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14 de dezembro de 2017

Amarante faz 145 anos neste 4 de agosto; veja quais os protagonistas na origem e evolução


Hospital de Olhos

Origem e evolução de Amarante – Era uma vez, um pequeno aldeamento que tinha 434 índios Guegueses e Acaroás, fundado pelo 2º Governador da Província do Piauí Gonçalo Lourenço Botelho de Castro em 1771 / 1772 perto das nascentes do riacho mulato, no lugar onde hoje é a cidade de Regeneração, dando a essa “missão” o nome de São Gonçalo de Amarante, em homenagem ao santo de seu nome.

Com opressão, massacres impiedosos e conflitos entre indígenas e colonizador tendo à frente o sanguinário Cel. João Rego, uma das figuras mais sinistras da “conquista” do Piauí que conseguiu “a ferro e fogo” manter uma relativa paz e por volta de 1789, a aldeia já era um povoado tendo ao centro uma capela para impor com força brutal o catolicismo.

Pela Provisão Regia de 07 de setembro de 1801, foi criado o distrito e depois a freguesia, por provisão do Bispo Diocesano, D. Luis de Brito Homem, de 12 de julho de 1805 e instalada em 1806, tendo como orago, São Gonçalo de Amarante.

O município cujo território foi desmembrado de Jerumenha e Valença, criou-se pelo Decreto de 06 de julho de 1832, sendo instalado em 10 de novembro de 1833, com o nome de São Gonçalo.

Pouco a pouco às margens do rio Parnaíba, entre a barra do riacho Mulato e do rio Canindé, foi formando um pequeno povoado, que passaram a chamar de “Porto de São Gonçalo” por ser o lugar em que as barcas, botes e canoas aportavam, trazendo mercadorias (algodão, babaçu, couro, peles, etc.), que eram transportadas para a vila de São Gonçalo em lombos de animais distante do porto 22 quilômetros.

Em 16 de julho de 1861, a vila de São Gonçalo e sede de sua Freguesia, obedecendo à Resolução nº 506, de 16 de agosto de 1860, foi transferida para o Porto que passou a se chamar Vila de São Gonçalo ou São Gonçalo de Amarante e o lugar do aldeamento, hoje Regeneração, foi reduzido a uma povoação que ficaria conhecido como São Gonçalo Velho.

A vila, que foi transferida para a margem do rio Parnaíba cresceu rapidamente em decorrência da navegação a vapor para o estabelecimento de seu comércio de importação e exportação e transforma em grande empório comercial do centro-sul do Estado.

Pela Resolução Provincial nº 734, de 04 de agosto de 1871, a vila ou Porto de São Gonçalo, teve, sua elevação à categoria de cidade com o nome de Amarante em homenagem à cidade portuguesa.

Amarante passaria a ostentar assim condição de entreposto comercial em região estratégica do Estado.
Amarante berço do grande Poeta “Da Costa e Silva”, celeiro de reservas Culturais como: Clóvis Moura, Cunha e Silva, Odilon Nunes, Antonino Freire e Coronel Chico Lira.

A arte e a cultura revelam-se em manifestações de danças Folclóricas, como Bumba-meu-Boi, Cavalo Piancó, Pagode, Danças Portuguesas e Sarrupiá do Sertão.

No apogeu do desenvolvimento Comercial Amarante edificou um importante conjunto arquitetônico de herança portuguesa, no período colonial. Catalogado 72 imóveis da categoria civil e quatro da categoria oficial constituindo assim um dos maiores legados do Piauí que orgulham o povo amarantino.

O Quilombo Mimbó, Comunidade remanescentes de negros fugitivos, uma das preciosidades da cultura afro-brasileira com manifestações culturais e religiosas trazidas pelos escravos.

Progresso e desenvolvimento comercial, para o que muito contribuiu o rio Parnaíba, como veículo de comunicação, fez com que, em 1871, a Vila fosse elevada à categoria de Cidade, com o topônimo de Amarante.

Diversão

“CLUBE DOS TETÉUS” – Em 1908, José Maurício da Costa (pai adotivo da atriz Sibita) e o poeta João Rodolfo da Silva, jovens boêmios, inteligentes, animados amarantinos, se encontraram na Praça Padre Virgílio, centro de Amarante, e idealizaram a formação de uma agremiação literária, denominada Clube dos Tetéus. Foi um movimento revolucionário do qual o poeta Da Costa e Silva também participou. Os membros eram chamados de “tetéus” por causa da sua vestimenta que trazia as cores amarela e preta (as mesmas de um pássaro muito comum na região). Reuniam-se em local fechado, debatiam sobre literatura, arte e política. Depois saiam às ruas fazendo serenatas e bebendo até o dia amanhecer.

ARQUIVOS DE HISTORIADORES registram que Amarante sempre foi voltada para a comunicação falada e escrita. Diversos jornais circulavam em nosso município como: O Amarantino, Eco Juvenil, O Progresso, a Cruz, o Operário, O Amarante, O Globo, O Ideal, O Tetéu, O Miguelista, O Canivete, A Pimenta, Andorinha, O Aprendiz, O Rosista, O Tempo, Lidador e a Revista do Grêmio Literário Amarantino. Jornais contemporâneos também fizeram parte da nossa cultura. Os representantes do período do mimeógrafo: “O Independente” (Virgílio Queiroz e Bebeto Soares), “A Voz da Mocidade” (Bebeto Soares, com apoio da Igreja Católica), “O Democrata” (Virgílio Queiroz), “A Ferroada” (Virgilio Queiroz). Jornais impressos: “Jornal do Médio Parnaiba” (João Wilson Lopes), “O Papagaio” (Virgílio Queiroz).

AMARANTE sempre teve importantes meios de comunicação nos seus longos anos de vida. O primeiro serviço de alto-falante, também chamado de amplificadora, “A Voz de Amarante”, foi instalado no governo do prefeito Olegário Veríssimo de Castro, irmão da historiadora Nasi Castro (1948 a 1951). O segundo, a Amplificadora do Amarantino Clube, atualmente prédio da Câmara Municipal. Existiram outros serviços de alto-falantes em nossa cidade, os mais recentes, o do “Pastor Raimundo Prado”, “A voz da Juventude” de Luís Augusto Vilarinho (Lóis), A voz da Cidade, do professor Virgílio Queiroz e os das Igrejas Evangélicas e Católicas.

O 1º SINAL DE TV EM AMARANTE ocorreu no governo municipal de Dr. Agenor Lira (1973 a 1975). O então prefeito vendo a dificuldade do povo ao se deslocar para Teresina e Floriano, especialmente para assistir a importantes jogos de futebol, resolveu beneficiar os amarantinos e, para isso, não mediu esforços para que fosse instalada no Morro do Cipó, próximo à Unidade Escolar “Da Costa e Silva”, uma Torre para transmissão da TV Rádio Clube. Aos arredores da torre, aos poucos, foram construídas muitas residências, tornando-se o “Bairro da Torre”.

Catolicismo

Freguesia de São Gonçalo de Amarante, criada em 25 de agosto de 1805 e instalação em 1806. Vigários da instalação da freguesia (20-07-1806): João Joel Leite Pereira C. Branco, Domingos Jorge, Vicente da Silva Brabo, José Vicente Pereira e José Marques da Rocha. Padres e Cônegos após a transferência da sede, do seu lugar primitivo, para o Porto (1883 a 2011): José Marques da Rocha, José Rufino Soares Valamira, Cônego Francisco José Batista, Antônio Marques dos Reis, Cônego Carino Nonato da Silva, Luiz Gonzaga de Sousa, Benedito Olímpio de Castro, Antônio Cardoso de Vasconcelos, Jaime de Brito Barbosa, João Pedro de Sousa Veloso, Virgílio de Jesus Madeira A. Costa, José Borges de Carvalho, Isaac José Vilarinho, Davi Mendes de Oliveira, Raimundo Nonato Neri Sobrinho, João Alves de Moura Filho, Fernando Pierot, Michael Galear, Almir do Nascimento Silva, Joaquim de Araujo Macedo, Raimundo Nonato, Osvaldo Rodrigues Cardoso, Sebastião Gonçalves da Silveira, Raimundo Nonato Rêgo Neto e Tertuliano Alves de Melo (02/02/2011).

Igreja de São Gonçalo de Amarante – Em 1861 a sede da Paróquia e Vila de São Gonçalo de Amarante foi transferida para o Porto, hoje cidade de Amarante. Na Igreja há uma pedra com os dizeres: “Edificada em 1874”, tendo como encarregado da construção do templo, Coronel Antônio Borges. O Imperador Dom Pedro II mandou uma ajuda financeira de sessenta contos de réis para a obra. Em 1961, a Igreja foi reformada na gestão paroquiana do Monsenhor Isaac José Vilarinho (falecido re4centemente), mudando sua arquitetura externa, principalmente as torres e retirando os altares. A partir de 1995 a Igreja começou a voltar a sua arquitetura original. Festejos: 23-12 a 01-01.

Capela de Nossa Senhora de Lourdes (bairro Areias), a mais antiga da cidade, depois da matriz. Sua construção foi iniciada em 1924, levantada, porém, coberta com palha. Em 1927, a comunidade do bairro reformou a Capela e até hoje é conservada sua arquitetura. Localizada num ponto alto de um morro, onde se tem uma boa visão da cidade. Festejos: 02 a 11-02.

Festa do Divino – Uma tradição religiosa de Amarante, anualmente de 09 a 12 de julho. É rezado um tríduo na Igreja e celebrada a missa no domingo, no encerramento das apresentações. Antigamente existia um Imperador por intermédio de eleição ou aclamado para dirigir a festa, como também, o responsável pela guarda dos haveres materiais do Divino. Em 1984, Josefa Pereira de Araújo (Dona Dedé), não mediu esforços para dar continuidade à tradicional festa religiosa. Ela, pouco antes de sua morte, pediu aos atuais organizadores para não deixassem o povo do bairro Vila Nova, onde ela residiu, esquecer essa devoção, importante tradição religiosa do povo amarantino.

O Dr. Marcelino Leal criou o Museu do Divino Espírito Santo, instalado na ex-casa do saudoso casal Simão de Moura Fé e Airezinha, localizada na Avenida Desembargador Amaral.

A historiadora Emília da Paixão Costa (Bizinha) fez recentemente um documentário sobre a Festa do Divino Espírito Santo em Amarante.

Igrejas evangélicas

Igreja Batista Ebenezer – O evangelho da tradicional e conceituada entidade religiosa chegou a Amarante em 1915, através do Senhor Jerônimo, avô paterno das professoras (aposentadas), Alvane Prado e Odila (Diluzinha) e do Pastor Dr. Djalma Cunha e Silva (filho do Sr. Jerônimo). Os atos religiosos eram realizados na casa onde hoje pertence aos herdeiros do po-pular Manoelzi-nho Curtidor, Rua Luiz Puça, centro da cidade. O Sr. Jerônimo fixou morada no prédio onde funciona a Maçonaria Acácia Amarantina e, juntamente com nove pessoas, organizaram a entidade religiosa em 24 de fevereiro de 1917 e transferiram as cerimônias religiosas para a residência do pastor. Em 1925 foi construído o templo da Igreja Batista, localizado na Rua Da Costa e Silva, ao lado da Praça do Museu. A maior parte do recurso financeiro para construção da igreja, foi do próprio Senhor Jerônimo. A professora Alvane Prado, um dos membros fortes da Igreja Batista Ebenezer, diz: “a igreja se chama Batista em homenagem ao seu líder, Jonh Batista (Inglês)”. A tradicional e conceituada igreja amarantina vem desenvolvendo um bom trabalho social às crianças, adolescentes e adultos, com especialidade aos carentes, sem distinção de religiosidade. Tendo como exemplo: palestras educativas; orientação às crianças e jovens para bons costumes e melhor desempenho na vida escolar; prestação de serviços na área da saúde, etc.

Em 1961, o saudoso pastor Raimundo Prado, iniciou num quarto da casa onde funciona o colégio Menino Jesus (Rua Luiz Puça), o primeiro trabalho de evangelização da Igreja Assembleia de Deus (missões). Anos depois, foi construído seu templo na Rua João Ribeiro Carvalho, bairro Cajueiro. Tem ainda, congregações nos bairros Areias e Várzea, nos povoados Saco da Cachoeira e Lagoa. A igreja conta com 380 membros e congregados. No povoado Conceição a Igreja é formada por 32 membros e congregados, ministrada pelo pastor Antonio Alves dos Santos. A organização religiosa também realiza relevantes trabalhos sociais, entre eles, distribuição de alimentos para pessoas carentes; ajuda aos mais necessitados, especialmente na educação escolar e saúde. Atualmente a Igreja Assembleia de Deus é dirigida pelo pastor José Lopes Oliveira.

IURD em Amarante – A Igreja Universal do Reino de Deus foi instalada na cidade de Amarante através da professora Maria das Graças Carvalho e Silva Lopes, hoje membro da Assembleia de Deus. Houve várias reuniões. A oficial aconteceu em 30/03/1997, nas dependências da Unidade Escolar Eduardo Ferreira, com participação de centenas de pessoas de várias regiões. A incansável professora Maria das Graças participou de várias correntes da Igreja em Teresina e ajudou a criar o núcleo daquela evangelização em Regeneração – Piauí. Vários pastores passaram pela igreja. Atualmente a IURD funciona num prédio alugado, localizado na Rua Zeca Corrêia, centro.

Outras igrejas: Igreja Metodista Wesleyana (Rua Pastor Raimundo Prado – Cajueiro). O templo foi fundado pelo mencionado saudoso pastor. Considerado o mais bonito das igrejas evangélicas de Amarante. A arquitetura foi elaborada pelo inesquecível Raimundo Prado. Assembléia de Deus (Ministério de Madureira) – localizada na BR 343 (Balão). Asembléia de Deus de Anápolis ( Povoado Mimbó). Igreja Deus é Amor (Escalvado). Igreja do Evangelho Quadrangular – Avenida Afrânio Filho (Escalvado). Igreja Cristã Evangélica – Avenida Dirceu Arcoverde (Centro). Igreja Mundial do Poder de Deus – Rua Coronel Borges (Centro). Igreja Adventista do Sétimo Dia (Escalvado). Vale ressaltar que o Salão do Reino dos Testemunhas de Jeová (sede própria), está localizado na Rua Raimundo Jacinto, bairro Escalvado.

Espiritismo

Dizem que o primeiro Centro Espírita do Piauí foi criado em Amarante, através do professor Joca Vieira. No início do século XX, foi criado o Grupo Espírita Fé e Saudade. A confraria possuía um jornal denominado “A Cruz”, fundado em janeiro de 1903. O 5º número do noticioso foi editado em 1º de fevereiro de 1903. O grupo espírita funcionava num casarão da Avenida Desembargador Amaral, hoje, residência de João de Miranda Peixoto (Dr. Miranda). Não se sabe a data da extinção do Grupo Espírita Fé da Saudade. Em 26 de junho de 1999, foi fundada nesta cidade, a Sociedade Espírita Amor Lar de Maria. A saudosa Senhora Isabel de Sousa Barbosa com seu saudoso filho, Francisco Luís (Chico Luís) e esposa, Maria do Carmo, doaram um terreno na Rua Marechal Floriano para construção da sede da sociedade espírita, inaugurada em 26 de junho de 2004. O auditório do Centro Espírita recebeu o nome de Francisco Luís de Sousa (Chico Luís), numa justa homenagem a um homem que nos últimos anos de sua vida dedicou-se ao estudo espírita e à caridade. Membros fundadores: César Augusto F. Crispiano, Elisângela Alves de Sousa, José Luiz Ribeiro do Nascimento, José Virgílio Madeira Martins Queiroz, Josélia Maria dos Santos Soares, Zulmira Bezerra, Maria Solene Ribeiro, José Maurício Elias Bezerra e Juarez Weiss. É bom acrescentar que antes da organização da Sociedade Espírita Amor Lar Amor de Maria, alguns estudiosos do espiritismo se reuniam em residências para a leitura do evangelho e debates. Entre os pioneiros estavam: Virgílio Queiroz, José Luís, Irene, Lúcia Almeida, César Santos. Esse grupo realizou feira de livros espíritas, exibição de filmes, documentários e palestras.

Entidades expressivas

Maçonaria de Amarante – O idealismo de alguns homens livres e de boa cultura de Amarante curiosos com os mistérios maçônicos que tinham sido instalados no estado do Piauí e já faziam história há mais de dois séculos, criaram nessa cidade a Loja Maçônica Acácia nº 5 Amarantina, fundada em 20 de janeiro de 1953 e constituída sua primeira diretoria: Venerável Mestre: José Maurício da Costa, 1º Vigilante: Thomé José Ribeiro, 2º Vigilante: Raimundo de Carvalho Noronha, Orador: Canovas Lira, Secretário: Deusdeth Barbosa de Oliveira. O templo da Loja Maçônica Acácia Amarantina é localizado na Rua Antonino Freire, no Centro da cidade de Amarante. Várias personalidades marcaram presença na Loja Acácia Amarantina no seu início. Podemos citar: Odilo de Sousa Queiroz, Enock Silva, Cícero Moura, Amadeus Apóstolo de Jesus.

Academia de Letras – A Academia de Letras do Médio Parnaíba tem a sua sede própria na cidade de Amarante, onde funcionou por um bom período a delegacia policial do município. O seu atual presidente é o professor Virgílio Queiroz. O objetivo principal da Academia é estimular e desenvolver o gosto pela literatura, a arte, bem como divulgar acontecimentos relacionados com a vida cultural e intelectual da região. A Academia de Letras do Médio Parnaíba foi fundada no dia 15 de março de 1988. Atualmente a Academia é composta de trinta membros.

Universidade em Amarante – O Pólo da Universidade Estadual do Piauí – UESPI foi instalado em Amarante no ano 2000. O seu primeiro Coordenador foi o professor Virgílio Queiroz. Muitas pessoas lutaram por esse beneficio, considerado um avanço para Amarante e cidades vizinhas, como: Regeneração, Angical, Palmeirais, Jardim do Mulato, São Gonçalo do Piauí e São Francisco do Maranhão. Entre as pessoas que lutaram pela implantação do pólo, citamos: professora Fátima Barros Vilarinho (esposa do Paulo Henrique – o Palito) e Virgílio Queiroz. Em uma entrevista concedida na Rádio Cultura de Amarante, Dr. Jônathas Nunes, então reitor da Universidade Estadual do Piauí, disse que a UESPI foi instalada em Amarante por amizade ao professor Virgílio Queiroz e que o mesmo, sempre que o via, insistia no pedido, chegando mesmo a fazê-lo em úblico numa solenidade realizada na cidade de Água Branca. A professora Fátima Barros, uma das coordenadoras da instituição, foi outra pessoa que cobrava ao reitor a instalação do Pólo em Amarante. Inicialmente o Pólo contava apenas com os chamados cursos do Regime Especial – que eram ministrados no período das férias letivas. Depois foram criados os cursos regulares, ministrados em período normal. Professora Isabel da Costa, um dos destaques da Educação de Amarante, ministrou por um bom período, relevantes trabalhos como coordenadora da UESPI. A instituição, agora com sua sede própria, no local onde, por muito tempo, funcionou o Centro Social Urbano, bairro Escalvado. Em agosto de 2010, o amarantino, professor Jaerson Costa, assumiu a coordenação daquela importante entidade de ensino.

Sindicato de credibilidade – O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Amarante vem cada vez mais crescendo graças ao empenho incansável de seus dirigentes. Seu principal objetivo é Trabalhar em prol dos trabalhadores rurais defendendo seus direitos sociais. A instituição foi implantada e inaugurada em 1962, tendo como presidente, Cornélio Pires de Almeida (falecido), de 1962 a 1966; Gentil Eustórgio da Silva, 1967 – 1970; Elias Monteiro da Silva (falecido), 1970 – 1973; Balduino Lima e Silva (falecido), de 1973 – 1976; José Bezerra dos Santos, 1976 – 1985; Francisco Pinto de Oliveira, de 1985 – 1988; Antonio Cloves dos Santos, de 1988 – 1991; Raimundo da Costa Lima, de 1991 – 1994; Antonio Soares da Silva, de 1994 – 2000; José Pereira de Matos, de 2000 – 2011.

Associação de sucesso – Um grupo de inteligentes e habilidosos esportistas amarantinos fundou em 07 de junho de 2006, a Associação dos Amigos do Esporte e Lazer – AAMEL, localizada no bairro Novo Limoeiro em Amarante. A formação da entidade esportiva, objetiva oferecer aos amigos do esporte um espaço onde possam encontrar suporte para o seu lazer, especialmente para aqueles que não têm onde praticá-lo ou que já não encontram as condições físicas ideais regulares. A AAMEL, nos últimos anos, tornou-se o centro das atenções esportivas e de lazer de Amarante. Trata-se ainda de uma associação composta por uma equipe organizada e empreendedora. A AAMEL foi presidida pelo jovem músico e compositor, Jocélio Barbosa, o primeiro presidente. A AAMEL, atualmente possui duzentos associados. Principais atividades: campeonato de futebol Society, área recreativa, jogos de ping-pong, mesa de sinuca e TV com assinatura.

Projeto louvável – Em julho de 2006, um grupo de Amarante, pertencente à igreja católica formou o “Projeto Salve a Criança – SALCRI” no bairro Alto Alegre, tendo como objetivo, melhorar a qualidade de vida das crianças e de demais pessoas daquele bairro. Principais atividades: evangelização de adultos, adolescentes e crianças; aula de música e de reforço escolar; formação do coral da juventude SALCRI; artesanato e palestras educativas. Vale ressaltar que o projeto conta com a ajuda incansável da agrônoma Francília Vilarinho Barbosa, Lídia Nogueira Rocha, Valdirene e Maria das Dores (agentes de saúde).

Cooperativa escolar – Um grupo de professores que se encontravam desempregados devido à falência da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC, em Amarante, formaram a Cooperativa Educacional de Amarante – CEAPI, fundada no dia 25 de janeiro de 2002. As atividades escolares da cooperativa são ministradas no prédio onde funcionava a CNEC. A Cooperativa Educacional de Amarante (CEAPI) conta com 28 associados e a ajuda financeira vem de seus próprios alunos. A doutrina da conceituada escola se estende ao ensino médio. A CEAPI vem desenvolvendo relevantes trabalhos sociais, educacionais e culturais. Anualmente, a CEAPI faz lançamento de livros de poetas da terra; exposições folclóricas; olimpíadas; colação de grau, reveillon e outras datas comemorativas. Vale ressaltar que o 1º presidente da progressista CEAPI foi o saudoso professor Hélio Alves. Professora Joselina Cruz dos Reis, presidente por dois mandatos. “Amanhã serei o que eu quiser, mas, hoje sou CEAPI”. “Cooperativismo, passe essa idéia adiante”.

Finada Auta – No seu túmulo, na pracinha denominada “Largo da Saudade”, fora do Cemitério de São Gonçalo, repousa a “Santa Amarantina”. Segundo historiadores, AUTA, adolescente, morava na casa de um senhor prestando serviços como ama. Foi prostituída pelo filho do dono da casa e teve um filho. AUTA faleceu em 1890, vítima de tuberculose, doença que ela contraiu devido a sua presteza em cuidar dos doentes dessa moléstia, inclusive dando banho nos mortos. O motivo de AUTA não ter sido sepultada no cemitério é controverso. Para alguns é porque o local estava interditado pela Intendência Municipal que mantinha desentendimento com a Paróquia de São Gonçalo. Para outros, como é o caso de José Bruno, político e escritor, o motivo foi o preconceito que em Amarante, na época, era muito forte. “Ela era preta, pobre e considerada prostituta e isso foi o motivo determinante”, afirma Bruno. São inúmeros os devotos de FINADA AUTA, pessoas comuns e ilustres amarantinos, tendo como exemplo, Homero Castelo Branco, José Virgílio Queiroz e Luzim Pinga. Acendem muitas velas, fazem orações e até promessas. Muitos deles aclamam: “minha Santa Finada Auta!”.

IGUALDADE RACIAL – Há longos anos, líderes de setores da sociedade amarantina se mobilizam com promoções de igualdade racial. Em 2003, juntamente com um grupo num Festival da Cultura Afro – Brasileira, uma jovem amarantina fez jus a este merecido movimento. Trata-se da inteligente e habilidosa professora Sâmia Alves de Jesus, coordenadora do Grupo de Promoção da Igualdade Racial Raízes Negras. Em setembro de 2008, foi formado em Amarante, o Grupo Raízes Negras que se apresenta com sucesso em encontros culturais.

ACERVO – O município de Amarante foi contemplado com uma grande biblioteca. Trata-se da Biblioteca Municipal Nasi Castro, localizada na Rua Abdon Moura – Centro, inaugurada em 02/06/2011 (governo de Luiz Neto). Nasi Castro é uma justa homenagem à memorável historiadora e escritora amarantina Raimunda Nonata de Castro, Nasi Castro como era carinhosamente reverenciada. A biblioteca conta com mais de três mil exemplares de livros, revistas, fitas cassetes, CDs e fotografias. Vale esclarecer que o pedido para implantação da biblioteca é da administração de Helcias Lira à Fundação Biblioteca Nacional (Sistema Nacional de Biblioteca Pública).

Patrimônio histórico

Centro Cultural de Amarante – Casa Odilon Nunes, construída no século XIX, onde nasceu o mestre de nossa história, Odilon Nunes, em 10 de outubro de 1899. Amarantino pesquisador e conhecedor de nossas raízes. Em 1928, preocupado com a instrução de seu povo, convence a família a instalar uma escola e, no mesmo ano, implanta naquele prédio, o Ginásio Amarantino, transformando-o em um centro de grande importância para a cultura da região. Atualmente o Museu abriga um grande acervo de móveis, moedas, fotografias e uma biblioteca, com uma parte significativa de livros doados pelo professor e Historiador Odilon Nunes.

CASA DO POETA “DA COSTA E SILVA” – O nosso poeta maior, nasceu no dia 23 de novembro de 1885, numa simples e rude casa, esquina com a Rua das Flores e “Da costa e Silva” (homenagem ao seu nome). Trata-se de uma casa de estilo sertanejo de um só piso, com cinco ou seis portas, algumas cortadas um pouco acima do meio da altura para que possam funcionar também como janelas. Atualmente encontra-se descaracterizada, devido várias reformas. Na casa há uma placa em comemoração ao centenário de nosso poeta maior. Atualmente a casa onde nasceu o vate amarantino, pertence à Lucidalva Sousa Cabral (Dalva).

CASARÃO DE AMARANTE – Um casarão, estilo colonial, patrimônio histórico de Amarante, secular, localizado na Rua Abdon Moura, à margem do Rio Parnaíba, transformou-se em Pousada Velho Monge, pertencente à rede RIMO. Sua inauguração ocorreu em fevereiro de 1985. Estiveram presentes várias autoridades estaduais e municipais. O governador Hugo Napoleão; Secretário de Cultura Desportos e Turismo do Estado, Jesualdo Cavalcante; Prefeito de Amarante, Dr. Francisco Câmara; A Diretoria da RIMO: Edmar Rodrigues Júnior e Francisco Alves de Almeida. A pousada oferece ótimas acomodações: quartos com ar condicionado, amplas salas, um grande espaço para eventos. Especialmente nos meses de julho e dezembro, a Pousada Velho Monge fica lotada de turistas e a constante penetração de amarantinos. Atualmente o simpático professor Jocélio Brito de Sousa é o administrador da hospedaria.

Esporte

O futebol de Amarante em outras épocas, competitivo e respeitado no Piauí e Maranhão. O 1º time formado com diretoria, o Amarantino Futebol Clube (AFC), fundado por volta de 1919. Agremiação que viveu de muitas glórias em amistosos com grandes times do Piauí, especialmente os profissionais de Teresina. A Seleção de Futebol de Amarante foi também um marco de nossa história futebolística – deu muitas alegrias ao povo amarantino em conquistas expressivas em amistosos e em campeonatos oficiais, tendo como exemplo, o Intermunicipal Piauiense, onde em 1967, tornou-se vice-campeã do torneio num jogo final com a Seleção de Parnaíba no Estádio Lindolfo Monteiro (Teresina). A nossa Seleção foi goleada por 5 x 1, derrota atribuída por que o jogo foi à noite e, como também, o goleiro, saudoso Zé Paulo, falhou em todos os gols por estar nervoso.

Jogadores (futebol) que mais se destacaram: Antonio Ayres, Vicente Lima, Sanatiel, Bruno, Vicente Zumba, Pedro da Coló, Chico do Antonhão, Artur Lima, Catauna, João de Deus (Bigode), Zeca do Augusto, Zé Moura, Zezito (Alicate), Moura Fé, Gregório Moriço, Hamilton Ayres, Gonzaga (Dezoito). Tataíra, Papagaio (Paguila), Gonçalinho (Porco), Ozires, Luzimar, João Guilhermino, Anésio, Zé Paulo, Louro do Velho Zeca, Didi Curtidor, Walker Prado, Manoel do Casemiro, Raimundo Corninho, Pedoca, Zé Mambira, Nonatinho (Meu Bode), Dedé Lima (Ventinha), Moreira, Negrote, Ocílio (Continental), Ribinha (Cudanta) Ismael, Orlando (Curtidor), Gonçalo Amarantino (Pelé Branco), Aluísio, Zé Maria da Lelê, Neto do Guarda Campo, João Felipe, Antonio Curandor, Curvado, João do Vale, Afrânio, Julinho, Doidinho, Marco Antonio (Celestino), Pirão, Negro do Ducarmo, Clistenes Moura, Luciano Soares, Elton Peixe. Jogadores que se destacam (2011): Janiel, Cigano, Antonio José, Leonardo, Gabi, Beto, Bê, Bobô, Ricardinho, Negão, Mazin, Side, Boné, Noca, Picapau, Edílson, Civaldo, Pelezão, Diógenes, Esquerdinha, Lourinho, Fabinho, Marcone, Hilton, Pompéia, Janilson, Alan e Leonardo, Zé Vilarino (centro-avante), Baía (goleiro).

Música

Amarante sempre se destacou no Piauí e em outros estados com grandes bandas, instrumentistas, cantores e compositores. No final do século XIX e início do século passado três orquestras foram destaque do Piauí: “Estrela”, “Euterpe Amarantina” e “Carlos Gomes”. Depois vieram a Orquestra do Firmino Pio, Orquestra do Seu Né Nascimento, Orquestra do Seu Claro e outras charangas. Em 0l-02-1977, a historiadora Emília da Paixão Costa (Bizinha), no início de seu governo como prefeita de Amarante (1977 a 1983), fundou a Bandinha “Nova Euterpe”, prestando homenagem à extinta “Euterpe Amarantina”. Tendo como seu 1º regente, Francisco Ângelo da Silva, o popular Pigoreiro. Por último, o saudoso professor Vicente Alves, o popular Vicente Músico, falecido recentemente.

Em Amarante surgiram muitos conjuntos eletrônicos como os Terríveis, sob a direção de Ribamar Freitas, o popular “Ribinha Cudanta” e Neto. Conjunto Musical Carlos Gomes – “OS GENIAIS”, criado por Emília da Paixão Costa (Bizinha), quando foi prefeita, logo depois, passou a pertencer ao Dr. João de Miranda Peixoto. Ainda no período do seu governo, Bizinha, formou o Grupo Musical Os Naturais. Anos depois, Dr. Miranda formou outra banda, Musical Aquarius que fez várias tocatas em Estados do Norte e Nordeste. Surgiram também outros pequenos conjuntos musicais: Os Vibrantes, pertencente aos populares Bobô Taylor e Boga; “The Frends”, Grupo Raízes, Grupo Marakatu, Banda Satélite, Grupo Amarantus, Os Descartáveis, Aconchego, Banda da Lua e outros.

Banda Nova Euterpe Amarantina – Sucesso regional, formada por uma variedade de metais e percussões. A origem deste patrimônio musical de Amarante deve-se a coragem e boa vontade da historiadora Emília da Paixão Costa (Bizinha), na época prefeita deste município. A banda foi fundada em 1977, também para homenagear a extinta banda Euterpe Amarantina, fundada pelo senhor Demóstenes Ribeiro Gonçalves, 1º Intendente de Amarante no Regime Republicano. No início, a Banda Nova Euterpe era chamada de bandinha, devido ser formada por um número pequeno de músicos jovens. Hoje, esta relíquia musical de Amarante, tornou-se grande. A Banda Nova Euterpe Amarantina continua sendo a grande paixão da historiadora Bizinha, tornando-se Associação dos Músicos Nova Eutepe. Componentes (2009): , Doda Manga e Eduardo (sax alto); Cleilson, e Leão Junior (sax tenor); Irmão Vicente, Orlando e Pimba Bigodinho (trompete); Veloso, Diego e Everaldo Material (trombone); Dandô Boi Bufa e Luís Filho (bombardino); Chico Chapada Junior (bombardão); Márcio, Rafael, Pite e Alan (clarinete); João Pereira e Juju (caixa); Gonçalo Amarantino (prato) Antoninho (bombo); Zé Abeinha e Valdik (tambor).

Sucesso musical Os Geniais de Amarante, a banda de todos os tempos do Piauí que fez mais sucesso. Som de primeiro mundo e músicos qualificados. Percorreu o norte e nordeste do Brasil, exibindo-se em bailes de elites e populares, vaquejadas, convenções, comícios e shows com bandas internacionais e cantores famosos como: Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves, Nelson Ned, Altemar Dutra, Gonzaquinha, Domiguinhos, Jorge Ben Jor, Jorge de Altino, Peninha, Morais Moreira, Martinho da Vila, Fagner, Sidney Magal, Reginaldo Rossi, Valdik Soriano, Amado Batista, Jimmy Cliff, Elizete Cardoso, Marinês, Elba Ramalho, Simone, Joana, Alcione, Clara Nunes, Amelinha, etc. Foram 20 anos de sucesso, incluindo várias capitais. Várias músicas interpretadas pelo Os Geniais são tocadas por esse Brasil afora. Milhares pedem a volta deste extraordinário grupo musical que orgulha Amarante e nos deixa marcantes lembranças e grandes saudades. Vale esclarecer que o saudoso “Os Geniais” pertencia ao médico João de Miranda Peixoto. Luís Alberto Soares, gerente e empresário exclusivo.

Teatro

Arquivos de historiadores apontam que em 1919, foi organizado o Teatro São Gonçalo, em uma das casas da Rua Abdon Moura, dirigido por um grupo de senhoras da elite amarantina. As apresentações teatrais comoviam muito o povo. Este grupo marcou história. Surgiram outros importantes grupos, como exemplo, o Grupo Teatral Nasi Castro e Grupo Amarantus.

Jovens estudantes amarantinos inspirados numa peça teatral apresentada em Amarante por um grupo de Teresina, formaram o Grupo Teatral Nasi Castro (GRUTENATRO), como forma de homenagear a saudosa historiadora Raimunda Nonata de Castro (Nasi) que se sentiu comovida no dia da estréia do grupo, 04 de agosto de 1975, no Amarantino Clube, onde houve relevantes homenagens à escritora amarantina e ao aniversário de Amarante. O Teatro Nasi Castro sempre foi sucesso. Participou de grandes festivais em Teresina e se exibe em outras cidades. O teatro também apresenta folclore de Amarante e outras manifestações culturais. O grupo foi regularizado com a formação de diretoria e registro em Cartório. Os pioneiros desse empreendimento foram: Luís Alberto Soares, José Virgílio Madeira Martins Queiroz, José Neto de Sousa e Zulmira Bezerra. A primeira peça apresentada nessa nova fase foi “Os olhos que eu matei”, com atuações de: Virgílio Queiroz, Socorro Paixão, Ocirema. Luís Alberto, além de diretor, foi ator em uma peça – “A farsa do advogado”. O ponto alto do Grupo Teatral Nasi Castro se deu com a apresentação da peça “A volta do Filho Pródigo”, no Theatro 04 de Setembro, em 1977, sendo os componentes aplaudidos de pé. Na oportunidade o grupo recebeu o título de melhor figurino do festival. Atores e atrizes da peça: Virgílio Queiroz, Chuegas Del Manelito, Raimundo Alves, Oliveiros, Ely Sibita, Chico Noca, Anileide Veloso, Pio Vilarinho Júnior.

Teatro de Amarante – Um grupo de professores, estudantes, teatrólogos folcloristas, formaram o Grupo Teatral Amarantus, fundado no dia 25 de junho de 1991, com comovente apresentação teatral em Amarante. A criação do grupo deu-se através de uma oficina de teatro, ministrada pelo teatrólogo Raimundo Dias (falecido) da FETAPI e da folclorista e atriz Zulmira Bezerra, a popular Sibita. O Grupo Teatral Amarantus fez várias apresentações em várias cidades, especialmente em Floriano e Teresina onde participou de festival de teatro amador e conseguiu importantes troféus. Um dos seus principais trabalhos é a peça “Amarante nossa de cada dia” (roteiro de Selma Bustamante e Josélia Soares). A peça retrata a história de Amarante do início do povoamento aos dias atuais. Foi apresentada várias vezes em Amarante e em outras cidades, na década de 90. Em 2010, foi encenada, com autorização do Grupo Amarantus, por alunos da Unidade Escolar “Polivalente”, da rede estadual de ensino. As adequações para essa apresentação foram feitas pela professora Selma Maria Alves de Jesus e pelo coreógrafo Valdemar Carvalho.

Filme

Documentário de sucesso – Alunos da primeira turma da faculdade de Floriano (PI), Instituto Superior São Judas Tadeu, pólo na CEAPI de Amarante, em 2008, fizeram um documentário (curta-metragem) sobre um tradicional baile ocorrido anualmente na cidade de Amarante por volta dos anos 60, denominado “Baile Cor de Rosa”, numa referência ao cotidiano dos prostíbulos (Cabarés), “Cai N´água” e por último, no “Inferno Verde”. Além do divertimento das prostitutas no baile, elas faziam questão de chamar a atenção dos homens, vestiam-se de seda rosa e se sentiam rainha e princesa, com o objetivo principal, angariar dinheiro com a venda de seus corpos e de bebidas. O documentário “Baile Cor de Rosa” relata ainda um triste episódio envolvendo uma prostituta de Amarante que se suicidou, ateando querosene e fogo no seu corpo, atribuído por uma grande paixão não correspondida. O curta-metragem foi pesquisado pela professora e atriz, Rita de Cássia Moura Soares, com roteiro da escritora e estilista Josélia dos Santos Soares, direção e produção do cineasta, Cícero Filho. Os atores e atrizes, a maioria casados, eram alunos do Instituto Superior São Judas Tadeu (faculdade de Floriano), Pólo de Amarante. Vale enfatizar que o popular Doutor do Cícero Casadinho, dono de um prostíbulo (Cabaré), Paraíso do Amor, diz que tem muita vontade de resgatar os bailes que marcaram época em Amarante, como: “Baile Branco, Baile Azul, Baile de Chitão e Baile Cor de Rosa”. A extrovertida, popular Nazaré Cambão que ajudava organizar os bailes, se prontifica em ajudá-lo nesta empreitada histórica.

Em 1981, o Grupo “Mel de Abelha”, tendo à frente Valderi Duarte e Dácia Ibiapino, produzem em Super-8 o filme “Pagode de Amarante”. Na época, havia um projeto pela Fundação Cultural do Piauí que patrocinava três documentários. Todos os temas vencedores focalizavam a cidade de Amarante. Um sobre “Da Costa e Silva”, outro sobre a comunidade “Mimbó” e, o último, a produção do grupo Mel de Abelha. Os outros documentários não se sabe notícias. O “Pagode de Amarante” foi exibido em vários lugares, chegando a ser premiado em São Luís (Maranhão) em um festival de Super-8. A gravação deste documentário foi realizada na residência do senhor João Bitu, com participações de “Raimunda Pau Pombo”, “Nazaré Cambão”, Ely Sibita, “Tio Zuza”, “Joaquinzinho”, “Chica do Boné”, entre outros. A abertura do filme é um serviço de alto-falante com a voz do saudoso “Chico Dedinho” convidando o povo de Amarante para comparecer à casa de João Bitu onde será realizado o “Pagode”. Virgílio Queiroz consta como auxiliar de direção e produção do documentário.

Ai Que Vida! Filme de Cícero Filho. O maior sucesso de bilheteria do Piauí em todos os tempos. De forma não convencional, dizem que foi assistido por mais de três milhões de pessoas em todo o Brasil e até fora do país, constituindo-se na produção cinematográfica nacional mais vista em 2009. Para se ter a ideia do sucesso a protagonista Irisceli Queiroz que interpreta a personagem “Charlene” foi reconhecida quando se encontrava em Buenos Ayres, em viagem de turismo. Apesar de tanto sucesso, o diretor Cícero Filho não teve grandes ganhos financeiros, pois todo o sucesso de divulgação deu-se através da pirataria. Os atores ficaram conhecidos em todo o Brasil, até mesmo aqueles que fizeram pequenos papéis. No elenco, amarantinos, como: Irisceli Queiroz, Virgílio Queiroz, Ely Sibita, Josemar Coelho (falecido recentemente), Raimundo Alves (Raimundinho do Quirino), Danilo Costa, Josiro Vilarinho, João Luiz Viana, Cardoso (funcionário do Banco do Brasil em Amarante), entre diversos figurantes. Quase toda a filmagem do “AI QUE VIDA!” foi feita em Amarante, tornando-se essa produção um importante meio de divulgação da cidade, notadamente por mostrar a cultura popular local. Outro ponto de destaque do filme foi a direção de produção que contou com os trabalhos de Kelly Rocha, Virgílio Queiroz, Raimundinho Alves, sob a coordenação geral do cineasta Cícero Filho.

Origem e evolução de Amarante

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Postagem: Denison Duarte
Texto: Bebeto Soares, IBGE e Fundac
Fotos: Iphan

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