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Athletico-PR vira para cima do Atlético-GO e lidera o Brasileirão

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Mesmo com um jogo a menos, Athletico-PR é o novo líder do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (20), o Furacão superou o Atlético-GO por 2 a 1 na Arena da Baixada, em Curitiba, pela quinta rodada. Trata-se do único clube com 100% de aproveitamento na competição.

O Rubro-Negro paranaense foi a 12 pontos, um a frente de Fortaleza – que, também neste domingo, empatou por 1 a 1 com o Fluminense na Arena Castelão, na capital cearense – e de Red Bull Bragantino, que tinha dormido na ponta ao derrotar o Flamengo por 3 a 2 no sábado (19), no Maracanã, no Rio de Janeiro. O Dragão sofreu a primeira derrota no Brasileiro e permanece na oitava posição, com sete pontos.

Os goianos até saíram na frente. Aos 12 minutos, Baralhas se antecipou ao também volante Richard na intermediária, interceptou o passe do zagueiro Thiago Heleno, entrou na área e mandou para as redes. O Athletico pressionou e chegou ao empate com Matheus Babi, aos 42 minutos. O atacante aproveitou cruzamento pela direita do lateral Marcinho e concluiu de cabeça para o gol.

Na volta do intervalo, o Atlético-GO teve duas grandes chances para retomar a dianteira. Aos sete minutos, o atacante Natanael, na área e sem goleiro, acertou o poste. Cinco minutos depois, o atacante Zé Roberto mandou a bola no travessão. A punição pelos gols perdidos veio aos 26 minutos, com o volante Christian completando de cabeça o cruzamento do lateral Abner, pela esquerda, virando o marcador para os anfitriões. A partir daí, o Athletico controlou as ações e administrou o resultado.

Os paranaenses voltam a campo na quinta-feira (24), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Bahia, no estádio de Pituaçu, em Salvador. Também pela sexta rodada, o Atlético-GO busca a reabilitação na quarta-feira (23), às 19h, no estádio Antônio Accioly, em Goiânia, diante do Fluminense.

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Empate na Arena Castelão

O Tricolor carioca, que “ajudou” o Athletico a assumir a liderança ao empatar com o Fortaleza, perdeu a chance de entrar no G4 e caiu para o sexto lugar, com nove pontos. O duelo na Arena Castelão foi movimentado, com maior presença ofensiva do Leão do Pici e boa marcação executada pelos visitantes.

Pressionando a saída de bola, o Fluminense teve a primeira chance do jogo, aos 14 minutos, em finalização do atacante Fred na área, para defesa do goleiro Felipe Alves. Aos poucos, o Fortaleza impôs maior velocidade nas investidas e tomou conta do campo de ataque, mas pecou nas finalizações, sem obrigar o goleiro Marcos Felipe a intervenções no primeiro tempo.

Os cariocas voltaram melhor para a etapa final e abriram o placar aos dez minutos. O meia Nenê cobrou escanteio, o zagueiro Nino desviou e o atacante Caio Paulista completou para as redes. O Leão retomou a postura ofensiva e desencantou aos 23 minutos. O lateral Tinga lançou Yago Pikachu na direita. O meia cruzou e o atacante Robson concluiu, deixando tudo igual. Os anfitriões buscaram a virada, sem êxito. Na quarta, às 19h, a equipe cearense tenta retomar a liderança diante do Flamengo, no Maracanã.

Santos vence clássico

Se os tricolores cearense e carioca aparecem na parte de cima da tabela, o paulista vive péssimo momento. Também neste domingo, o São Paulo foi derrotado pelo Santos por 2 a 0 no clássico realizado na Vila Belmiro, em Santos (SP). O Peixe saltou quatro posições e aparece em nono lugar, com sete pontos, enquanto o rival entrou na zona de rebaixamento, em 17º, com os mesmos dois pontos de Cuiabá e Chapecoense, que estão fora do Z4 – o Dourado tem melhor saldo de gols (-1 a -5) e o Verdão do Oeste marcou mais gols (dois a um).

O Alvinegro foi melhor no primeiro tempo e saiu na frente aos 26 minutos. O atacante Marinho recebeu do meia Jean Mota, que apareceu pela direita, e concluiu no canto do goleiro Tiago Volpi. A missão tricolor ficou mais difícil aos 40 minutos, quando o atacante Luciano sentiu a coxa esquerda e teve que ser substituído, podendo aumentar a lista de desfalques por lesão (que tem o zagueiro Miranda, o volante Luan, os meias William e Hernanes e o lateral Daniel Alves). Três minutos depois, o volante Liziero recuou mal para Volpi e o atacante Kaio Jorge aproveitou, deixando o meia Gabriel Pirani livre para aumentar a vantagem.

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Na etapa final, o São Paulo balançou as redes aos nove minutos, com o lateral Igor Vinícius, em bate-rebate na área, mas a arbitragem viu o impedimento do atacante Éder, confirmado após intervenção do árbitro de vídeo (VAR). O duelo transcorreu com mais equilíbrio que no primeiro tempo, mas sem lances de perigo.

Na sexta rodada, o Tricolor paulista recebe o Cuiabá na quarta-feira, às 19h, no Morumbi. No dia seguinte, às 21h30, o Santos visita o Grêmio na Arena do time gaúcho, em Porto Alegre.

Edição: Marcio Parente

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Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

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Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

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Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

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A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

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