  ficou marcado por sua postura mais reclusa e pelos foras e esnobadas que deu em Adriana Santa’Anna,  com quem trocou beijos em algumas festas e só engatou um namoro quando os dois já estavam fora do programa. “Não fui nem um pouco romântico, né?”, questiona o ex-BBB, com um sorriso sem graça, durante entrevista ao iG.

Se durante o reality show ele mostrou uma faceta mais rude, agora o modelo revela seu outro lado. Rodrigão acaba de lançar o primeiro CD de sua carreira focada em música sertaneja com as 14 faixas do álbum autorais e — pasmem — românticas. Algumas delas foram, inclusive, dedicadas à noiva e ex-companheira de confinamento. “Sempre fui romântico. Desde pequeno, até com as paquerinhas de escola. Até me achava meio bobo, porque às vezes eu fazia umas coisas que dava até meio vergonha”, contou ele, que começou a mexer com música quando ganhou seu primeiro violão, aos cinco anos de idade.

Rodrigão mostrou que, apesar de ter crescido, segue fazendo declarações de amor e relembrou que o pedido de noivado para Adriana foi na arena do Rodeio de Americana, em 2012, em frente a milhares de pessoas, durante o show deJorge   e Mateus , de quem ambos são fãs.

O pré-lançamento do álbum “Eu e Você”, disponível na página oficial do cantor e gravado em Maringá, cidade natal de Rodrigão, aconteceu na quinta-feira (21), na Woods Curitiba. O lançamento oficial está programado para o dia 13 de dezembro, no Rio de Janeiro. Sobre a escolha da cidade (famosa por ser fechada para o mercado sertanejo) para apresentar o trabalho, Rodrigão explica: “O carioca está começando a gostar de sertanejo. Não como em outros lugares do Brasil. Mas acho que é um desafio também.”

iG: Quando e como começou a mexer com música?
Rodrigão:   Eu tinha uns 5 ou 6 anos de idade. Ganhei um violão do meu avô e tenho ele até hoje. Minha mãe me colocava para dublar Leandro e Leonardo nas festas do colégio. Comecei a estudar teclado com uns sete anos, depois piano. Violão e outros instrumentos fui aprendendo sozinho. Desde pequeno sempre escrevi muita música, sempre de amor. Depois tive banda e, um pouco antes de eu entrar no BBB, eu e um amigo começamos a ensaiar uma dupla.

iG: Apesar de mexer com música desde pequeno, você focou na sua carreira de modelo. Não confiava em seu lado cantor?
Rodrigão:   Na verdade, sempre tive muito mais isso como hobbie. Até hoje, na verdade. Com uns 17 anos me mudei para São Paulo para trabalhar como modelo, e depois comecei a participar de uns concursos de beleza, fui para fora. Isso tudo me consumiu e eu achava que estava num caminho mais tranquilo. Nessa idade, você fica com sonhos e busca várias alternativas para alcançar o que quer. Depois disso, consegui uma estabilidade financeira, tive um pouco mais de tempo para colocar as ideias e consegui uns parceiros para iniciar o projeto para gravar o CD.

iG: Você comentou que desde pequeno escreve músicas românticas e este CD conta com todas as letras nesse perfil. Você é um cara romântico?
Rodrigão:   Sou, bastante. Sempre fui. Desde pequeno, até com as paquerinhas de escola. Eu até me achava meio bobo, porque às vezes eu fazia umas coisas que davam até vergonha. Declarações eu sempre fiz muito. Até meu pedido de noivado para a Adriana foi no meio da arena, na festa do peão de Americana, show do Jorge e Mateus. Antes de começar o show, tinha umas 50 mil pessoas, parou tudo e ficou todo mundo só olhando. Fora as coisas do dia a dia. Gosto muito de flor, de presentear, fazer surpresa. Já escrevi muitas músicas para relacionamentos.

iG: Nesse CD tem alguma para a Adriana?
Rodrigão:   Várias. Tem uma que é o nome do disco, “Eu e Você”, bem romântica e calma. Tem também “Minha princesa”. Tem várias.

iG: Sempre que aparece algum cantor solo, ainda mais bonitão, surgem muitos boatos de ciúme por parte dos artistas que já estão no mercado. Você tem medo disso?
Rodrigão:   Não. Acho que isso não existe do jeito que falam. O ego, a vaidade de cada um, cada um sabe. Mas acho que não afeta o mercado. Não tem nem motivo. Tem tanto espaço para todo mundo fazer seu trabalho tranquilo. Isso até pode existir, mas não acho que influencia o mercado.

iG: Acha que o fato de ser um ex-BBB pode gerar muito preconceito em relação a sua música?

Rodrigão : O lance do Big Brother é que você nunca começa do zero. Você começa do menos alguma coisa. Você tem que quebrar toda uma barreira para provar que não é um oportunista. Mas é o que falo: um clipe simples que a gente lançou teve mais de três milhões de acessos. Você entra lá nos comentários, muitos dizem: ‘entrei aqui para zoar, pra sacanear o ex-BBB, mas gostei da música de verdade’. Pode não ser fã, mas gostou da música. Nunca sofri preconceito em lugar nenhum por ser Big Brother. Muito pelo contrário. Me ajuda muito e abriu muitas portas. Não tenho do que reclamar. Mas sei que existe um certo tipo de preconceito.

iG: Você acha, então, que se você tivesse iniciado a dupla que falou antes do BBB a repercussão de seu trabalho seria diferente? Seria mais difícil?
Rodrigão : Pois é. O pessoal já entra para ver a música que o Rodrigão lá soltou, para ver se é boa ou não, para julgar, sacanear, ou porque gosta mesmo. A rede social é o que movimenta tudo hoje em dia. E a gente tem muito seguidor. Com certeza, se não tivesse participado do Big Brother, se eu tivesse com a dupla antes, o vídeo não teria os três milhões de acessos. Não teria essa repercussão.

iG: No início você comentou que é romântico, mas no BBB sua imagem ficou muito marcada pelos foras que dava na Adriana. Em que momento ela te conquistou e porque agiu dessa maneira dentro da casa?
Rodrigão:   Não fui nem um pouco romântico, né? (risos). É porque, no Big Brother, eu estava solteiro. Já na primeira festa, as meninas mais bonitas da casa ficaram com alguém. Como sou um pouco tímido, falei: ‘então vou focar no jogo’. Entrei lá para ganhar o prêmio, para ajudar minha família. A Adriana entrou com três semanas. Fiquei muito balançado, mas ao mesmo tempo eu não sabia se era melhor eu continuar com a cabeça que eu estava, de jogo, ou me entregar para o relacionamento. Acabou que não fiz nem um, nem outro (risos). E ficou um pouco dessa imagem. Mas foi só lá dentro. Tanto que quando a gente saiu e só vieram coisas boas.

iG: O assédio em cima de artistas sertanejos é muito grande. Você sente que a Adriana já está com um pouco de ciúmes?
Rodrigão:   (risos) Lógico, com certeza. Mas ela é acostumada, porque sempre trabalhei como modelo. Sempre tem as mulheres tirando foto e tudo mais. Ela é bem ciumenta, mas controla. Acho que não é nada demais, mas já estão começando os comentários (risos). Para o lançamento em Curitiba, ela foi a primeira a garantir a passagem para assistir ao show (risos). Mas faço questão que vá, porque ela é a grande incendiadora disso tudo.

iG: Vai largar carreira de modelo?
Rodrigão: : Acho que uma coisa não impede a outra. Você vê hoje vários artistas fazendo muita campanha publicitária, desfiles, coisa que antigamente não acontecia.

iG: Sonha com alguma parceria musical em algum de seus trabalhos?
Rodrigão:   Muito. Tenho vários ídolos. Sou muito religioso e há muito tempo fiz uma música que fala de Deus, uma experiência de vida bem legal. Desde então, sonho em poder gravar com, por exemplo, padre Fábio de Mello, de quem sou muito fã. É uma coisa que não tem nada a ver com o sertanejo, mas acho que nada impede nada. E no sertanejo, sou muito fã de Leonardo, Zezé e Luciano, Vitor e Leo, Bruno e Marrone. Tem muita gente.

iG: De onde vem suas inspirações?
Rodrigão:   Não tem como dizer. Às vezes estou viajando, vem na estrada uma frase legal na cabeça e sozinho começo a desenvolver melodia, música. A inspiração é você viver o amor mesmo. Muita gente escutou meu CD e falou: ‘cara, tá lindo o CD, mas porque não fez uma música que nem a galera está fazendo agora, de bebida, pegação?’. Não é minha praia. Gosto, escuto, mas não consigo fazer. Só consigo fazer música de amor mesmo. Acho que é porque sou um cara muito apaixonado.

iG: Você não pretende, então, gravar canções desse perfil, o que chamam de “música chicletinho”?

Rodrigão:   Gravar já é outra coisa. Eu digo que não consigo compor, fazer música, fazer tudo. Até já tentei fazer, mas acho que não é minha cara. Mas gravar, não descarto em hipótese nenhuma.

iG: Muitos artistas no início de carreira sonham em tocar em determinados eventos, como na Festa de Peão de Barretos, por exemplo. Você tem algum ideal assim?
Rodrigão:   Em agosto do ano passado, ia ter Jorge e Mateus em Barretos, e um dos organizadores falou que tinha meia hora antes do show e perguntou se eu queria pegar o violão e ir para o palco. Em cima da hora. Ele disse que conseguia dois caras para tocar comigo e fazer um acústico. Ensaiamos quinze minutos antes. Entrei na arena, lotada, 60 mil pessoas. Então, já tive uma honra enorme de estar no palco de Barretos, mas sonho em poder fazer o show principal.


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