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Covid-19: estado do Rio bate novo recorde por fila de leitos

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Pelo sexto dia consecutivo o estado do Rio de Janeiro registrou recorde na fila de espera por leitos de covid-19. O último dado da Secretaria estadual de Saúde indicou que há 710 pessoas aguardando uma vaga. Na véspera eram 678 pacientes e há dez dias, em 18 de março, 278. O pico da fila foi registrado no dia 9 de maio do ano passado, quando 510 pessoas estavam na fila.

Para os leitos de enfermaria, 279 pacientes aguardam uma vaga, enquanto ontem eram 255. Há dez dias 113 pessoas estavam nesta condição. A maior quantidade de pessoas na fila por um leito de enfermaria da doença atingiu 819, no dia 7 de maio do ano passado.

No estado, 11 municípios (Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Itaguaí, Itaperuna, Miguel Pereira, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Rio Bonito, Sapucaia, Teresópolis e Três Rios) estão com 100% de ocupação dos leitos de UTI. Outros cinco (Iguaba Grande, Miracema, Quissamã, Rio das Ostras e Saquarema) estão com mais de 100% de leitos ocupados. Na capital o índice  atinge  95%.

Vacinação

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, prometeu anunciar hoje (29) um calendário unificado de vacinação para todos os municípios do estado. Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou o atendimento nos postos de imunização e partir de hoje, os locais de drive-thru no Sambódromo, na região central do Rio e no Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte, que já vinham funcionando aos sábados, passarão a receber a população também de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, como já acontece no Parque Olímpico, na Barra, zona oeste.

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Além desses postos, o drive-thru da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no Maracanã, zona norte, funciona nesta semana até a quinta-feira (1º) aplicando a segunda dose para quem tomou a primeira no local.

Hoje também a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) inaugurou um novo posto de vacinação no Hotel Fairmont Copacabana, na zona sul. Nesta segunda estão sendo vacinadas pessoas com 71 anos, mulheres entre 8h e 13h e os homens das 13h às 17h. O novo ponto de vacinação funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. “Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde tem 250 pontos de vacinação na cidade e nessa semana está ganhando três novos pontos. A parceria com o Hotel Fairmont, ontem no Jóquei Clube e amanhã no Palácio da Justiça em uma parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”, informou.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que a vacinação atingiu 10% da população carioca e que nessa semana conforme o calendário todas as pessoas com mais de 70 anos na cidade do Rio de Janeiro vão receber o imunizante. “A meta no início deste mês de abril é que a gente consiga vacinar todas as pessoas com mais de 60 anos”, explicou.

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Quem se dirigir aos postos para receber a vacina deve levar documento de identidade, número do CPF e, se possível, a caderneta de vacinação. Para a segunda dose, levar também o comprovante de vacinação da primeira dose.

Conforme os dados atualizados pela SMS hoje até as 13h45, na cidade do Rio, 641.269 pessoas receberam a primeira dose, o que corresponde a 9,5% da população do município. Já na segunda dose foram imunizadas 216.066. O total atingiu 857.335 pessoas imunizadas entre primeira e segunda dose.

Segundo as últimas informações atualizadas ontem, o município do Rio tem 223.716 casos confirmados de covid-19, o dado anterior era de 222.709. Do total, 20.109 pessoas perderam a vida, sendo que o número anterior era de 20.092. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave chegaram a 46.346, na véspera eram 46.296.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Queiroga faz apelo para que vacinados não deixem de tomar segunda dose

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo hoje (12), em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, para que pessoas que foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra covid-19 não desobedeçam a prescrição do medicamento e tomem, dentro do prazo recomendado, a segunda dose do imunizante.

Questionado sobre o suprimento de vacinas e o andamento da campanha de imunização nacional, Queiroga reafirmou sua meta de aplicação de 1 milhão de doses de vacina por dia. Segundo o ministro, a articulação do governo federal para a aquisição de mais vacinas é constante e busca aprimorar o fluxo já existente. “Podemos fazer mais? Sim, podemos. Mas precisamos de mais doses e isso é um esforço diário dos ministérios com os países que produzem vacinas”, afirmou.

Gripe

O ministro falou também sobre a campanha de vacinação contra a gripe iniciada nesta segunda-feira, ajudará no descongestionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em virtude da pandemia de covid-19. Segundo o médico, a vacinação contra a gripe deverá ajudar a reduzir a ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs). “No contexto da pandemia de covid-19, com o sistema de saúde pressionado, vacinar contra a gripe pode ser um ativo importante para reduzir o número de pacientes que precisam de terapia intensiva, reduzindo os óbitos – que é o nosso objetivo.”

O ministro afirmou que a campanha de vacinação contra a gripe obteve resultados positivos em outros anos e espera que uma grande parcela da população seja vacinada. “No passado, em 2020 e já na pandemia, conseguimos vacinar 90% do público-alvo”, disse.

CPI da Covid

Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, Queiroga afirmou que “se preocupa mais com CTIs do que com CPIs” – em alusão aos centros de terapia intensiva, que estão sobrecarregados em diversas regiões do país.

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“Não cuidamos de política na saúde, mas de políticas de saúde. Se for o caso, vamos prestar os esclarecimentos devidos para que fique claro o que tem sido feito para apoiar o povo brasileiro na pandemia”, disse o ministro. 

Queiroga afirmou ainda que há preocupação em aprimorar a capacidade do ministério em relação aos bancos de dados da pandemia e da saúde em geral e que é importante que haja transparência nos números apresentados à população.

Atendimento precoce

Sobre falas em relação a tratamentos precoces no tratamento da covid-19, Queiroga voltou a afirmar que a experiência e o conhecimento médico são soberanos e que não houve qualquer manifestação por parte do governo federal para validar protocolos de tratamento precoce – termo que Queiroga fez questão de diferenciar do que chama de atendimento precoce.

“O presidente Bolsonaro apenas disse que os médicos devem ter autonomia. Autonomia médica é algo milenar. A medicina se rege por princípios bioéticos próprios, como o princípio da beneficência, o princípio da autonomia. O uso de medicamentos off label [uso que não é descrito em bula] é uma prática comum, já que é uma doença nova. Mesmo para medicamentos em que há aceitação e estudos randomizados, ainda não temos no bulário essa indicação”, explicou.

Questionado sobre discussões anteriores à sua gestão, como a do uso de cloroquina, Queiroga afirmou que o que importa para os pacientes é ter atendimento especializado de qualidade, com médicos treinados para atender ao sintoma mais grave da evolução da covid-19, a chamada tempestade de citocina – reação autoimune do organismo que inunda os vasos pulmonares com estruturas de defesa que acabam atrapalhando o funcionamento saudável do órgão. 

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“Eu não vim para o ministério para discutir cloroquina. Vim para organizar e ser eficiente não só no tratamento da pandemia, como de outras doenças”, disse.

Grupos prioritários

Queiroga afirmou que há várias solicitações do chamado “fura-fila da vacina” – situação caracterizada pela solicitação de grupos e classes profissionais que pedem prioridade na imunização. Para o ministro, a solução viável é ampliar o estoque e fortalecer a campanha de maneira a agilizar a vacinação integral dos brasileiros.

Na oportunidade, Queiroga revelou que a categoria dos caminhoneiros será incorporada ao grupo prioritário. O ministro disse que o anúncio oficial e os detalhes serão revelados em breve pela pasta.

Congresso Nacional

Sobre os pedidos dos presidentes da Câmara e do Senado, deputado Arthur Lira (Progressista-AL) e senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de doses de vacina para organismos e entidades internacionais, Queiroga disse não estar incomodado, pelo contrário. Para o ministro, a articulação conjunta de autoridades brasileiras é essencial para que o quadro emergencial de saúde interna do país seja priorizado. “São ações que se somam para buscar mais vacinas. Estamos atuando em conjunto, de maneira harmônica. Fico agradecido a esses dois homens públicos.”

Queiroga falou também sobre reformas e fortalecimento do SUS e do sistema de distribuição e produção de insumos de saúde no Brasil. O ministro disse que é necessário repensar a formação médica e mudar a forma como acontece a assistência hospitalar especializada – tanto pública quanto suplementar.

Em suas considerações finais, o cardiologista e ministro da Saúde afirmou que é necessário encarar as mudanças com responsabilidade social e que é dever de cidadania observar os cuidados necessários com a covid-19. “O fato é: vamos ter que conviver com o que convencionamos chamar de novo normal.”

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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