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Brasil é o segundo país com maior número de jornalistas mortos em 2014

Edição e postagem: Denison Duarte, em 06-04-2014 22:19 | Última modificação: 06-04-2014 22:19
Brasil é o segundo país com maior número de jornalistas mortos em 2014

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Um relatório divulgado na última quinta-feira (3) por uma ong de proteção aos jornalistas em zonas de conflitos, agitação civil ou missões perigosas, Campanha de Imprensa (PEC, na sigla em inglês), colocou o Brasil em segundo lugar no ranking de países com maior número de jornalistas mortos em 2014.

Ao todo, foram 27 jornalistas mortos em 13 países durante três meses.

O primeiro país da lista é o Iraque. No local, cinco jornalistas foram mortos no exercício da profissão. O Brasil e o Paquistão dividem o segundo lugar, com quatro mortos cada um.

O Afeganistão segue com três mortos, e a Síria e o México aparecem na lista com dois mortos para cada país.

Um jornalista morreu na Arábia Saudita, Cambódia, Colômbia, Egito, Líbano, Congo e Ucrânia. A ong se diz preocupada com o número crescente de jornalistas mortos e diz que grande parte deles foram assassinados durante manifestações nos países.

Nos primeiros meses de 2013, a ong confirmou a morte de 30 jornalistas.

O secretário-geral da ong, Blaise Lempen, observou que muitos jornalistas são mortos em manifestações porque são colocados em postos perigosos. Ele convocou as autoridades mundiais a respeitarem a independência dos profissionais da mídia e garantirem, de forma eficaz, sua proteção durante revoltas sociais.

A PEC também relembra o governo de suas obrigações para proteção dos jornalistas em situações de fogo cruzado.

Os jornalistas desaparecidos na Síria também foram lembrados no relatório. Doze profissionais estão detidos em péssimas condições há meses no país, que enfrenta uma guerra civil.

Fonte:R7