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BNDES anuncia apoio às futuras concessionárias de saneamento no Rio

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, nesta quarta-feira (31), suas condições de apoio aos investimentos para as futuras concessionárias de saneamento do Estado do Rio de Janeiro. O banco poderá participar, de forma direta, com até 55% do valor dos investimentos a serem realizados pelos vencedores da concessão. Os leilões vão definir a prestação dos serviços públicos de água e esgoto nos municípios que aderiram ao projeto.

O BNDES, que vem estruturando as concessões junto ao governo do Rio, também poderá apoiar parte do pagamento da outorga fixa via financiamento. O valor máximo a ser financiado é de até 30% da outorga fixa mínima prevista no edital. O maior valor de outorga oferecido pelos concorrentes é que indicará o vencedor de cada um dos blocos, mas, se houver ágio sobre o valor mínimo estabelecido, o BNDES não aumentará o volume de recursos da outorga financiado.

Caso a futura concessionária opte pelo apoio do BNDES para pagamento de um valor inferior a 30% da outorga fixa mínima, a quantia remanescente poderá ser usada para apoio aos investimentos do bloco ofertado. No entanto, o total de recursos financiados não deve ultrapassar o limite de apoio de até 65% dos investimentos na modalidade direta, nem incluir itens fora da lista dos itens financiáveis.

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Leilão

Os vencedores do leilão, previsto para 30 de abril, deverão universalizar os serviços de fornecimento de água e esgotamento sanitário para mais de 12,8 milhões de pessoas em até 12 anos. O projeto deverá gerar 45 mil empregos, investimentos de cerca de R$ 30 bilhões nos 35 anos da concessão e, pelo menos, R$ 10,6 bilhões em pagamentos de outorgas fixas pelos concessionários para o Estado do Rio de Janeiro e para os 35 municípios fluminenses que aderiram ao projeto.

Com a universalização do serviço, cerca de 5,7 milhões de pessoas passarão a ter acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.

O documento completo, com as condições de financiamento nas diferentes linhas disponíveis pode ser consultada na página do BNDES.

Edição: Nádia Franco

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Dólar sobe para R$ 5,72 e fecha no maior valor em duas semanas

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Influenciado pelo exterior e por tensões no mercado interno, o dólar voltou a superar a barreira de R$ 5,70 e fechou no maior valor em duas semanas. A bolsa de valores resistiu às pressões externas e subiu quase 1% em um dia de poucas negociações.

O dólar comercial encerrou hoje (12) vendido a R$ 5,722, com alta de R$ 0,047 (+0,84%). A moeda norte-americana iniciou a segunda-feira em baixa, chegando a R$ 5,63 na mínima do dia, por volta das 9h50. Depois das 12h, reverteu a tendência e passou a subir. A cotação atingiu o maior nível desde 30 de março, quando tinha encerrado a R$ 5,762.

Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia de tranquilidade, marcado por ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 118.812 pontos, com alta de 0,97%. O indicador descolou-se do exterior, tendo subido o dia inteiro, enquanto os índices norte-americanos tiveram um dia de queda. A bolsa brasileira registra perda de apenas 0,17% em 2021.

Dois fatores contribuíram para a volatilidade no mercado de câmbio. Depois de dias de queda, as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos voltaram a subir nesta segunda. Juros mais altos nos papéis norte-americanos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, pressionam a cotação do dólar em países emergentes, como o Brasil.

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O impasse em torno das negociações sobre o Orçamento Geral da União de 2021 também voltaram a influenciar o dólar. O presidente Jair Bolsonaro tem dez dias para sancionar o texto, aprovado com o remanejamento de R$ 26,45 bilhões de despesas obrigatórias para emendas parlamentares impositivas. A equipe econômica recomendou o veto parcial, para evitar a violação do teto de gastos e questionamentos do Tribunal de Contas da União.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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