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12 de dezembro de 2017

Impasse entre Palmeiras e construtora pode tirar R$ 307 milhões do clube


Hospital de Olhos
O impasse entre Palmeiras e WTorre para definir o número de cadeiras a que cada parte terá direito de comercializar no novo estádio pode fazer com que o clube deixe de lucrar pelo menos R$ 307 milhões nos 30 anos de parceria com a construtora.

Ontem à noite, a diretoria alviverde apresentou estudo ao Conselho Deliberativo que mostra possíveis receitas com locação de cadeiras e bilheteria em jogos na arena.

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Foram expostos dois cenários: o defendido pelo Palmeiras e o que a WTorre entende ser o correto –o contrato de reforma não indica como será a divisão da exploração das cadeiras da arena, como a Folha revelou em setembro.

A metodologia usada no estudo prevê ocupação de 50% do estádio e preço médio do ingresso de R$ 40.

No primeiro cenário, o da visão do clube, a WTorre teria direito de explorar 10 mil dos 45 mil assentos. Assim, o clube arrecadaria, segundo a apresentação, R$ 1,5 bilhão nos 30 anos de parceria com a construtora. E a WTorre, responsável pela reforma da arena, lucraria R$ 1 bilhão.

Na segunda situação, defendida pela WTorre, a construtora exploraria todas as cadeiras, enquanto o clube só ficaria com as receitas de bilheteria. Assim, o Palmeiras ganharia R$ 1,2 bilhão, e a WTorre, R$ 1,3 bilhão.

Ou seja, se perder a queda de braço com a construtora, o Palmeiras deixará de ganhar R$ 307 milhões com as receitas de seu estádio –R$ 10 milhões por ano. Valor que, segundo o estudo, se tornará receita da WTorre.

O estudo prevê um prejuízo ainda maior para o clube caso a ocupação do novo estádio seja sempre a máxima: o Palmeiras pode deixar de lucrar até R$ 750 milhões.

As contas não englobam outras receitas, como a comercialização do nome do estádio, o lucro com shows, estacionamento etc.

No caso do nome, por exemplo, a WTorre vendeu esse direito à Allianz por R$ 300 milhões, mas o Palmeiras receberá apenas R$ 60 milhões –o contrato construtora-clube prevê o repasse de apenas 20% desse valor.

À Folha, a assessoria de imprensa da WTorre afirmou que não teve acesso ao estudo, mas disse que a análise conta com premissas incorretas. E reafirmou que, pelo contrato, tem direito de comercializar 100% das cadeiras, do que o clube discorda.

A WTorre também informou que, na semana passada, apresentou estudo ao presidente palmeirense, Paulo Nobre, no qual assegura ao clube uma arrecadação de R$ 1,4 bilhão nos 30 anos de parceria –incluindo o programa de sócio-torcedor na venda das cadeiras da arena.

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