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Feto de cinco meses é colocado em caixa e deixado em recepção de hospital

Edição e postagem: Denison Duarte, em 11-01-2014 21:52 | Última modificação: 11-01-2014 21:57
Feto de cinco meses é colocado em caixa e deixado em recepção de hospital

Hospital de Olhos

Direção do Hospital Geral do Buenos Aires comunicou o fato à polícia. Segundo neonatologista da unidade, feto estava na 22ª semana.

A direção do Hospital Geral do Buenos Aires, localizado na Zona Norte de Teresina, registrou neste sábado (11) um boletim de ocorrência no 7º Distrito Policial após um feto de aproximadamente cinco meses ser deixado em uma caixa na recepção. O material foi colocado em uma caixa e abandonado ao lado do bebedouro do hospital no final da tarde de sexta-feira (10).

Segundo a diretora da unidade de saúde Rosélia Sena, a caixa foi encontrada por uma funcionária responsável pela limpeza, mas a pessoa que deixou o feto não foi vista. “Como na tarde de ontem foi um dia atípico, com bastante movimento no hospital, ninguém percebeu a ação da pessoa. Pelas características do feto, foi um aborto espontâneo e talvez a pessoa tenha vindo entregar o material, mas ao ver o movimento desistiu e deixou a caixa sem comunicar”, relatou a diretora.

De acordo com Rosélia Sena, um neonatologista do hospital avaliou o feto e este seria do sexo masculino, com 550g e estava na 22ª semana de gestação. “Nós informamos para as demais maternidades da cidade para fazer um monitoramento no sentido de identificar alguma mulher que procure atendimento para fazer o procedimento de curetagem”, disse.

Após o caso ser informado à Polícia Civil, o feto foi levado pelo Instituto Médico Legal para ser periciado.

Ainda segundo a direção do Hospital Geral do Buenos Aires, os procedimentos de curetagem dobraram no ano passado em relação ao ano de 2012. Da média de 10 a 15 casos registrados por mês, a unidade de saúde passou a atender cerca de 30 mulheres mensalmente para o procedimento pós-aborto. Um dos fatores que preocupam é o aumento também dos casos de sífilis, que levam ao aborto.

“Só aqui no hospital nós registramos 10 casos no ano passado, sendo que um bebê nasceu com sífilis congênita. A resistência ao tratamento ainda é muito grande por parte de homens e mulheres e a situação acaba saindo um pouco do controle”, destacou.

Fonte: G1