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Com torcida, Flamengo bate Defensa y Justicia e avança na Libertadores

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O Flamengo derrotou o Defensa y Justicia (Argentina) por 4 a 1, na noite desta quarta-feira (21) no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Com o resultado, na partida válida pelo confronto de volta das oitavas de final da Libertadores, o Rubro-Negro está classificado para a próxima fase do torneio.

O jogo marcou o retorno da torcida aos estádios brasileiros em grandes confrontos internacionais após a final da última edição da Libertadores, entre Santos e Palmeiras em janeiro de 2021. Já o último jogo com público no estádio Mané Garrincha, que teve a participação do Flamengo, foi a decisão da edição 2020 da Supercopa do Brasil contra o Athletico-PR.

Vitória e classificação

O Flamengo não demorou a construir a sua vitória, o placar foi aberto logo aos oito minutos, graças a um gol de cabeça do zagueiro Rodrigo Caio após cobrança de escanteio de Everton Ribeiro. Porém, aos 39 minutos o goleiro Diego Alves cometeu falha grave ao tentar sair jogando com a bola no chão. Ele chutou, mas a bola bateu no jogador argentino Loaiza e foi para o fundo das redes.

Porém, na etapa final, após mudanças realizadas pelo técnico Renato Gaúcho, o Rubro-Negro dominou completamente o jogo. Com isso, o uruguaio Arrascaeta, aos 20 minutos de jogo, colocou a equipe brasileira em vantagem ao aproveitar rebote de chute de Michael para marcar de cabeça. Aos 37, Vitinho ampliou a vantagem da equipe da Gávea, com um chute rasteiro de longe. E, aos 49, o mesmo Vitinho fez outro e fechou o placar.

O adversário do Flamengo nas quartas de final na Libertadores será decidido na próxima quinta-feira (22), no Beira-Rio, em Porto Alegre. Após empate em 0 a 0 no Paraguai, o Internacional precisa vencer o Olimpia (Paraguai) para avançar. Um novo 0 a 0 leva a decisão aos pênaltis, enquanto qualquer empate com gols classifica os paraguaios. Pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo volta a jogar no próximo domingo (25), contra o São Paulo no Maracanã.

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Edição: Fábio Lisboa

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Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

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Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

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Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

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A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

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