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18 de dezembro de 2017

Obama diz examinar proposta russa, mas pede apoio para atacar Síria


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WASHINGTON, 10 Set (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira analisar uma iniciativa diplomática oferecida pela Rússia para o impasse envolvendo as armas químicas da Síria, mas expressou ceticismo sobre o assunto e pediu aos norte-americanos que apoiem sua ameaça de usar a força militar naquele país.

Obama disse em um discurso na Casa Branca que a proposta da Rússia para pressionar o presidente sírio, Bashar al-Assad, a colocar suas armas químicas sob controle internacional oferecia a possibilidade de impedir o tipo de ataque militar que ele está considerando contra a Síria.

Falando do Salão Leste da Casa Branca, Obama afirmou que as autoridades dos EUA e da Rússia irão continuar conversando sobre a iniciativa e que ele discutirá o assunto com o presidente russo, Vladimir Putin.

Enquanto isso, afirmou, ele pediu ao Senado para adiar a votação sobre a autorização para usar a força militar na Síria a fim de dar tempo à diplomacia. Obama não estabeleceu prazos para a ação, mas disse que qualquer acordo com Assad exigiria uma comprovação de que o presidente sírio manterá sua palavra.

"É muito cedo para dizer se esta oferta será bem-sucedida. E qualquer acordo deve verificar se o regime de Assad manterá os seus compromissos. Mas essa iniciativa tem o potencial para remover a ameaça de armas químicas sem o uso da força, particularmente porque a Rússia é um dos aliados mais fortes de Assad", disse Obama.

A proposta da Rússia freou a votação no Congresso dos EUA para a autorização do uso da força na Síria, já que o governo e os parlamentares norte-americanos pediram mais tempo para analisar a oferta que colocaria o arsenal químico sírio sob controle internacional.

Obama tem enfrentado forte resistência no Congresso sobre esta questão e parlamentares de ambos os lados apontaram a proposta russa como uma possível saída, apesar do ceticismo sobre o seu eventual sucesso.

Obama usou grande parte de seu discurso para expor o caso contra a Síria, dizendo que havia muitas evidências mostrando que o governo sírio estava por trás do ataque com armas químicas de 21 de agosto que matou 1.429 pessoas, sendo mais de 400 crianças.

Ele argumentou que a Síria deve enfrentar as consequências por ter usado tais armas porque grande parte do mundo aderiu a uma convenção que proíbe o uso de armas químicas e que se o mundo civilizado não reagir, isso só vai encorajar os adversários dos EUA.

"Se não agirmos, o regime de Assad não verá razão alguma para parar de usar armas químicas", disse Obama.

Um grupo de senadores republicanos e democratas começou a redigir uma versão alterada da autorização do uso da força que daria um prazo para que a Organização das Nações Unidas (ONU) assuma o controle das armas químicas.


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