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Monogamia masculina pode ter benefícios evolutivos, dizem estudos

Edição e postagem: Denison Duarte, em 29-07-2013 19:51 | Última modificação: 29-07-2013 20:10
Educandário Menino Jesus

Sempre que uma personalidade trai a mulher, aparecem analistas se valendo da afirmação de que os homens estão simplesmente programados pela evolução para serem promíscuos. Dois estudos divulgados nesta segunda-feira discordam. Eles concluem que, mantendo-se com uma só fêmea, os machos de muitas espécies, inclusive os primatas, podem aumentar sua chance de ter uma prole numerosa e que sobreviva suficientemente para reproduzir, um fator crucial para determinar se determinado comportamento sobrevive no brutal processo da seleção natural.

Na verdade, as vantagens evolutivas da monogamia para os machos são tão claras que os dois estudos chegaram a conclusões divergentes sobre qual benefício é maior. Segundo a pesquisa publicada na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, proteger a vida da prole é o maior benefício da monogamia. Já o estudo publicado na revista Science concluiu que o maior benefício consiste em manter a fidelidade da parceira.

Ambos os estudos confrontaram um dilema: como os mamíferos machos podem ter muito mais crias do que as fêmeas a cada temporada reprodutiva, seria razoável supor que procriar com uma só fêmea seria menos vantajoso evolutivamente para o macho do que espalhar seus genes indiscriminadamente.

O estudo da Proceedings, que analisou 230 espécies de primatas, conclui que a proteção da cria é o maior benefício. Mantendo-se próximo da parceira, o macho reduz o risco de infanticídio. Embora o estudo tenha examinado apenas primatas não-humanos, o raciocínio tem ressonância entre humanos, já que crianças que crescem sem o pai em casa têm mais propensão a morrerem na infância, segundo estatísticas do governo.

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