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21 de Janeiro de 2018

Sindicatos e trabalhadores de Amarante vão às ruas em protesto contra as reformas do governo


Hospital de Olhos

Os sindicatos de Amarante mobilizaram na manhã desta sexta-feira (28) profissionais de diversas categorias para a manifestação contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

O encontro aconteceu na Praça da Prefeitura, a partir das 8h com faixas, cartazes e palavras de ordem alusivas às mudanças ocasionadas pelas reformas propostas pelo presidente Michel Temer.

O público, segundo informações do Polo da Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag), foi considerado um dos maiores na região do Médio Parnaíba.

A Prefeitura de Amarante decretou ponto facultativo, em respeito à decisão dos que quiseram participar da manifestação.

A abertura e condução do protesto teve à frente a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais(STR), Luíza Neta, e a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Amarante (SindSerma), Arisnede Veloso.

Luíza Neta disse não às mudanças que tratam da desobrigação do pagamento das mensalidades dos sócios nas entidades sindicais.

“Vamos dizer um não ao que estão nos impondo como solução! Vamos dar um basta nessa situação que quer tirar nossos direitos”, disse ela.

Na organização do movimento esteve também o Sindicado dos Pescadores Artesanais, representado pelo presidente, José de Arimateia.

O professor Valdemir Santos considera que o Brasil está mergulhado numa crise histórica, cuja solução está numa “estrada longa” a ser percorrida. Quanto às reformas, ele assegura que são necessárias, mas não como estão sendo feitas. “Elas têm que acontecer, mas de forma que beneficie o trabalhador. Essa deve ser a nossa reflexão!”.

Para o presidente do Sindicato dos Pescadores, “o momento é de unir forças em busca da manutenção dos direitos dos trabalhadores do Brasil”. Ele intitulou de “golpe” os acontecimentos relacionados à política e às reformas previdenciária e trabalhista.

A professora Ivonete Almeida considera que a extinção do concurso público representa um perigo à população em todo o país. “O trabalho intermitente não define quantas horas o funcionário vai trabalhar por mês, o que pode render menos que um salário mínimo ao servidor contratado sem concurso público”.

Ela completou a sua fala afirmando que o momento não era para se tratar de partidos políticos, mas da luta pela continuidade dos direitos já adquiridos.

Professor Ironilson intitulou a manifestação em todo o Brasil de ‘um marco histórico para o país” porque foram às ruas os trabalhadores que não admitem as reforças propostas pelo governo.

“Independente da sigla partidária, nós amarantinos também somos contra as reformas que estão sendo feitas, dentre elas a reforma da terceirização que desobriga os concursos públicos.

“Os órgãos não são mais obrigados a prestar concursos públicos. Assim, a terceirização precariza e barateia a mão de obra”, disse ele.
A Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag) esteve representada pelo coordenador do pólo, no Médio Parnaíba, Sebastião Rodrigues.
No vídeo, o representante da Fetag (Gravação: Leomar Duarte)

O diretor financeiro da Central dos Trabalhadores do Brasil, Cícero Damázio disse em entrevista ao Somos Notícia que outras manifestações devem acontecer em todo o país. Segundo ele, “o maior problema das reformas é a falta de respeito para com o povo brasileiro”.

“Parte da elite que está no governo não representa o povo brasileiro, e ainda querem sugar a todos nós até a morte para ficarem cada vez mais ricos”, disse ele.

CONFIRA A ENTREVISTA (Áudios: Denison Duarte)

OBJETIVOS DA PARALISAÇÃO QUE ACONTECE HOJE NO BRASIL

O PÚBLICO ÀS VEZES NÃO COMPARECE, O QUE ACONTECE?

A MANIFESTAÇÃO VAI SENSIBILIZAR A QUEM ESTÁ NO PODER?

COMO A POPULAÇÃO DEVE ENCARAR AS PRIVATIZAÇÕES?

Manifestação contra as reformas, em Amarante (Fotos: Denison Duarte e Leomar Duarte)

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