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Em reunião com presidente do Senado, Wellington pede inclusão de governadores em comitê nacional de combate à pandemia

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O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, reuniu-se virtualmente, nesta sexta-feira (26), com o Comitê Gestor de Enfretamento à Covid-19 entre governadores do Brasil e o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, para tratar sobre pautas importantes relativas à pandemia, bem como a criação de uma coordenação no âmbito nacional de combate ao novo coronavírus.

Wellington defende a participação dos governadores no Comitê de Coordenação Nacional para Enfretamento à Covid-19, criado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e publicado no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (24), sem a presença de representantes dos Estados. Para isso, serão enviados ofícios a Bolsonaro e aos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados.

“O Fórum de Governadores insiste na necessidade da presença de representação dos estados e municípios no comitê. Não tem lógica, considerando que o Brasil é uma República Federativa e vivemos uma pandemia mundial, com efeitos em cada estado e cada município. Assim, estamos enviando os documentos solicitando a inclusão de representantes dos estados na coordenação nacional”, frisou Wellington.

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De acordo com Dias, os governadores estão abertos ao diálogo e ao alinhamento das pautas para atuar de forma integrada na busca por vacinas e defender o que é prioridade atualmente no Brasil: saúde, social e economia.

“Tratamos sobre temas importantes como a pauta do Congresso Nacional, Orçamento, mais recursos para a saúde, as condições do financiamento da rede hospitalar, de dar conta dos insumos e o tema principal que é vacina, no qual propusemos uma agenda conjunta com o secretário da Organização das Nações Unidas (ONU) para que possamos ter a entrega de vacinas, a sensibilidade do mundo para ajudar o Brasil com mais vacinas e ainda as condições de ter a pauta federativa sendo colocada na prioridade do Congresso Nacional: o social, o econômico, tudo aquilo que é importante nesta fase que vivemos”, relatou o governador.

Fonte: Governo PI

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Defensoria passa a adotar ferramenta para inclusão em postagens nas redes sociais

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Instituição quer garantir maior acessibilidade

A Defensoria Pública do Estado do Piauí passa a adotar em suas redes sociais a hashtag #PraTodosVerem, alternativa tecnológica inclusiva que visa proporcionar acessibilidade com foco inicial nas pessoas com deficiências visuais, mas estendendo-se às demais deficiências.

Uma abordagem mais ampla da #PraCegoVer, criada pela professora baiana Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva, a #PraTodosVerem não se limita a inclusão apenas de pessoas cegas, mas a todos os usuários das redes, estimulando o uso de descrição de imagens o que permite a captação do que está inserido na imagem postada, tendo em vista que traz uma descrição do que contém na foto ou arte postada.

A descrição feita a partir da hashtag tem que adotar algumas especificidades como, por exemplo, descrever o que contém na imagem seguindo a sequência da escrita e leitura ocidental, isto é, da esquerda para direita e de cima para baixo, tendo antes descrito do que se trata, se é foto, desenho, charge, tirinha, ilustração etc. Nas redes sociais essa ferramenta já vem sendo usada por empresas e instituições, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que buscam proporcionar maior acessibilidade e interação com o público que desejam atingir.

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O presidente da Escola Comradio e Instituto ILEVE, Iraildon Mota, que coordena no Piauí o projeto Mulheres de Visão, fala mais sobre a utilização da hashtag. “Nós usamos a #ParaTodosVerem porque falamos para todos, não apenas para os cegos ou para um grupo específico de pessoas. Com as tecnologias atuais, pessoas com baixa visão, com 30% ou menos no melhor olho, além de pessoas com deficiências mentais e físicas, podem usar a descrição de imagens estáticas ou audiodescrição”, informa, acrescentando que a limitação da descrição aos cegos seria algo como “sugerir um produto análogo, por exemplo, à “moda plus size” ou “macarrão sem glúten” – todos poderiam entender, mas se tornaria muito específica, ou somente para os cegos”.

Sobre a iniciativa da Defensoria Pública, Iraildon Mota afirma que “quando se toma a atitude de adotar a descrição de imagens nas redes sociais, não é apenas uma decisão comunicacional, mas uma ação concreta de respeito com as pessoas com deficiência visual. No mundo cada vez mais imagético isso reforça o quanto há possibilidades de se incluir agregando valor à comunicação e dando um grande exemplo para a sociedade. A Defensoria Pública do Estado do Piauí se torna protagonista com está iniciativa e serve como estimulo para outras instituições”.

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O defensor público geral Erisvaldo Marques, afirma que a adoção da hashtag é mais uma alternativa de inclusão adotada pela Defensoria Pública. “A Defensoria Pública trabalha em todos os segmentos na seara dos Direitos Humanos, procurando cada vez chegar mais próximo das pessoas, independente de suas limitações. Entendemos que a acessibilidade no meio digital ajuda a quebrar as barreiras de acesso à informação, tanto para os que têm algum tipo de deficiência visual, como outros tipos de deficiências. Assim, optamos por aderir a essa ferramenta visando tornar a nossa instituição cada vez mais acessível. Nesse contexto, a Defensoria Pública já tem trabalhado parcerias, como a desenvolvida com a Escola Comradio, por meio do Projeto Mulheres de Visão, que também nos serve de inspiração para a adoção dessa prática. É sempre interesse da Defensoria colaborar para o desenvolvimento de ações que busquem garantir a cidadania dos que são marginalizados e vítimas do preconceito”, afirma.

Fonte: Governo PI

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