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17 de dezembro de 2017

Pesca predatória em Amarante gera danos com várias centenas de peixes ‘jogados fora’ por dia


Hospital de Olhos

Pesca predatória – O rio Parnaíba está em uma das suas melhores fases do ano para o pescador de curimatás, piracas e sambudas.

As espécies tradicionalmente são oferecidas em restaurantes a consumidores da região como pratos alternativos.

Os peixes são também consumidos em larga escala durante o Festival de Verão, em São Francisco do Maranhão, durante o mês de julho, contribuindo para a economia local, tornando-se uma fonte extra de renda aos pescadores também de Amarante.

Paralela à pesca tradicional está a pesca considerada predatória, gerando prejuízos incalculáveis à diversidade da fauna aquática, além de prejuízos aos pescadores autorizados pelo Sindicato.

Uma denúncia chegou ao Somos Notícia na última quarta-feira (8), informando que diariamente várias centenas de peixes pequenos estão sendo jogados já mortos nas águas do rio Parnaíba, em Amarante e São Francisco. “Eles jogam muitos baldes de piracas e outros peixes fora, porque eles não retiram as vísceras e, no final da pescaria, já estão estragados”, disse o denunciante, que não será identificado.

De acordo com o Sindicato dos Pescadores, são pessoas não autorizadas que utilizam redes com malhas três e quatro. “É o que nós chamamos de rede de arrasto. Por onde passam não deixam nada. Isso é proibido porque gera um prejuízo sem tamanho”, disse o ex-presidente do Sindicato, José de Arimatéia.

“Nós debatemos a pesca predatória em reunião, e já sabemos que essas malhas têm que ser proibidas na rotina de nossas pescarias. A gente faz a nossa parte. Precisamos de apoio, mas o Ibama diz que não tem recurso e não tem como fiscalizar. Nós ficamos impossibilitados porque qualquer reação nossa, sofremos retaliação dessas pessoas”, reforça.

As áreas de atuação dos pescadores clandestinos ficam na região do encontro dos rios Parnaíba e Canindé e na extensão do rio Parnaíba nas comunidades Riachão, Ramalho e Gameleira.

Segundo a entidade, as redes capturam os peixes em idade inicial e se estragam se não forem ‘tratados’. “Eu estava pescando recentemente quando vi muitos peixes arremessados, já mortos na água”, reforça o ex-presidente.

Em conversa com o presidente do Sindicato, Paulo César Luz, ele assegurou que a entidade vai acionar a Justiça e o Ministério Público para possíveis punições em casos de eventuais flagrantes.

Pesca predatória | Punições aos prescadores

“Se, por ventura, for um pescador do Sindicato, ele perde a carteira e será expulso da entidade. Agora, se não for, a Justiça e o Ministério Público vão saber como proceder”, disse ele.

Os flagrantes, segundo os denunciantes, são fáceis de serem feitos. Geralmente acontecem à luz do dia e envolvem pescadores clandestinos de Regeneração e também Amarante.

Edição e postagem: Denison Duarte


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