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Dilma diz ser ‘absurda’ denúncia de que Correios favoreceram campanha

Edição e postagem: Leomar Duarte, em 02-10-2014 12:54 | Última modificação: 02-10-2014 12:54
Dilma diz ser ‘absurda’ denúncia de que Correios favoreceram campanha

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A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, classificou nesta que quarta-feira (1º) como “um absurdo” a denúncia divulgada pela imprensa sobre suposto beneficiamento de sua campanha com ações dos Correios em Minas Gerais.
Conforme vídeo divulgado na terça-feira (30) pelo site do jornal “O Estado de S. Paulo”, o deputado estadual mineiro Durval Ângelo (PT-MG) afirmou durante reunião com dirigentes dos Correios que a presidente Dilma só chegou aos 40% de intenções de voto em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

A presidente rebateu as informações em coletiva de imprensa no Palácio do Alvorada nesta quarta ao ser indagada sobre o que achou da denúncia. “Gente, vocês são jornalistas. Vocês acreditam nisso? Gente, nós estamos vivendo um momento eleitoral e fica uma situação um pouco nervosa. Isso é um absurdo”, disse a presidente.

Na terça-feira, após a divulgação do vídeo, a coligação do candidato á presidência do PSDB, Aécio Neves, anunciou que vai pedir apuração do caso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta quarta, ele disse que acionará a Justiça para que também sejam apuradas denúncias de que os Correios em Minas Gerais teriam deixado de entregar correspondências com seu material de camapanha no estado. Os Correios negam as informações.

A presidenciável do PSB, Marina Silva, criticou nesta quarta o suposto aparelhamento das empresas públicas para, segundo ela, assegurar a reeleição. Ela reiterou que esse tipo de problema é o que a leva a defender o fim da reeleição no país. “Tenho dito reiteradas vezes que sou contra a reeleição. A reeleição é uma chaga. Isso tudo começou com compra de votos, com o mensalão no Congresso. Querem se reeleger a qualquer custo”, disse.

Defesa das creches
A entrevista de Dilma Rousseff foi convocada inicialmente para que a presidente pudesse falar em defesa das ações do governo federal voltadas para as creches e pré-escolas no Brasil. A candidata ressaltou que a gerência das unidades cabe às prefeituras, mas que o governo decidiu nos últimos anos transferir recursos para que municípios possam manter as instalações.
Dilma voltou a dizer que a atual geração de crianças é a primeira que não passou fome no Brasil e teve acesso à educação, como tem feito em atos eleitorais. A presidente defendeu ainda o Plano Nacional de Educação (PNE) como forma de universalizar o acesso ao ensino básico.
“O que queremos é uma coisa fundamental, que é a criança, quando chega a hora de se alfabetizar, que ela tenha maiores e melhores condições de absorver o aprendizado. Se você conjugar alfabetização na idade certa, creches e pré-escolas com educação em tempo integral, o Brasil dará um salto educacional desde a base”, afirmou.

A presidente disse ainda que o investimento do governo federal em creches “não era tradicional no Brasil” e que não havia política de fazer creches e pré-escolas. Na avaliação da presidente, é fundamental para o país chegar a um patamar em que se faça “revolução na educação”.

Ao defender as creches, Dilma afirmou que o governo fez uma “grande revolução” na área ao citar que 6,4 mil unidades foram contratadas nos últimos anos. Além disso, a candidata defendeu a construção de creches e pré-escolas nos locais mais pobres do país.
Na avaliação da presidente, a “raiz da desigualdade” está na diferença de oportunidades para a faixa etária de 0 a 5 anos. Para Dilma, é nessa faixa que as crianças começam a adquirir conhecimento e desenvolver habilidades.

Fonte:G1