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Teresina ganhará nova maternidade

Edição e postagem: Denison Duarte, em 08-01-2014 23:47 | Última modificação: 08-01-2014 23:47
Hospital de Olhos

Teresina vai ganhar uma nova maternidade, que deve ser construída na avenida presidente Kennedy, Zona Leste da capital. o projeto ainda está só no papel, e até que fique pronto, a Evangelina Rosa vai continuar sendo referência, apesar de  precisar de uma reforma, de mais funcionários, e de um melhor atendimento à população.

A vida de Maraísa Silva, técnica de enfermagem, está marcada para sempre. Grávida de oito meses e sentindo dores, Ela foi rapidamente para a maternidade Dona Evangelina rosa, mas o atendimento demorou demais. “Eu cheguei 12h com hemorragia e eles só revolveram fazer meu parto 14h30, assim meu bebê não resistiu e veio a óbito”, contou.

Além disso, Maraisa conta que se sentiu desrespeitada na maternidade. “Da recepção até o médico todos foram com agressividade e não tiveram educação. A única pessoa que me acalmou mesmo e me tratou bem foi o anestesista. Eu perguntei para todos o que tinha acontecido com meu filho e eles não respondiam, pois na hora eu vi que a criança tinha nascido todo roxo”, relatou a mãe.

No ano passado, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública para que a Secretaria de Saúde cumprisse um termo de ajuste de conduta. Entre os pontos citados, estavam reformas, compras de equipamentos e a imediata contratação de 260 funcionários, como médicos e enfermeiros.

Agora, o governo do estado anunciou que vai fazer uma nova maternidade, com 38 mil metros de área construída.

Para ter uma ideia, a maternidade Dona Evangelina Rosa conta com 230 leitos. A nova deve contar com 320 leitos.

O prazo para a construção da nova maternidade é de dois anos, mas até lá a situação da Dona Evangelina Rosa fica indefinido. Ela é a maior maternidade do estado e responde por 63% dos nascimentos que acontecem na capital. São 1.200 internações por mês sendo que deles 900 são partos.

“Chegou um ponto que não há mais o que fazer, pois na Dona Evangelina Rosa não tem mais espaço físico e a própria estrutura física não tem como fazer grandes intervenções”, falou o superintendente da Secretaria de Saúde do Piauí, Pedro Laurentino.

Fonte: g1.com/piauí

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