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ABC vence América-RN nos acréscimos e lidera Grupo 3 da Série D

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Fim de semana perfeito para o ABC. O Mais Querido manteve 100% de aproveitamento na Série D do Campeonato Brasileiro, com nove pontos, confirmou a liderança do Grupo 3 e, de quebra, venceu o Clássico-Rei contra o América-RN por 3 a 2 com um gol aos 50 minutos do segundo tempo, na Arena das Dunas, em Natal. Duelo foi transmitido ao vivo na TV Brasil.

ABC e América-RN entraram em campo pela terceira vez em 2021. Nos dois confrontos anteriores, pelo Campeonato Potiguar, cada equipe havia conquistado uma vitória. Na partida deste domingo (20), o Dragão foi ligeiramente melhor, mas errou muito na defesa e viu o time alvinegro virar o jogo no final. O América-RN permanece com três pontos, sendo duas derrotas consecutivas.

O Alvirrubro começou o jogo partindo para cima e quase fez o primeiro logo aos 4 minutos. Mazinho recebeu pela direita e chutou colocado, mas Jerfersson defendeu. Dois minutos depois, o América abriu o placar. Falta de longa distância que Esquerdinha cobrou no ângulo esquerdo. Golaço.

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O ABC respondeu também em falta. Aos nove minutos, Marcos Antônio soltou a bomba, obrigando Tanaka a fazer grande defesa. Dez minutos depois, o goleiro não foi bem. Bruno Souza cruzou pela esquerda e Tanaka saiu muito mal. Helitão aproveitou o erro e, sozinho, cabeceou para deixar tudo igual.

Apesar de ter mais posse de bola, o América não conseguia traduzir a superioridade em gols. A virada do ABC quase veio aos 43 minutos. O capitão Boaventura saiu jogando errado e a bola sobrou para Claudinho, que arriscou, mas foi parado por Tanaka. No rebote, Levi se precipitou e chutou em cima do goleiro.

O panorama da segunda etapa foi parecido com o dos primeiros 45 minutos. O América era melhor, mas errava muito na defesa. O Dragão ficou novamente na frente com gol de Boaventura, que aproveitou saída equivocada do goleiro Jerfersson. O zagueiro comemorou com um chute na bandeirinha de escanteio. No minuto seguinte, Max teve a chance de ampliar, mas acertou o travessão.

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No futebol, quem não faz, leva. O ABC subiu pela direita com Netinho, que cruzou com perfeição na cabeça de Valderrama. Desta vez, Tanaka não saiu do gol e o camisa 17 aproveitou e empatou. O jogo passou a ficar mais tenso e menos emocionante, com poucas chances para as duas equipes.

Quando o empate parecia inevitável, o ABC fez o terceiro aos 50 minutos. Contra-ataque pela direita e novo cruzamento de Netinho. A zaga não conseguiu afastar e a bola sobrou para Alan Pedro. Afoito, Elton derrubou o adversário dentro da área. Pênalti que Marcos Antônio cobrou com perfeição e fechou o placar. Na comemoração, o camisa 27 imitou Boaventura e também chutou a bandeirinha de escanteio.

Na próxima rodada, o ABC recebe o Atlético-CE no domingo (27), às 15h (horário de Brasília), no Frasqueirão. Antes, na quarta-feira (23), às 21h15min, também no Frasqueirão, o Alvinegro encara o Globo no jogo de volta da final do Campeonato Potiguar. Já o América-RN visita o Caucaia no sábado (26), às 16h, no Raimundão, pela Série D.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

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Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

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Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

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A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

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