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Cientistas da UFRJ demonstram preocupação com geosmina em água no Rio

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Um grupo de cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) demonstrou preocupação com a continuidade da presença da substância geosmina na água distribuída pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) aos 9 milhões de clientes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Desde o verão de 2020, os consumidores têm percebido o sabor e o odor parecidos com os de terra na água distribuída.

Embora a qualidade da água tenha melhorado nos meses chuvosos ao longo do ano passado, pela diluição natural do elemento na água captada pela Cedae junto ao Rio Guandu, novamente o fenômeno voltou a se manifestar no verão de 2021 e perdura durante o início do outono. Os pesquisadores da UFRJ recomendaram diversas medidas para diminuir o problema.

Entre as sugestões, destaca-se o investimento em ações de longo prazo, pois os cientistas afirmam que é grande a probabilidade de o problema vir a ocorrer novamente em um futuro próximo. O destaque é o investimento em projetos de saneamento básico e tratamento de esgotos. A água captada pela Cedae na Estação de Guandu passa antes por diversos municípios, a maioria deles sem tratamento na descarga de efluentes, tanto de esgotos residenciais quanto de material liberado por indústrias instaladas às margens dos rios da região.

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“Projetos de saneamento básico e tratamento de esgotos são fundamentais e precisam ser implantados, sendo necessário também mensurar a eficiência desses processos. Esse problema crônico tem reflexos altamente negativos na economia e na saúde pública, e está diretamente relacionado com a perda da qualidade da água de nossos mananciais, aumentando o risco e a vulnerabilidade das populações humanas”, alertaram os pesquisadores.

Segundo eles, em caráter emergencial, outras alternativas de tratamento da água também devem ser consideradas, como oxidação avançada ou uso de carvão ativado, que jogado à água captura moléculas poluidoras.

Cedae

Procurada para se manifestar sobre a preocupação externada pelos cientistas da UFRJ, a Cedae respondeu, em nota, que a presença da geosmina na água não causa nenhum dano à saúde do consumidor. Contudo, reconheceu que, mesmo em pequenas quantidades, pode alterar o gosto e o cheiro.

Para eliminar estas alterações, a empresa informou que vem adotando, desde o ano passado, uma série de ações, como a aplicação de argila lantânica na chamada Lagoa Grande, formada antes da captação da água na Estação do Guandu, e a aplicação de carvão ativado na entrada de água da estação.

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Referente ao elemento lantânio, que é lançado à água para sequestrar o fósforo presente, decorrente da poluição e que alimenta as algas que produzem a geosmina, a Cedae disse que o lantânio não é um material pesado e que a concentração utilizada não causa mal à saúde pública.

A companhia sustentou que a solução definitiva para o problema será a construção de uma barragem, com prazo de execução de dois anos, para separar a água do Rio Guandu dos rios Ipiranga, Queimados e Poços, mais poluídos, a um custo aproximado de R$ 132 milhões. De acordo com a Cedae, a licitação da obra está marcada para o dia 1º de junho próximo.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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Festival Pint of Science começa hoje e termina na quarta-feira

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Começa hoje (17) e vai até a próxima quarta-feira (19) o festival de divulgação científica Pint of Science (Copo de Ciência) 2021, “o maior evento mundial de divulgação científica em bares e restaurantes”, segundo os organizadores. Eles classificam a iniciativa como uma espécie de “brinde à ciência”. Pelo segundo ano consecutivo, o brinde será feito de forma remota, uma vez que o evento será online por causa da pandemia.

Nesta edição, contará com a participação de 30 países, e estará presente em 67 cidades brasileiras. Dez delas, capitais. Também pelo segundo ano consecutivo, ocorrerá uma versão voltada às crianças: o Pint of Milk (Copo de Leite), que será transmitido a partir de Belo Horizonte, Lavras (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Rio de Janeiro, Marabá (PA) e Vila Velha (ES).

A transmissão dos eventos será por meio do canal do Pint of Science Brasil no Youtube, além dos canais das instituições de ensino parceiras. Para saber como assistir, basta acessar a programação no site.

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Destaques da programação

Em Brasília, uma das atividades desenvolvidas pelo festival é chamada “Perguntas absurdas vs Cientistas sensatos”, que responde a indagações interessantes que, em geral, surgem a partir da cabeça de crianças. “Como as baratas e os ratos comem esgoto e lixo e não têm dor de barriga?”, exemplificam os organizadores.

Em São Paulo, uma das atividades é destinada a tirar dúvidas sobre o uso de métodos de investigação e a importância da diversidade no ensino de ciências, fazendo das salas de aulas “um verdadeiro experimento” para aqueles que acreditam que a educação é o que transforma tudo. Os interessados devem procurar a atividade “Ciência na sala de aula”.

“Pandemia e maternidade: como esses fatores têm afetado a produtividade na pesquisa?” é um dos eventos previstos que ocorrerá em Palmas (TO). Abordará a influência da pandemia na produtividade de mães e pesquisadoras.

A automedicação e o uso indevido ou inadequado de medicamentos – em especial antibióticos – durante a pandemia é o destaque do Pint of Science (Litro de Ciência) em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. 

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Pint of Milk

Já entre os destaques do Pint of Milk (Copo de Leite) está a presença do criador do personagem Zé Gotinha, usado nas campanhas de vacinação no Brasil, Darlan Rosa, em transmissão feita a partir de João Monlevade (MG). 

Em Belo Horizonte, será apresentada a animação “Hoje é dia de vacina!” que mostra como as vacinas protegem a saúde e tiram de cena doenças contagiosas; e em Campos de Goytacazes (RJ), as crianças poderão assistir as aventuras da Dra. Lucimundi Voyageur para contar como é a vida na praia.

Vila Velha (ES) transmitirá o evento “Tem ciência na cozinha!”, que mostrará que “toda cozinha é praticamente um laboratório de experimentos, com transformações químicas e físicas acontecendo o tempo todo”.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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