5:31 pm - terça-feira novembro 21, 2017

Produção de mel em Simplício Mendes caiu 80% em três anos

Edição e postagem: Denison Duarte, em 06-04-2014 10:41 | Última modificação: 06-04-2014 10:42
Hospital de Olhos

Por causa da seca, a maior cooperativa da região de Simplício Mendes, a 400 km de Teresina, está trabalhando abaixo da capacidade normal de produção. Os apicultores já não conseguem atender aos pedidos do mercado consumidor.

Segundo o apicultor Lurimar reis, a criação de abelhas já foi um negócio mais atrativo, mas desde o ano passado que ele sente os efeitos da seca no apiário. Nem metade das 140 colmeias que pertencem ao agricultor estão povoadas.

“Praticamente não houve enxameação na nossa região em dezembro, e em janeiro, que praticamente não choveu, até os enxames que a gente já estava com as colmeias povoadas começaram a ter perda. Não teve produção, diminuiu a população das abelhas e com isso afetou até a produção de mel das próprias colmeias que a gente já tinha povoado”, disse Lurimar.

A estiagem na região fez com que 85% das colmeias do município fossem perdidas. Para salvar as abelhas que restaram, muitos criadores tiveram que migrá-las para regiões onde havia alimento. O resultado foi a queda na produção familiar do mel e também nas cooperativas que beneficiam o produto.

A cooperativa mista de apicultores de Simplício Mendes recebe mel de dez municípios. O beneficiamento está praticamente parado e nos últimos três anos, o processamento do procuto caiu em cerca de 80%.

“Nós temos toda a estrutura, temos como manter diretamente a cooperativa aberta e processando de dezembro a dezembro, mas sem mel não temos como processar e as estruturas ficam todas paradas”,
 afirmou Elísio Joaquim, presidente da cooperativa.

Sem mel, a cooperativa foi obrigada a buscar o produto em cidades da região norte. Uma viagem que além de encarecer o produto, enfrenta outros problemas como a precariedade de uma ponte, que está interditada, entre as cidades de Isaías Coelho e Campinas do Piauí.

A ponte, construída há 25 anos por uma entidade ligada a Igreja Católica, foi interditada no mês passado. “Nós temos o risco de vidas humanas se perderem aqui, por isso que o padre tomou essa decisão de interditar a ponte”, disse João Batista, diretor da cooperativa de apicultores de Simplício Mendes.

A entidade que construiu a ponte tentou passar a responsabilidade de manutenção para os municípios de Isaías Coelho e Campinas do Piauí, mas não conseguiu.

Segundo o prefeito do município de campinas, Francisco da Cruz, não há nenhum documento que responsabilize a prefeitura pela ponte. Ele afirma que não tem recursos para construir outra estrutura. Ainda de acordo com o gestor, a responsabilidade é do Governo do Estado e que já foi feito um pedido para a construção da ponte.

Fonte:  G1 / Piauí