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Juiz é visto dirigindo carro apreendido de Eike Batista

Edição e postagem: Denison Duarte, em 25-02-2015 15:27 | Última modificação: 25-02-2015 15:32
Juiz é visto dirigindo carro apreendido de Eike Batista

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O juiz que mandou apreender bens de Eike Batista foi visto dirigindo um carro do empresário – que iria a leilão na quinta-feira (26). Segundo a Justiça Federal, vale quase meio milhão de reais.

O homem que aparece ao volante do Porsche do empresário Eike Batista é o juiz Flávio Roberto de Sousa. Segundo o jornal Extra, as fotos foram tiradas nesta terça-feira (24) de manhã, enquanto o juiz dirigia de casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, para a terceira vara criminal da Justiça Federal, no Centro do Rio.

Outras fotos mostram o mesmo Porsche e uma Range Rover, estacionados na garagem do prédio onde vive o juiz. No último dia 11, um ofício foi enviado pelo juiz Flávio Roberto de Sousa ao presidente do Detran, comunicando que o ToyotaHilux e o Porshe, amos de Eike Batista, passariam a ficar à disposição da Justiça.

Os carros de luxo fazem parte dos bens apreendidos nas casas de Eike e da ex-mulher dele, Luma de Oliveira, no começo de fevereiro.

A apreensão de seis carros, três motos aquáticas, uma lancha e um piano, entre outros bens, foi determinada pelo próprio juiz Flávio Roberto de Sousa e iriam a leilão na quinta-feira (26).

Eike responde a processos por sete crimes, entre eles: manipulação de mercado, uso de informação privilegiada e formação de quadrilha.

O Porsche que foi dirigido pelo juiz Flávio Roberto de Souza é o branco, parado no fundo do estacionamento do prédio aonde ele trabalha. A outra caminhonete prata, que também pertence a Eike Batista, estava na casa do juiz e foi levada até o local. Nesta terça-feira a corregedoria da Justiça Federal instaurou sindicância para apurar denúncia do uso desses bens quer foram apreendidos para leilão.

Os advogados do empresário querem o juiz fora do caso e vão denunciá-lo ao Conselho Nacional de Justiça.

“Se estes bens não pudessem ser guardados no depósito público, ele tinha que ter nomeado um terceiro como depositário ou o próprio dono dos bens, no caso Eike Batista como depositário”, afirma Sérgio Bermudes, advogado de Eike Batista.

O Jornal Nacional procurou o juiz Flávio Roberto de Souza, mas ele não quis se manifestar.

Fonte: G1

Denison Duarte – Amarante (PI)