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Covid-19: Brasil tem novo recorde em média móvel diária

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O Brasil atingiu ontem (26) a marca de 2.400 mortes diárias por covid-19, segundo a média móvel de sete dias divulgada, no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com isso, foi registrado um novo recorde médio de óbitos.

O número é 36,2% maior do que o de 14 dias antes (1.762 mortes) e 108,1% superior ao de um mês antes (1.153 óbitos). Também está com 1.303 mortes a mais (118,8%) que o patamar mais alto do ano passado (1.097 mortes).

Os casos diários, também segundo a média móvel de sete dias, chegaram a 76.146 ontem, 7,9% a mais que 14 dias antes (70.593 casos) e 42,5% acima de um mês antes (53.422 casos).

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado dessa soma por sete. O número é diferente do anunciado pelo Ministério da Saúde, que mostra as ocorrências de um dia específico.

*Matéria alterada às 13h30 para esclarecer informações do título. O recorde se refere à média móvel diária e não às mortes diárias como mencionado anteriormente.

Edição: Kleber Sampaio

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Fonte: EBC Saúde

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Estudo sobre variantes indica que a P1 predomina no estado do Rio

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Amostras colhidas entre dos dias 24 a 28 de março confirmaram a circulação das variantes P1, P2 e B.1.1.7 – com predominância atual da P1 – na pandemia da covid-19 no estado do Rio. 

A conclusão é do estudo que conta com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), com a aplicação de R$ 1,2 milhão. O estudo tem ainda a parceria do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicações, o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Laboratório Central Noel Nutels do Rio de Janeiro (Lacen-RJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS).

Segundo a SES, o estudo do sequenciamento genético para identificação de novas variantes da covid-19 em circulação no estado do Rio foi ampliado. “O estudo, que busca entender mais sobre as modificações sofridas pelo Sars-CoV-2, é um dos maiores na área de sequenciamento do vírus da covid-19 do país”, afirmou a secretaria.

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Na primeira etapa do estudo foram utilizadas 90 amostras, mas nos próximos seis meses serão analisadas cerca de 400 a cada 15 dias, somando ao fim 4.800 amostras.

Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Cláudia Mello, o monitoramento constante é essencial para o acompanhamento epidemiológico da doença. “Neste novo sequenciamento, foi observada a rápida substituição da linhagem P.2 pela P.1, que se apresenta predominante nesta terceira onda. Também foi percebida, em casos isolados, uma mutação na variante P1, que ainda requer aprofundamento nos estudos, visto que não apresenta alterações epidemiológicas significativas”, observou.

O novo estudo resulta de um sequenciamento genético de última geração, com dados captados em 17 municípios de todas as regiões do estado. Nos dados analisados neste período, a linhagem P1, que teve maior frequência, foi identificada em 94,44% das amostras, e em todas as regiões do estado. Nas regiões Metropolitana, Centro e Norte, a prevalência dessa variante alcançou 100%. Já a P2 foi identificada nas regiões Sul e Baixada Litorânea, e a B.1.1.7, nas regiões Médio Paraíba e Noroeste do estado.

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O secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, destacou que as áreas técnicas da SES têm feito acompanhamento constante de todos os dados da covid-19. “As informações obtidas pelo sequenciamento genômico permitem ter um panorama atual da evolução das variantes circulantes no estado e melhorar ações epidemiológicas, o que possibilita fortalecer as estratégias de combate à pandemia, que já vêm sendo tomadas pela secretaria”, afirmou o secretário.

De acordo com a secretaria, além desse estudo, há outros dois sequenciamentos em andamento, com amostras do estado do Rio de Janeiro, realizados pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde, que juntos, desde fevereiro, já analisaram 287 amostras, apresentando a prevalência da variante P1 nos sequenciamentos.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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