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Enem 2020: estudantes relatam provas mais fáceis e salas esvaziadas

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No primeiro dia de aplicação, estudantes relatam aglomerações na entrada e saída dos locais de aplicação e salas esvaziadas por conta da ausência de participantes. Para os candidatos entrevistados pela Agência Brasil, a prova foi mais fácil do que em anos anteriores. 

“Como a cidade é pequena, na minha sala tinham oito pessoas. Ao todo, 17 faltaram o exame.  Deu para manter o distanciamento. Ofereceram álcool em gel. Fiquei bem tranquila”, conta a estudante Heloísa Lara, 23 anos, que há cinco anos estuda para cursar medicina. Ela fez a prova em Cacoal (RO). 

“Cheguei bem cedo porque sempre costumo fazer isso, para não ter nenhum imprevisto. Mantive o distanciamento e não conversei com ninguém, só o necessário. Eu acho que fui melhor que no ano passado, eu consegui ler com mais atenção, com mais calma. O fator primordial foi a calma porque consegui ler com mais clareza as questões”, diz. 

Sobre o tema da redação, que este ano foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”, Heloísa diz que gostou. “É o que mais está tendo na atualidade, as doenças mentais. A prova falou que em depressão, coisas que se está vivendo nessa pandemia. Gostei, foi bem atual, atual até demais”.

Em Santana de Parnaíba (SP), a estudante Geovanna Cury, 18 anos, que também busca uma vaga em medicina, também relatou que cerca da metade dos participantes faltaram na sala onde fez prova. “Faltou mais da metade. Por isso, não houve aglomeração. Mas se fosse a quantidade de pessoas previstas, a sala estaria lotada e o distanciamento seria zero. A ventilação era ruim, a janela era minúscula”, diz. 

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Na entrada e na saída do exame, a estudante conta que havia aglomeração de pessoas e que viu pessoas sem máscara. O item era obrigatório dentro dos locais de prova. Os estudantes que não usássem a máscara da maneira adequada, cobrindo o nariz e a boca, conforme o edital do exame, poderiam ser eliminados. “Isso me causou uma ansiedade enorme. E eu sou asmática”. 

O coordenador pedagógico do ProEnem, Leandro Vieira, fez o exame no Rio de Janeiro. Segundo ele, no local havia álcool em gel disponível e todos estavam de máscara, mas não havia um distanciamento adequado entre as carteiras dos participantes. “A sala estava cheia”, diz. 

Na avaliação do professor, a prova desta edição estava mais fácil do que em anos anteriores, com menos textos. Havia também menos questões de história do Brasil. Geralmente esse conteúdo é cobrado em cinco ou seis questões. Neste exame, segundo ele, havia apenas duas. 

“A gente achou a prova de humanas uma prova mais fácil que anos anteriores, comparado com o ano passado e retrasado, a prova teve queda no nível de dificuldade”, diz. De acordo com Vieira, muitas das questões podiam ser respondidas com uma boa interpretação de texto, mesmo que o candidato não tivesse domínio do conteúdo abordado.

“Os textos estavam menores. A prova estava menor do que há três, quatro anos atrás. No ano passado já houve uma diminuição drástica, esse ano foi ainda menor, com textos de sete, oito linhas, que é um padrão pequeno [para o Enem]”, acrescenta. 

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Enem 2020

O Enem começou a ser aplicado hoje (17) na versão impressa. Os estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e de redação. A prova segue no próximo domingo (24), quando serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza. Este ano, o exame terá também uma versão online, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

As medidas de segurança adotadas em relação à pandemia do novo coronavírus serão as mesmas tanto no Enem impresso quanto no digital. Segundo o Inep, haverá, por exemplo, um número reduzido de estudantes por sala, para garantir o distanciamento entre os participantes. Durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas dessa ou de outras doenças infectocontagiosas até a data do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, e terá direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro

Edição: Bruna Saniele

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Eleva Tour discute metodologias ativas e aprendizagem significativa na educação

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“Como é possível tanto abismo entre aquilo que se aprende na escola e o que o futuro – que já é presente – do trabalho demanda? Este questionamento, do designer de experiências de aprendizagem, Eduardo Valladares, dá a tônica da palestra ‘Dois pés no século XXI: o que o aluno espera da escola’, que abrirá o Eleva Tour Virtual, encontro realizado via canal no Youtube da plataforma, em 20 de julho, às 16h. Profissionais da educação, pais, responsáveis, alunos e demais interessados na área podem se inscrever gratuitamente por meio do site da plataforma Eleva.

Com a proposta de discutir um modelo de educação mais atrativo e focado nos interesses dos estudantes, o evento reunirá especialistas que abordarão métodos para promoção do aprendizado dinâmico no século XXI. Metodologias ativas, protagonismo do estudante, contextualização do material didático e outras formas de aprendizagem significativa serão alguns dos assuntos abordados.

Programação aborda aprendizagem do futuro

Além da apresentação de Eduardo Valladares, que abordará métodos para tornar a escola – uma das primeiras instituições com que uma criança tem contato na vida – mais atrativa, o Eleva Tour trará o tema “Aprendizagem mecânica x aprendizagem significativa”. Conduzida pela assessora pedagógica da plataforma Eleva, Patrícia Paranhos, a palestra visa apresentar a diferença entre os conceitos, abordando os processos práticos que estimulam o aprendizado significativo.

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O aprendizado significativo é um conceito proposto pelo pesquisador norte-americano David Paul Ausubel. De acordo com o estudioso, a aprendizagem de novos conteúdos deve se relacionar com conhecimentos prévios dos alunos para ser significativa.

Do outro lado está a aprendizagem mecânica, que conforme Patrícia Paranhos explica, é aquela na qual “o professor está no centro do processo como um grande expositor e os alunos apenas decoram um turbilhão de informações”. Neste sistema, o aprendizado nem sempre é assimilado, sendo as informações esquecidas logo após uma prova ou um curto período de tempo. “A aprendizagem significativa é aquela que se leva para a vida toda. Colocar o aluno no centro desse processo é um meio para alcançá-la”, explica.

O ciclo de conteúdos do evento será finalizado pela professora e idealizadora do site “Se Liga, Prof”, Emilly Fidelix, que abordará o tema “Contextualização e metodologias ativas: indo além do óbvio”. A apresentação irá discutir a necessidade de contextualizar os conteúdos para despertar a atenção dos estudantes e promover um ensino mais aprofundado.

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O encerramento do “Eleva Tour Virtual” será realizado pela direção da plataforma de Ensino Eleva. A diretora pedagógica, Carolina Pavanelli, irá falar sobre as diferenças entre adotar uma editora de livros didáticos e um Sistema de Ensino na escola. Em seguida, a diretora geral, Rachel Nogueira, abordará o tema “O Futuro da Educação está aqui.”

Serviço:
Eduardo Valladares – Palestra: Dois pés no século XXI: o que o aluno espera da escola.
Patrícia Paranhos – Palestra: Aprendizagem mecânica x aprendizagem significativa.
Emilly Fidelix – Palestra: Contextualização e metodologias ativas: indo além do óbvio.
Rachel Nogueira – Fala: O Futuro da Educação está aqui
Carolina Pavanelli – Apresentação

Mais informações:
Experta Media – 21 98890-3204

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