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Campinense segura pressão do Sousa e conquista título do Paraibano

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O Campinense é campeão paraibano de 2021. Neste domingo (20), a Raposa segurou o empate sem gols com o Sousa no estádio Marizão, em Sousa (PB), ficando com o título por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0 na última quarta-feira (16), no Amigão, em Campina Grande (PB). A última conquista havia sido há cinco anos.

O resultado garante o Rubro-Negro como representante da Paraíba na fase de grupos da próxima Copa do Nordeste, torneio que conquistou em 2013. O Botafogo-PB disputará a etapa preliminar da competição. Ao vice-campeão Dinossauro, fica o consolo da vaga à Copa do Brasil de 2022, ao lado do próprio Campinense.

Apesar da necessidade de vitória ser do Sousa, a Raposa foi superior na primeira etapa e teve a melhor chance: um arremate no travessão do atacante Felipinho, aos 26 minutos. No segundo tempo, os anfitriões se lançaram ao ataque, principalmente após a parada para hidratação, sem sucesso. Na última oportunidade do Dinossauro, aos 49 minutos, o atacante Rodrigo Poty cabeceou, mas o goleiro Mauro Iguatu fez a defesa salvadora.

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Os dois times se reencontram nesta quarta-feira (23), novamente no Marizão, desta vez pela Série D do Campeonato Brasileiro, às 16h (horário de Brasília). O duelo encerra a terceira rodada do Grupo 3 da competição. O Campinense soma quatro pontos, um a mais que o Sousa.

Polêmica

A Federação Paraibana de Futebol (FPF) reconhece o Campinense como 21 vezes campeão estadual. O clube, no entanto, considera ter um título a mais. Em 1975, a Raposa entrou na Justiça pleiteando os pontos de uma partida contra o Nacional de Patos, que teria escalado um atleta irregular. Na ocasião, o torneio foi disputado em dois turnos e o campeão seria conhecido no confronto entre os vencedores – no caso, Botafogo-PB (primeiro turno) e Treze (segundo). Os pontos do jogo com o Nacional, porém, fariam do Rubro-Negro o ganhador do segundo turno.

Em meio ao impasse e à falta de datas, a FPF dividiu o título entre Botafogo e Treze. O Campinense acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e obteve decisão favorável ao reconhecimento clube como vencedor de 1975. A federação, porém, mantém Belo e Galo da Borborema como campeões daquele ano.

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Edição: Marcio Parente

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Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

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Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

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Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

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A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

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