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14 de dezembro de 2017

Protesto de professores tem bombas de gás e nova confusão no Rio


Hospital de Olhos
Um grupo de professores que se concentrava na Cinelândia, no centro do Rio, foi atingido por bombas de gás lacrimogêneo por volta das 14h desta segunda-feira (30). Os profissionais aguardam do lado de fora da Câmara Municipal do Rio para pressionar a suspensão do projeto que cria um plano de cargos e salários para a categoria. O texto está na pauta desta terça da Casa.

Segundo o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ), o grupo seguia em direção à Câmara, quando foi atingido por bombas de efeito moral e gás de pimenta. Ao menos quatro bombas de gás foram usadas contra os profissionais.

Em seu site, o Sepe diz que algumas pessoas foram atingidas nos olhos por gás de pimenta e outras caíram ao chão com a explosão das bombas de efeito moral.

A professora Neide Coelho, que atua em turmas do ensino fundamental em Guaratiba (zona oeste do Rio), ficou ferida nas costas por estilhaços de uma bomba lançada pela polícia. "Eu nem vi de onde ela veio", diz.

As explosões ajudaram a dispersar o grande grupo de profissionais que se concentrava perto da avenida Rio Branco.

O Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara, foi totalmente isolado em um perímetro de diversos quarteirões com a instalação de grades de metal com cerca de 2,5 metros de altura. Permanece liberada somente a frente, que dá acesso para a Cinelândia. Os professores protestam contra o que consideram perdas para a categoria do novo plano.
Votação

A Câmara do Rio informou que o projeto que cria um plano de carreira para a categoria será votado na tarde desta terça. Apenas 51 senhas (uma para cada vereador) serão distribuídas para que professores acompanhem a votação.

"A decisão partiu da Mesa Diretoria com objetivo de responsabilizar cada vereador por seu visitante, visto que os ânimos estão exaltados por conta de agitadores profissionais que estão infiltrados no movimento com objetivo de fomentar a baderna", disse a Câmara em nota.

Do lado de fora da Casa, os professores são contra a entrada limitada no plenário. Até por volta das 15h as senhas ainda não tinham sido distribuídas.

O texto passará por discussões em duas sessões ainda hoje – uma ordinária e outra extraordinária. A última discussão deve começar por volta das 18h.
Greve

Os profissionais da educação da rede municipal do Rio de Janeiro decidiram nesta terça, durante uma assembleia realizada na Cinelândia, manter a greve da categoria. A próxima assembleia ficou marcada para próxima sexta-feira (4).

A paralisação, que foi retomada há dez dias, já deixou os alunos da rede pública municipal sem aulas por 45 dias. Os professores não concordam com o plano de carreira apresentado pelo prefeito Eduardo Paes à Câmara.

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