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Sob forma de protestos, prefeitos devem voltar a Brasília motivados por crise financeira no Brasil

Edição e postagem: Denison Duarte, em 17-10-2017 16:52 | Última modificação: 17-10-2017 20:46
Sob forma de protestos, prefeitos devem voltar a Brasília motivados por crise financeira no Brasil

Foto: CNM

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PROTESTOS ENTRE PREFEITOS – Os prefeitos de todo o Brasil articulam uma ação de protestos em Brasília em apenas 10 meses do primeiro ano de governo. A crise financeira vem se agravando ao longo dos anos, tendo em vista o acúmulo de responsabilidades para os gestores, a baixa arrecadação e o empobrecimento populacional.

Ainda esta semana os prefeitos devem se reunir em Brasília em caravanas que se reunirão na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A reivindicação dos prefeitos é que haja a liberação de novo Apoio Financeiro aos Municípios (AFM) para ajudar fechar as contas.

Em algumas prefeituras pelo Brasil, os salários estão atrasados em razão da ocorrência da crise econômica. A informação é do presidente da Federação das Associaçõesde Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes.

Os prefeitos, segundo Guedes, podem adotar medidas extremas para garantir o pagamento do 13º salário dos Servidores efetivos e também cumprir a Lei 101/2000 de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Protestos entre prefeitos pode levar à demissão de servidores como alternativa

Como alternativas prefeitos falam em demissão provisória de servidores que ocupam cargos comissionados nos municípios, como também prestadores de serviço.

Só de Pernambuco já estão confirmados pelo menos 80% prefeitos em Brasília. O presidente da associação municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, disse ainda que “a principal reivindicação é uma solução a curtíssimo prazo, ou seja, ajuda financeira emergencial, para que os Municípios possam fechar suas contas principalmente com a chegada do final do ano, quando precisam pagar o 13° aos servidores municipais, além de outras obrigações”.

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, garantiu que os prefeitos estarão em Brasília sobre forma de comitiva nesta quarta-feira.

“Muitas Prefeituras estão demitindo funcionários na tentativa de fechar as contas. Há meses os prefeitos vêm bancando a conta para manter os programas sociais que são subfinanciados e evitar o caos nas cidades. Fechar as portas tem sido a última alternativa e a esperança de todos é o apoio da bancada federal para tentar reverter o problema junto ao governo federal, principalmente com relação aos recursos que foram cortados, ou estão com repasses em atraso”, contou Wanderley.

Já no estado de Sergipe as prefeituras se mantiveram em 80% com as portas fechadas nesta segunda e terça-feira. A Federação dos Municípios no Estado de Sergipe (Fames) considera que a ação é uma forma de protesto contra a crise financeira pela qual os municípios vêm passando.

O presidente da Federação, Marcos José Barreto, Disse que a queda na arrecadação como também o pagamento obrigatório de precatórios influenciam na falta de verbas nas cidades. “Não existem condições de administrar. Iremos para Brasília tentar conseguir algum recurso e sair de lá com previsão de melhorias”, afirmou.

A Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep) irá também Reunir os prefeitos na capital federal, o anúncio foi feito na última quarta-feira dia 11. De acordo com presidente da federação, Xarão Leão, a iniciativa é necessária, pois busca reunir os gestores e fortalecer a luta pelas faltas municipalistas.

“Estamos enfrentando a maior crise dos últimos anos nos municípios, com o FPM em queda constante, e risco de os gestores não conseguirem arcar com todos os custos gerados na administração das cidades”, explicou Leão. Para ele, é o momento que os prefeitos precisam estar unidos em busca de alternativas.

Protestos entre prefeitos aumentam com a crise financeira

Com informações da CNM