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Aécio critica ‘manipulação contábil’ do PT por suposto confisco da Caixa

Edição e postagem: Denison Duarte, em 11-01-2014 22:17 | Última modificação: 11-01-2014 22:17
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O presidente do PSDB e provável candidato presidencial, senador Aécio Neves (MG), atacou o governo da presidente Dilma Rousseff ao comentar, neste sábado, o suposto confisco de contas inativas da Caixa Econômica Federal (CEF), denunciado em reportagem da revista IstoÉ. O presidente nacional tucano qualificou de “estarrecedora” a “revelação” da revista que demostraria mais um caso de “manipulação contábil” do governo petista.

 “É estarrecedora a revelação, feita pela revista Isto É, de que a Caixa Econômica Federal confiscou mais de R$ 700 milhões das contas de poupança de cerca de meio milhão de pequenos correntistas para engordar seu lucro em 2012″, afirmou em nota publicada no site do PSDB. “Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do país.” O PSDB, completa a nota, pedirá esclarecimentos formais à CEF na segunda-feira e avaliará a adoção de medidas legais em nome dos “direitos dos poupadores brasileiros”.

Aécio Neves, durante convenção do PSDB em dezembro de 2012 Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Segundo a reportagem da IstoÉ, que se baseia em uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), a CEF realizou em 2012 uma “espécie de confisco secreto” de 525.527 contas correntes inativas havia ao menos três anos e com valores entre R$ 100 e R$ 5 mil. O suposto confisco somaria R$ 719 milhões e teria sido apresentado como lucro no balanço anual do banco, aumentando este para R$ 420 milhões, em 2012.

 Em nota publicada neste sábado, a CEF argumentou que o encerramento de quase 500 mil cadastros com problemas no CPF ou CNPJ ocorreu de acordo com as regras financeiras e o valor que entrou como parte dos ganhos será ajustado em 2013, conforme determinação do Banco Central. A instituição também afirmou que nenhum depositante de caderneta de poupança teve prejuízo com o procedimento e que os clientes podem solicitar a retirada dos valores, devidamente corrigidos.

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