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Greve dos caminhoneiros: Após negociação, manifestações continuam

Edição e postagem: Denison Duarte, em 26-02-2015 12:34 | Última modificação: 26-02-2015 12:34
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Sindicatos e associações que representam a categoria na greve dos caminhoneiros aceitaram na noite desta quarta-feira (25) os termos do acordo proposto pelo governo para colocar fim aos protestos dos profissionais, que nos últimos dias promovem bloqueios em rodovias por todo o país, gerando, inclusive, desabastecimento de produtos em algumas regiões.

Entretanto, o acordo não contou com o apoio do representante do Comando Nacional do Transporte, Ivar Luiz Schmidt, movimento que, segundo ele, é responsável por cerca de 100 pontos de bloqueio nas estradas.

Para chegar a um acordo com a classe, o governo se comprometeu a sancionar sem vetos a Lei dos Caminhoneiros, não reajusta o preço do diesel nos próximos seis meses e facilitar o financiamento de caminhões.

Além desses itens, você pode ver outros pontos do acordo, nessa lista:

1 – Sanção integral da nova Lei do Caminhoneiro;

2 – Isenção de pagamento de pedágio para o eixo suspenso de caminhões vazios;

3 – Aumento do valor da estada, de R$ 1 para R$ 1,38 por tonelada/hora, calculada sobre a capacidade total de carga do veículo, e valor este que será atualizado todos os anos pelo INPC;

4 – Obrigatoriedade do embarcador ou destinatário da carga de fornecer documento hábil para a comprovação do horário de chegada do caminhão, sujeito a multa de 5% sobre o valor da carga;

5 – Tolerância do peso bruto total de 5%, e de peso por eixom de 10%, além de perdão das multas por excesso de peso expedido nos últimos dois anos;

6 – Responsabilização do embarcador pelos prejuízos decorrentes do excesso de peso e transbordo da carga com excesso;

7 – Inclusão de obrigação do governo de instalar e incentivar pontos de paradas, mediante cessão de áreas públicas;

8 – Carência de 1 ano para pagamento das parcelas de financiamento de caminhões dos contratos em vigor de transportadores rodoviários autônomos e microempresas dos programas Pró-caminhoneiro e Finame;

9 – Elaboração de tabela referencial de fretes pelas entidades representativas dos caminhoneiros e das transportadoras com os embarcadores, tendo mediação do Ministério dos Transportes, com a primeira reunião a ser realizada em 10 de março;

10 – Compromisso da Petrobras de não realizar, pelos próximos 6 meses, reajuste no preço do diesel;

11 – Compromisso da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) de melhorar o resultado dos fretes dos caminhoneiros a níveis satisfatórios.

Apesar do acordo firmado entre o governo e caminhoneiros, ainda há diversos pontos de rodovias federais parcialmente ou totalmente bloqueados na manhã de hoje (26). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do sul, há 27 trechos interditados. Já em Santa Catarina, há 11 pontos de bloqueio, com interdição parcial das pistas. E também há alguns pontos fechados no Mato Grosso do Sul. No Paraná, cerca de 10 trechos estão interditados. Na nossa região, o principal ponto de bloqueio acontece em Cascavel, no Trevo Cataratas.

Os manifestantes dizem que são autônomos e que não reconhecem a negociação feita ontem pelo Ministério dos Transportes com possíveis representantes da categoria. Segundo eles, a reunião em Brasília favoreceu apenas grandes transportadoras.

A principal preocupação da população, além de apoiar a greve, tem sido a falta de produtos, que já pode acontece em supermercados, posto de combustíveis e algumas indústrias da região que fecharam suas portas por falta de matéria prima e também transporte dos seus produtos, como é o caso da Frimesa e Friela.

Em alguns postos de combustível já é possível encontrar gasolina, etanol e diesel, já em outros ainda não foram recebidas as cargas, que estão paradas nos principais bloqueios das manifestações.

Fonte: G1, Banda B, CGN

via: Guia Medianeira – Noticias.

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