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13 de dezembro de 2017

Por falta de apoio, quinze artesãs da zona rural de Amarante param fabricação e venda de redes


Hospital de Olhos

Além das atividades domésticas e da agricultura, quinze mulheres artesãs da Associação da Comunidade Caldeirão, a aproximadamente 60 Km da zona urbana de Amarante, decidiram fabricar redes como fonte extra de renda.

A iniciativa, que poderia representar o diferencial na rotina das artesãs, ainda não é considerada um sucesso por elas em razão da falta de apoio. Como parte da produção, além de redes, elas fabricam outros produtos para comercialização, a exemplo de guardanapos e colchas de cama.

Uma das tentativas das artesãs para escoar a produção é a exposição em feiras de produtos agropecuários realizadas por sindicatos rurais.

Um exemplo está na I Feira Territorial da Agricultura Familiar, que aconteceu em junho no município de São Pedro do Piauí para o Território Entre Rios, onde as associadas tentaram e não conseguiram vender os produtos que produziram.

Outra forma, considerada simples e econômica, que está em fase de testes pelas artesãs para facilitar a venda de produtos é a criação de consórcios. “As redes custam R$ 300,00, e os grupos contêm 10 mulheres que pagam R$ 30,00 por mês. Uma das redes é sorteada contemplando uma das integrantes de cada grupo no mês”, explicou a sindicalista Luíza Neta, que afirma conhecer bem de perto a realidade das artesãs. O primeiro sorteio está previsto para o dia 27 de dezembro, domingo.

De acordo com a sindicalista, a associação passa por tempos de crise e não dispõe de matéria-prima para a fabricação dos produtos. “Elas não têm como adquirir o material, e isso nos preocupa”, disse ela. A matéria-prima é adquirida em Floriano.

Para a artesã, Telma Maria Cristalina Lima, falta somente apoio para conseguirem vender os produtos da comunidade. “Nós estamos paradas há três meses por que não temos apoio. Não estamos conseguindo vender nossos produtos”, disse ela, ao afirmar que as mulheres da entidade vêm produzindo redes há 1 ano.

Uma solução, segundo a artesã, seria a criação de uma cooperativa que facilitasse a venda. “A gente pensa em uma cooperativa, mas não temos nenhuma orientação”, concluiu ela ao afirmar que as mulheres já estão se mobilizando para criar uma associação das artesãs como garantia de venda do que é produzido por elas na comunidade.

Edição e postagem: Denison Duarte

Fotos: Leomar Duarte

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