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Crédito concedido pelos bancos deve crescer 8% este ano, estima BC

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O saldo do crédito concedido pelos bancos deve crescer 8% este ano, de acordo com o Relatório de Inflação, publicação trimestral do Banco Central (BC), divulgado hoje (25). A estimativa é maior do que a divulgada no relatório anterior, de 7,8%. “O aumento decorre da reavaliação na trajetória esperada para o crédito direcionado, enquanto a expectativa de evolução do crédito livre foi mantida”, diz o BC.

Para o crédito livre, a projeção de expansão é 11,1%, com aumentos de 12% e 10% para os saldos de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, respectivamente. A expectativa para o crédito direcionado é de aumento de 3,7% em 2021, com alta de 11% para as pessoas físicas e redução de 7% para as empresas.

O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

Em 2020, o saldo do crédito cresceu 15,7%, com alta de 11,2% para famílias e 21,9% para empresas. Para 2021, essa projeção de 8% vem do crescimento de 11,5% no crédito para famílias e de 3,4% para pessoas jurídicas.

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“As projeções de crescimento do estoque total de crédito para 2021, assim como no Relatório de Inflação de dezembro de 2020, consideram um cenário de normalização das condições de oferta e demanda de crédito, com a retomada do financiamento não bancário pelas grandes empresas e a volta do protagonismo das famílias no Sistema Financeiro Nacional”, diz o relatório.

Análise

De acordo com o BC, nos financiamentos às pessoas jurídicas com recursos livres, a projeção foi mantida em 10%, considerando o cenário de recuperação da atividade econômica, concentrado no segundo semestre, o desendividamento esperado de parte dos tomadores de crédito e a retomada de emissões de dívidas corporativas fora do sistema financeiro pelas grandes empresas, o que reforçaria o movimento de desaceleração do crédito bancário em comparação a 2020.

Em relação ao crédito direcionado para as empresas, diante do resultado acima do esperado em 2020, houve reavaliação da perspectiva de evolução da carteira, ainda no contexto de encerramento dos programas emergenciais de crédito e do adiamento no pagamento dos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A projeção de variação desses créditos passou de -5,3% para -7%, número que não contempla extensão ou criação de novos programas de crédito”, informou o BC.

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No caso das famílias, projeta-se o aumento de 12% para os empréstimos com recursos livres, com contribuição importante das operações de cartão de crédito à vista e financiamento de veículos. Mesmo com o agravamento da pandemia e de seu impacto sobre o consumo, o BC espera que o crédito às famílias seja menos afetado do que no ano passado, “quando prevalecia elevada incerteza e o consumo foi reduzido abruptamente, com consequências sobre modalidades relevantes do mercado de crédito”. Essa perspectiva ganha mais força com a nova rodada do auxílio emergencial.

No segmento de crédito direcionado a pessoas físicas, a projeção de crescimento foi revista de 9% para 11%, influenciada pela grande demanda por financiamentos imobiliários, no contexto de taxas de juros historicamente baixas.

Edição: Denise Griesinger

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Bares e casas noturnas de SP fazem vaquinha para sobreviver à pandemia

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As casas noturnas tradicionais de São Paulo estão sendo impactadas diretamente pela falta de público devido ao isolamento social por causa da pandemia da covid-19. Muitos restaurantes se dedicaram à entrega de comida, mas no caso de bares e casas noturnas, que tinham os drinks e a pista de dança – que gera aglomeração de pessoas – como atrações principais, entregar comida e bebida não paga as contas. Alguns estabelecimentos criaram vaquinhas virtuais [modo online de arrecadar fundos] em troca de vouchers ou prêmios, e contam com a fidelidade dos clientes que frequentavam os locais para tentar sobreviver, e talvez abrir as portas quando a pandemia amenizar.

Um dos bares paulistanos que aderiu à vaquinha virtual é o Alberta #3, onde funciona, há mais de uma década, uma das pistas subterrâneas mais conhecidas do centro de São Paulo. No início de abril, o local lançou uma campanha para arrecadar R$ 93 mil. Quem ajudar com a vaquinha tem, como recompensa, vouchers em sorteios de itens que decoram o mezanino e outros presentes, que serão entregues na casa dos doadores.

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Após anunciar o fechamento das portas, o bar de samba e de choro da Vila Madalena Ó do Borogodó, na zona oeste de São Paulo, lançou uma vaquinha online para manter o espaço aberto. 

Em funcionamento há cerca de 52 anos no município de São Paulo, o Bar do Alemão encara a pandemia entregando comida. Mas também lançou seu pedido de ajuda financeira na internet.

A Casa de Francisca é um espaço sócio-cultural que desde 2006 cultiva curadoria voltada ao comprometimento artístico e a diversidade musical. Funciona no Palacete Teresa, patrimônio histórico no centro de São Paulo. O estabelecimento anunciou seu fechamento em março, mas por meio do financiamento coletivo no site Apoia.se vai tentar se reerguer após a fase emergencial em São Paulo. 

Não é somente as casas noturnas paulistas que clamam por ajuda dos clientes e amigos. A reportagem da Agência Brasil verificou que só no site vakinha.com.br centenas de bares por todo o Brasil criaram vaquinhas para poder ajudar a amenizar as contas dos locais. O site de financiamento coletivo Abaca$hi também tem espaço para os bares lançarem seus pedidos de contribuição aos clientes. Com a hastag  #AjudeoSeuBarLocal, os estabelecimentos oferecem brindes aos clientes quando os bares abrirem as portas novamente.

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Edição: Fernando Fraga

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