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Cidade indonésia causa polêmica com plano de testar virgindade de alunas

Edição e postagem: Denison Duarte, em 24-08-2013 01:05 | Última modificação: 24-08-2013 01:05
Educandário Menino Jesus

Um plano para tornar obrigatório o teste de virgindade para alunas do ensino médio provocou polêmica na Indonésia.

O plano foi apresentado pelo secretário de Educação da cidade de Prabumulih, no sul da ilha de Sumatra, Muhammad Rasyid, que afirmou que o teste seria uma ‘forma precisa de proteger crianças da prostituição e do sexo livre’.

Diante da repercussão do caso, o secretário posteriormente renegou a proposta e disse que havia sido mal interpretado.

Mas de acordo com a mídia local, ele havia afirmado que se a proposta fosse aprovada pelos legisladores da cidade, os testes poderiam começar já em 2014, usando o orçamento municipal.

O projeto original apresentado previa que as estudantes entre 16 e 19 anos fossem examinadas todo ano até se formarem. Os estudantes do sexo masculino não precisariam passar por uma investigação sobre sua vida sexual.

A proposta parece ser uma resposta ao crescente número de casos em que jovens tiveram relações sexuais antes do casamento e também à prisão de seis estudantes do ensino médio por acusações de prostituição, segundo o site indonésio Kompas.

O plano de Rasyid atraiu críticas não apenas de especialistas em educação e organizações de defesa da mulher, mas também de ministros de governo da Indonésia.

O ministro da Coordenação do Bem-Estar, Agung Laksono, ordenou que o ministro da Educação, Mohammad Nuh, rejeite o plano, segundo o jornal indonésio The Jakarta Globe.

Agung afirmou que o teste é imoral e sugeriu que a diretoria regional de educação da cidade comece um programa de educação sexual, informações sobre HIV/Aids e planejamento familiar.

Questão particular

Deny Trisna, professora e orientadora em uma escola de ensino médio da cidade, questionou o plano do secretário.

‘Se eles descobrirem que as estudantes não são mais virgens, vão fazer o quê?’, perguntou Trisna em uma entrevista ao jornal The Jakarta Post.

A professora acrescentou que a escola deveria ter um papel mais ativo para evitar a promiscuidade entre estudantes.

A organização de defesa dos direitos da mulher Woman Crisis Center (WCC), do sul de Sumatra, afirmou que os testes de virgindade violam os direitos humanos, pois esta é uma questão particular.

‘É assédio contra as mulheres. O governo deve analisar o impacto de um teste destes nas estudantes’, afirmou a presidente do centro, Yeni Roslaini.

Religiosos de Prabumulih também foram contra o plano. Ali Usman, do Conselho Ulema Indonésio, disse ao The Jakarta Post que o projeto teria um impacto negativo http://www.somosnoticia.com.br/admin/index.php?pg=noticiasna sociedade.

‘Segundo os ensinamentos islâmicos, é proibido ver os genitais de outras pessoas’, afirmou.

Depois da polêmica, o The Jakarta Globe relata que Rasyid recuou e disse que suas afirmações foram mal interpretadas pela imprensa.

‘Quero ressaltar que a diretoria de educação nunca sugeriu o programa’, disse.

Segundo o jornal indonésio, Rasyid afirmou que apenas estava atendendo ao pedido do pai de uma estudante que foi acusada de não ser mais virgem.

O secretário de Educação afirmou que o pai exigiu que a escola fizesse o teste para provar que sua filha ainda era virgem.

‘Eu apenas respondi a isto (o pedido) e apoiei a ideia de um teste de virgindade para evitar suspeitas contra a menina’, disse, acrescentando que nunca passou por sua cabeça impor o teste obrigatório de virgindade e que esse teste seria ‘inapropriado em termos que direitos humanos’.

Mas, mesmo depois das negativas do secretário, o ministro da Educação, Mohammad Nuh, lamentou a ideia e rejeitou o argumento de que o teste evitaria o sexo entre adolescentes.

‘Eles precisam encontrar uma outra forma, uma forma sábia, de tratar a questão do sexo entre adolescentes’, afirmou.

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