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13 de dezembro de 2017

Amarante participa, em Floriano, de apresentação sobre exploração de petróleo e gás natural; fotos


Hospital de Olhos

A empresa Ouro Preto Óleo e Gás, que tem a finalidade de perfuração de poços para exploração de gás natural e petróleo na bacia do rio Parnaíba, realizou em Floriano nesta quinta-feira (16) uma audiência pública com os municípios onde deve ser realizada a atividade de exploração de petróleo.

O município de Amarante é parte do bloco PN-T-137, que também inclui os municípios de Regeneração, Arraial, Francisco Ayres, Floriano, Cajazeiras do Piauí, Nazaré do Piauí, Oeiras e São Francisco do Piauí. A região, de acordo com o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), é caracterizada pelo relevo com colinas, platôs e áreas quase planas com a presença de solos profundos e com poucos processos erosivos.

O bloco, juntamente com outros dois, PN-T-151 e PN-T-165, foram adquiridos sob forma de concessão pela empresa, que busca realizar a atividade de perfuração dos poços nas regiões compreendidas pelos blocos.

Durante a Audiência Pública, que aconteceu no salão de festas e eventos do Garoto Park Hotel, foi apresentado o esquema da exploração de petróleo em toda a região. Foram apresentados também ao público o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA).

Dentre os presentes, participaram da Audiência o secretário de Estado de Mineração, Luíz Coelho, o prefeito de Floriano – Joel Rodrigues, o secretário de Estado da Semar – Ziza Carvalho e o secretário de Meio Ambiente de Amarante – Diogo Vieira, além de prefeitos e lideranças políticas das regiões onde deve acontecer a exploração e um representante do Ministério Público Federal.

Durante a apresentação do esquema de perfuração dos poços, que, segundo informações, deve começar em 2018, o público foi informado que os trabalhos de preparação devem ser realizados com seis meses de antecedência, ainda em 2017.

Diogo Vieira representou o prefeito Diego Teixeira na Audiência Pública. Segundo o secretário, a expectativa financeira é boa, mas faltou clareza na apresentação do EIA-RIMA.

“Com base na audiência, a expectativa do ganho financeiro é muito boa. Muitos questionamentos foram feitos pelo público e devem ser levados em conta. O que eles não podem perder de vista são as comunidades que residem nos locais onde serão perfurados os poços. Encerrada a exploração, como ficam as pessoas que dependem da agricultura familiar que não possuem a qualificação para prestar os serviços que eles buscam? Não questiono o estudo, mas a forma de explanação do estudo ao público. Deveria ter sido mais claro. Na apresentação, eu senti falta do que eles fariam para compensar ou para evitar esse impacto”, afirmou Diogo Vieira.

Com base nos impactos ambientais, a empresa apresentou dez programas para reforçar os efeitos benéficos do projeto, assim como a compensação dos efeitos negativos ao meio ambiente. Foram explanados sobre os seguintes programas:

– Plano Ambiental Para Construção (PAC);
– Programa de Supressão da Vegetação (PSV);
– Programa de Coleta de Germoplasma e Resgate de Epífitas (PGR);
– Programa de Recuperação das Áreas Degradadas (PRAD);
– Plano de Reintegração da Base (PRB);
– Programa de Educação Ambiental (PEA);
– Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores (PEAT);
– Programa de Comunicação Social (PCS)
– Plano de Conservação de Fauna (PCF).
– Programa de Permissória para Perfuração e Estabelecimento de Indenização (PPEI);

A EXPLORAÇÃO | UM NOVO ÂNGULO
Aproximadamente 40 estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) participaram da Audiência Pública realizando uma manifestação de forma pacífica pela não exploração do gás na região.

As alunas do curso de Ciências da Natureza, Lorraine Alves de Araújo e Clara Oliveira, são do Campus Amílcar Ferreira Sobral, em Floriano. Com base em pesquisas, elas dizem não ao projeto tendo em vista os riscos à saúde humana e à degradação da natureza.

“Estamos em um mundo democrático onde cada pessoa pode dar sua opinião. Não viemos para fazer baderna e nem destruir o patrimônio privado. Viemos expressar nossa opinião e dizer que percebemos que isso vai trazer problemas à nossa sociedade. Um dos riscos é o favorecimento ao desenvolvimento do câncer por causa do gás metano”, disse Lorraine.

“Estamos também querendo saber se os benefícios vão sobrepor a malefícios como a poluição da água do subsolo por meio do gás metano. Nossa região é um polo muito forte na agricultura e isso vai prejudicar na plantação. Vimos situações em que o gás metano presente na água é capaz de pegar fogo”, completou Clara Oliveira.

Para a secretária de Meio Ambiente e Política de Convivência com o Semiárido, da Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag), Maria Betânia, os trabalhadores rurais e assentados serão as maiores vítimas do projeto.

“A gente percebe que é um projeto bonito, mas falta clareza à sociedade. A nossa preocupação na Fetag é porque quem mais vai sofrer são os agricultores e assentados. Eles (a empresa) falaram em indenizações, mas não deixaram claro como serão feitas. Essas indenizações são insignificantes para que essas pessoas comecem uma nova vida em outro lugar. Nós não somos contra o desenvolvimento do estado. Só queremos que essas pessoas sejam respeitadas com esse projeto de exploração do gás”, afirmou Maria Betânia, defendendo a realização de outras audiências para maior esclarecimentos à sociedade.

Para garantir a participação das pessoas interessadas residentes nas regiões da exploração, a empresa ofereceu transporte para ida e volta.

Audiência sobre a exploração do gás natural | Evento realizado em Floriano

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