AMARANTE

ECONOMIA

Embrapa calcula ter gerado R$ 61,8 bi de lucro social no ano passado

Avatar

Publicado em

ECONOMIA


A atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias ao setor produtivo gerou lucro social de R$ 61,85 bilhões para o Brasil ao longo do ano passado.

Segundo a nova edição do Balanço Social da Embrapa, divulgada hoje (27), cada R$ 1 investido na empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proporcionou retorno de quase R$ 18 para o país.

“Além desse benefício, geramos, com nossas tecnologias, cerca de 41 mil empregos no setor do agro, um número bastante considerável se pensarmos que se tratou de um ano de pandemia”, disse o presidente da empresa, Celso Moretti.

Ao apresentar os resultados do último ano a jornalistas, o engenheiro agrônomo explicou que o cálculo leva em conta 152 projetos desenvolvidos pela Embrapa e parceiros. O resultado, de acordo com Moretti, representa um aumento dos benefícios econômicos para o setor agropecuário 4% superior ao registrado em 2019.

Dentre as tecnologias desenvolvidas pelo corpo técnico da empresa com parceiros dos setores público e privado, Moretti destacou a fixação biológica de nitrogênio no plantio da soja; o manejo animal para correção da fertilidade do solo e o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta. “Só com a fixação biológica de nitrogênio, no ano passado, o Brasil economizou R$ 28 bi deixando de importar mais adubo nitrogenado”, ressaltou.

A conta para obtenção do lucro social também leva em conta o orçamento de quase R$ 3,8 bilhões colocado à disposição da empresa no ano passado. Esse valor foi suplementado pelo aporte de recursos privados, disse Moretti, ao ressaltar que, em 2020, a diretoria da Embrapa reforçou a estratégia de buscar mais apoio na iniciativa privada.

Leia Também:  Contas públicas fecham novembro com déficit de R$ 18,1 bilhões

“Em 2018, apenas 6% da nossa carteira de projetos era financiada pelo setor privado. Em 2021, chegamos a 20%. Nossa meta é, até 2023, chegar a 40% dos nossos projetos vinculados ao setor privado”, revelou Moretti, sem precisar quanto a participação representa em valores. “Em termos globais, posso dizer que o Tesouro Nacional financia em torno de 60% da programação de pesquisa da Embrapa, e que o setor privado, que tem participação em 20% dos projetos, financia cerca de 35% deles.”

Com pesquisas em andamento, novos projetos e produtos prestes a serem lançados, a Embrapa ainda não sabe ao certo o montante de dinheiro lhe foi reservado no Orçamento sancionado na semana passada.

“Ainda não temos os números finais”, afirmou Moretti, dizendo ter se reunido com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta segunda-feira (26) para tratar do assunto. “Estamos discutindo. Este ano, com a saída de 1,2 mil colegas no PDV [Plano de Demissão Voluntária], há uma natural redução orçamentária, mas estamos trabalhando para que os recursos para despesas operacionais, custeio e investimento, permaneçam nos mesmos níveis do ano passado. Dado o contexto da pandemia, as dificuldades econômicas e a queda do PIB [Produto Interno Bruto], se conseguirmos manter o padrão, estaremos satisfeitos”, comentou Moretti, antes de defender a existência da empresa pública.

Leia Também:  Estudo mostra queda na renda dos idosos durante pandemia

“Creio que o fantasma da privatização da Embrapa foi exorcizado. Trabalhamos muito bem para isso”, brincou o presidente da estatal.

“Entendo que a Embrapa tem um papel primordial em prover segurança alimentar à população brasileira e de mais de 170 países. [Sua manutenção] não é nem mais só uma questão de segurança alimentar, mas sim de segurança nacional. Imaginem um setor como o agro, responsável por 21% do PIB brasileiro, não ter uma empresa pública que cuide de um banco genético como o nosso, que reúne mais de 120 mil amostras de plantas, animais e micro-organismos. Em meio a esta pandemia, todos viram o quanto a ciência foi, está sendo e continuará sendo importante para vencermos os desafios. Agora, imaginem se aparece uma doença tão séria como a covid-19 [e atinge o plantio] de soja, tomate, frango ou [a criação de] gado etc Onde buscaremos variabilidade genética para resolver o problema? No banco genético da Embrapa”, acrescentou Moretti.

Edição: Nádia Franco

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Firjan sinaliza para crescimento do mercado de gás no estado e no país

Avatar

Publicados

em


A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançou hoje (18) a quarta edição da publicação Perspectivas do Gás no Rio 2021, com uma novidade em relação às edições anteriores. Todas as informações foram inseridas em um painel dinâmico e serão atualizadas periodicamente, incluindo todas as infraestruturas, redes de transporte, gasodutos de escoamento, plantas planejadas e existentes. “A ideia é simplificar e facilitar o acesso às informações que eram contidas no documento”, disse à Agência Brasil o coordenador de Relacionamento Estratégico em Petróleo, Gás e Naval da federação, Fernando Montera. Essa plataforma pode ser acessada no ‘link’ www.firjan.com.br/gasnorio e também no endereço www.firjan.com.br/petroleoegas.

A publicação oferece aos leitores o primeiro extrato do mapeamento da demanda de gás que a Firjan está elaborando. O trabalho vai pegar todas as regiões do estado, aproveitando a capilaridade da Firjan, para identificar as demandas existentes e também as demandas reprimidas que poderiam ser desenvolvidas. “Esse extrato identificou que na região estudada existe grande potencial de expansão da demanda”, disse Montera. O consumo atual de gás na região corresponde a um volume superior a 680 mil metros cúbicos por dia. Com a projeção feita, verificou-se que esse volume tende a crescer, duplicando a demanda atual de gás natural em até cinco anos e aumentando em mais de dez vezes o atual volume de consumo no horizonte de dez anos.

Fernando Montera destacou que esse potencial de demanda depende de várias ações que começaram a avançar com o novo marco regulatório do gás, mas precisam de acesso aos fornecedores, à infraestrutura. A publicação mostra que o estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de gás natural do país. Em 2016, respondia por 67% de toda a produção nacional e, no ano passado, a participação subiu para 80% do total.

Participação

O coordenador de Relacionamento Estratégico em Petróleo, Gás e Naval da Firjan acrescentou que o Campo de Tupi, antigo Campo de Lula, representa 50% da produção de gás natural do estado e o Campo de Búzios vem ampliando bastante sua participação, com 25% da produção atualmente. “Praticamente, representam toda a produção do estado do Rio de Janeiro e, praticamente, quase toda a produção do país”, ressaltou.

Leia Também:  BC adia para março início de cobranças no Pix para datas futuras

O documento evidencia também que enquanto a produção de gás no estado do Rio de Janeiro aumentou quase três vezes nos últimos dez anos, os volumes reinjetados apresentaram crescimento de mais de 80 vezes, comparados aos volumes de consumo de gás natural no país, em 2020. Já o consumo de gás natural no estado do Rio, do mercado não termelétrico, caiu 11%, comparado ao volume de pico demandado no ano de 2019. Segundo Fernando Montera, isso é resultado de mega campos que têm a produção de óleo associado e também da retração da demanda industrial fluminense no estado, que baixou de 3,8 milhões de metros cúbicos por dia em 2008, para 2,7 milhões de metros cúbicos diários, em 2020. “Existe aí uma grande oportunidade de retomada do consumo”, indicou.

Investimentos

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, abriu a ‘Websérie’ Óleo, Gás e Naval, que lançou a publicação Perspectivas do Gás no Rio 2021. Salientou que “são excelentes perspectivas” que se abrem para o estado e para o país com o novo marco regulatório do gás. Vieira enfatizou que a sanção da lei que estabeleceu o novo marco prevê investimentos para o estado do Rio de Janeiro da ordem de R$ 45 bilhões e de R$ 80 bilhões para o país. O titular da Firjan espera que o gás natural contribua para o desenvolvimento do ambiente econômico fluminense, principalmente no pós-pandemia. Mas afirmou que ainda há muito a avançar. “O estado precisa avançar rápido, para aproveitar suas vantagens competitivas”.

O superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Hélio Bisaggio, por sua vez, afirmou que o novo marco regulatório propiciará um novo desenho do mercado de gás que objetiva “um mercado líquido, diversificado e competitivo”. Bisaggio destacou que para isso contribuem algumas mudanças que já ocorreram e que, no seu entender, vão fazer aumentar os investimentos no gás natural, facilitando sua penetração na matriz energética brasileira.

Leia Também:  MDR e Fiesp fazem parceria para estimular inovação na construção civil

Mudanças

Uma dessas mudanças foi relativa à outorga de gasodutos, que deixou de ser por concessão e passou a adotar o modelo de autorização. A nova lei trouxe também o livre acesso às infraestruturas essenciais, comentou. “Isso já tem acontecido aqui no Rio de Janeiro”. Com isso, as empresas passarão a vender diretamente ao mercado e não mais à Petrobras. A previsão é que isso acorra já a partir do ano que vem. O superintendente da ANP disse que o estado do Rio está avançando também no tocante à sua regulamentação para poder aproveitar essas oportunidades trazidas pelo novo marco do gás. “É preciso que haja regulamentação para o consumidor livre poder participar desse mercado, que tem perspectivas boas”, observou Bisaggio.

A lei trouxe ainda a possibilidade de programas de liberação de gás natural e, em consequência, de capacidade, para dar liquidez ao mercado. O superintendente destacou que o novo mercado já está acontecendo, desde o lançamento do edital de chamada pública da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), que aumentou o interesse dos agentes no mercado de gás natural. Desde 2019, a ANP já deu 58 novas autorizações para carregamento, completando 74. “Tivemos também 55 novas autorizações para comercialização, totalizando 132, porque os agentes já comercializavam com a Petrobras”. Até a edição da lei, no mês passado, foram dadas 47 novas autorizações de importação, contra 12 nos três ou quatro anos anteriores. Essas autorizações antes eram de competência do Ministério de Minas e Energia.

Já no novo marco legal, a ANP concedeu, na semana passada, duas primeiras autorizações de importação. A agência tem no momento em análise 20 processos nessa transição, que devem resultar em mais 20 autorizações até o final do ano. “Ou seja, o mercado está aberto e está querendo participar dessa abertura do mercado de gás natural”, sinalizou Hélio Bisaggio.

Edição: Claudia Felczak

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

PIAUÍ

POLÍCIA

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA