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Corte suspende casamento do mesmo sexo em Michigan

Edição e postagem: Denison Duarte, em 22-03-2014 23:58 | Última modificação: 23-03-2014 00:01
Corte suspende casamento do mesmo sexo em Michigan

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Chicago, 22 mar (EFE).- A corte de apelações decidiu neste sábado deixar suspensa até quarta-feira a decisão do juiz federal Bernard Friedman, que declarou a lei que proibia casamentos e adoções para pessoas do mesmo sexo em Michigan, nos Estados Unidos, inconstitucional.

O órgão atendeu o pedido de suspensão solicitado em caráter urgente pelo procurador de Justiça de Michigan, Bill Schuette, pouco após o veredicto de Friedman.

Algumas das secretarias dos condados, responsáveis por emitir licenças de casamento, abriram hoje para atender a grande demanda de casamentos, mas não poderão continuar casando homossexuais até que se resolva o pedido de suspensão apresentado pelo procurador.

Através de uma ordem emitida nesta tarde, a corte federal de apelações ordenou que “para permitir uma consideração razoável do pedido de suspensão, se ordena que a sentença fique temporariamente paralisada até quarta-feira”.

O porta-voz da procuradoria Joy Yearout declarou aos jornalistas que, “dada a experiência em Utah, esperamos que nosso pedido de suspensão seja concedido”.

No estado, no oeste do país, a suspensão foi determinada em dezembro enquanto o caso é discutido na corte de apelações, mas antes da paralisação temporária cerca de mil parceiros se casaram em Utah.

Em Michigan, até a publicação da ordem paralisação, calcula-se que cem casais do mesmo sexo conseguiram as licenças matrimoniais e se casaram nas secretarias dos condados Ingham, Oakland, Muskegon e Washtenaw.

Sexta-feira, o juiz federal Bernard Friedman declarou inconstitucional a proibição dos casamentos homossexuais em Michigan, lei incluída como emenda à constituição estadual aprovada em 2004 por 60% dos votos.

A decisão de Friedman foi consequência de um processo apresentado em 2012 por um casal de lésbicas, que argumentou que o Estado não tinha motivos racionais para negar a elas o direito de se casarem e de adotarem crianças.