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21 de Janeiro de 2018

Agricultores de Amarante clamam por mudança e fazem a maior Assembleia da história do STR


Hospital de Olhos

Os agricultores associados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), de Amarante, realizaram uma das maiores Assembleias Gerais da sua história na manhã deste domingo, 24.

A população das zonas urbana e rural resolveu não dar ouvidos aos falsos anúncios feitos em um serviço volante de som que se ocupou em dizer pela cidade que a Assembleia não iria acontecer.

Segundo a candidata não eleita nas eleições de 26 de abril, Luíza Neta, o intuito dos diretores eleitos era criar tumulto e confusão na cabeça dos sócios acerca da veracidade do evento. “Eles anunciaram o tempo todo que essa reunião não seria realizada, mas ficou provado que o povo quer mudanças. Eles se utilizam de todos os meios para desrespeitar o trabalhador rural, que já não confiam no que os eleitos dizem.”

“Mudança” foi a palavra de ordem que norteou os agricultores durante a Assembleia. Eles pedem a expulsão dos diretores Ângela Maria, Deusilene Teles, Ronalva Feitosa e José Pereira de Matos. Este último é vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Por volta das 7h quando os trabalhadores começaram a chegar à instituição, perceberam que os cadeados haviam sido substituídos, “o intuito era, de fato, não deixar o trabalhador rural entrar no STR”. No entendimento dos organizadores, a atual presidente – Ângela Maria, e o tesoureiro – José Pereira, literalmente fecharam as portas para os agricultores.

A Polícia Militar de Amarante, sob o comando do cabo Nepomuceno, foi acionada para fazer a guarnição do evento. Os PM’s contaram com o reforço da Força Tática do município de Água Branca.

Algumas emissoras de rádio e alguns blogs do município foram utilizados pelo tesoureiro. O intuito, segundo Luíza Neta, “era denegrir os sócios com palavrões de baixo calão”.

Os cadeados foram abertos com a presença dos assessores jurídicos dos recorrentes, da maioria dos diretores executivos e também de vários sócios já presentes no local. De acordo com a Diretoria Executiva, a Polícia Militar tomou conhecimento da abertura dos cadeados e não se opôs ao ato. “Um profissional chaveiro foi chamado para abri-los sem arrebentá-los”, completa.

Algumas frases de ordem como “fora José Pereira!” e “fora à ditadura!” foram estampadas em cartazes e exibidas durante a Assembleia. “Nós queremos mudança! Não queremos José Pereira”, diziam os sócios durante o evento.

As decisões que estavam na pauta como as destituições da diretoria e da Comissão Eleitoral, a anulação das eleições e a criação de uma diretoria e de uma comissão provisórias foram adiadas em unanimidade pelos sócios. “Por segurança, uma nova Assembleia foi pedida pelos agricultores após constatada pela nossa assessoria uma possibilidade de anulação das decisões que estavam na pauta”, encerra.

Nesta segunda-feira, 25, a presidente, Ângela Maria, deverá protocolar o pedido feito por 600 agricultores que estão participando de um abaixo-assinados para a finalidade de “não deixar brechas” para os recorridos, de acordo com o assessor jurídico dos recorrentes, Marco André. Segundo ele, Ângela Maria é obrigada pelo Estatuto da entidade a protocolar o pedido de instauração da Assembleia sob penalidade de perda do mandato de presidente do STR, caso se negue a assinar.

De acordo os participantes do abaixo-assinados, as mudanças serão imediatas, a partir do protocolo. “A presidente somente vai protocolar. Somos nós que queremos!”, encerram os sócios que insistentemente dizem que não aceitam mais a atual diretoria.

Ao final da Assembleia, os sócios chamaram os policiais militares para comprovarem que não houve atos de vandalismo e que tudo foi entregue em perfeitas condições, até mesmo higiênicas.
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Edição, fotos e postagem: Denison Duarte

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