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Após liberação de gravações, Governo deve substituir comando da Polícia Federal

Edição e postagem: Denison Duarte, em 21-03-2016 08:37 | Última modificação: 21-03-2016 09:34
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Um novo nome está sendo procurado pelo governo para assumir a diretoria-geral da Polícia Federal dentro de 30 dias.

Houve perda de confiança do Planalto no atual diretor, Leandro Daiello, com a liberação da gravação telefônica, feita entre Lula e a presidente Dilma.

Segundo os investigadores, a gravação revela uma tentativa da presidente de evitar a prisão do ex-presidente Lula por Sérgio Moro.

Uma missão foi repassada ao novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão: levar à presidente nas próximas semanas um novo nome para comandar a Polícia Federal.

Apesar da indicação, cabe a presidente Dilma a nomeação ao cargo. De acordo com a legislação, o cargo de diretor-geral da PF é parte do mais alto nível da carreira, quadro chamado de classe especial.

Aragão vai precisar apontar um nome em meio aos delegados, um que seja capaz de aceitar a missão em face aos desgastes do atual cenário político nacional.

O momento é considerado crucial, pois aponta o ex-presidente como investigado na operação Lava Jato.

O comportamento da Polícia Federal

O comportamento da polícia tem sido criticado duramente por Lula e por setores do partido e do governo. A liberação das gravações foi o estopim para o governo e Lula tomarem as medidas contra a PF.

O governo diz que é necessário ter alguém que seja da sua confiança no controle nas ações da Polícia.

A Folha de São Paulo entrevistou Aragão no último sábado (19). Ele foi polêmico ao dizer que trocaria toda a equipe da PF caso haja vazamentos de informações.

Em meio às informações, ele disse que Daiello não estava garantido no comando da PF.

Edição e postagem: Denison Duarte
Com informações da Folha de São Paulo