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Atividade industrial paulista fechou em 49 pontos em abril, diz Fiesp

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As vendas reais da indústria paulista caíram 1,3% em março frente a fevereiro, sem efeitos sazonais, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo com Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), divulgado nesta quinta-feira (29). Com esse resultado, explica a entidade, as vendas reais da indústria de transformação do estado encerram o 1º trimestre de 2021 com queda de 0,7% em relação ao último trimestre de 2020.

De acordo com o levantamento, as horas trabalhadas na produção registraram queda de 0,4% entre fevereiro e março enquanto o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) atingiu 79,8%, crescendo 1,0 ponto percentual (p.p.) sobre fevereiro. Em março, o NUCI ficou um pouco acima da média histórica (79,3%), apontando pouca ociosidade da indústria paulista. No primeiro trimestre de 2021 comparado com os três últimos meses de 2020, as horas trabalhadas na produção cresceram 3,0% e o NUCI apresentou alta de 1,3 p.p.

No final do 1º trimestre, a indústria de transformação paulista foi impactada pelo agravamento da pandemia e o recrudescimento das medidas de restrição de mobilidade implantadas no estado, aponta a entidade. O indicador Sensor sinaliza que esse quadro se estendeu em abril, com o setor devendo exibir desempenho ruim no mês. “O progresso da vacinação deverá impulsionar a atividade econômica, principalmente após a imunização dos grupos prioritários. Por outro lado, a elevação da taxa básica de juros, a Selic, e o elevado desemprego são fatores de risco no cenário de retomada da indústria em 2021”, diz a nota da Fiesp.

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Sensor

A pesquisa Sensor no mês de abril marcou 49 pontos, na série livre de influências sazonais, resultado inferior à leitura de março, quando registrou 50,2 pontos. Números abaixo dos 50 pontos indicam piora da atividade industrial paulista no mês. Esse resultado sinaliza queda da atividade em abril.

As condições de mercado estão piores em relação a março, variando de 51,4 pontos para 48,2 pontos em abril. Números abaixo dos 50 pontos apontam que o mercado está menos aquecido no mês.

As vendas passaram de 53 pontos em março para 51,1 pontos no período. No entanto, apesar do recuo de 1,9 pontos, o indicador sinaliza aumento das vendas por se manter acima dos 50 pontos.

O nível de estoque atingiu 51,2 pontos em abril, avançando 1,8 pontos no mês, este nível havia registrado 49,3 pontos em março. Leituras superiores a 50 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50 pontos indicam sobrestoque.

No quarto mês do ano, o indicador de emprego fechou em 51,9 pontos, número superior ao registrado em março (51 pontos). Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações da indústria paulista no período.

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Por fim, o indicador de investimentos apresentou piora em ralação ao mês passado, ao passar de 45,7 pontos para 43,8 pontos em abril. Com um resultado abaixo dos 50 pontos, há expectativa de redução dos investimentos.

Para acessar a serie histórica, clique aqui.

Edição: Valéria Aguiar

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Custo da cesta básica aumenta em 15 capitais em abril

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O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 15 cidades e diminuiu em outras duas, entre março e abril de 2021, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 17 capitais.

As maiores altas foram registradas em Campo Grande (6,02%), João Pessoa (2,41%), Vitória (2,36%) e Recife (2,21%). As capitais onde ocorreram as quedas foram Belém (-1,92%) e Salvador (-0,81%).

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 634,53), seguida pelas de São Paulo (R$ 632,61), Porto Alegre (R$ 626,11) e Rio de Janeiro (R$ 622,04). As cidades em que a cesta teve menor custo foram Aracaju (R$ 469,66) e Salvador (R$ 457,56).

Em 12 meses – comparando o custo em abril de 2020 e abril deste ano -, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. As maiores taxas foram observadas em Brasília (24,65%), Florianópolis (21,14%), Porto Alegre (18,80%) e em Campo Grande (18,27%).

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No acumulado dos quatro meses de 2021, as capitais com as maiores altas foram Curitiba (8%), Natal (4,24%), Aracaju (3,64%), João Pessoa (3,13%) e Florianópolis (3,08%). A principal queda, no mesmo período, foi de 4,49%, em Salvador.

Com base na cesta mais cara que, no mês de abril, foi a de Florianópolis, o DIEESE estimou que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.330,69, valor que corresponde a 4,85 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Em março, quando a cesta mais cara também foi a de Florianópolis, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.315,74 ou 4,83 vezes o piso em vigor.

Levando em conta as 17 capitais, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em abril, ficou em 110 horas e 38 minutos, maior do que em março, quando foi de 109 horas e 18 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, na média, 54,36% do salário-mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em março, o percentual foi de 53,71%.

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Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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