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Grupos contra a vacina tríplice viral preocupam o Ministério da Saúde: ‘as doenças podem voltar’

Edição e postagem: Denison Duarte, em 23-05-2017 09:29 | Última modificação: 23-05-2017 12:26
Hospital de Olhos

GRUPOS CONTRA A VACINA – O Ministério da Saúde já considera uma preocupação a disseminação por páginas temáticas em redes sociais que a vacina tríplice viral apresenta supostos efeitos colaterais.

Uma queda constante no Índice de cobertura de imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), é o que é visto como o foco da preocupação. Segundo reportagem do UOL, a vacina não alcançou a meta em 2016, e apenas 76,7% do público-alvo tomou a segunda dose.

A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola. “Isso preocupa e causa um alerta para nós porque são doenças imunopreveníveis, que podem voltar a circular se a cobertura vacinal cair, principalmente em um contexto em que temos muitos deslocamentos entre diferentes países”, afirmou o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, João Paulo Toledo.

Ele tranquiliza a população afirmando que “as vacinas oferecidas no país são seguras”. As informações contra as vacinas estão sendo disseminadas em grupos de redes sociais. Cinco dos grupos encontrados, segundo o Estadão, reuniram mais de 13,2 mil pessoas.

Neles, os integrantes, que na sua maioria são pais, compartilham notícias publicadas em blogs internacionais que tratam sobre supostas reações às vacinas, geralmente relacionando-as ao autismo.

Eles ainda trocam informações no sentido de não serem denunciados e também sobre não informar os pediatras sobre a decisão de não vacinar os filhos, além de outras medidas de imunização que eles consideram como métodos alternativos, a exemplo da utilização de óleos, homeopatia e alimentos.

Especialistas asseguram que a decisão dos grupos que são contrários às vacinas traz consequências graves a todos, e não apenas individuais.

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