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Cultura perde peso na economia brasileira

Edição e postagem: Denison Duarte, em 18-10-2013 13:29 | Última modificação: 18-10-2013 13:29
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O mercado ligado a atividades e serviços culturais não conseguiu acompanhar, em volume, o ritmo das demais atividades econômicas no Brasil. Durante o período de 2007 a 2010, as empresas que atuavam em produção cultural cresceram 8,9% – aquém do esperado, se o setor é comparado com o total de empresas do país, que demonstrou uma expansão de 16% no mesmo período. O comportamento do setor é detalhado no Sistema de Informações e Indicadores Culturais, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O novo estudo é um compilado de cinco levantamentos, que abrangem diferentes períodos de 2007 a 2012.

De acordo com o Cadastro Central de Empresas (Cempre), em 2010 havia cerca de 400.000 organizações formalmente constituídas (com CNPJ) no segmento cultural, o que correspondia a 7,8% do total de empresas do país. A participação é meio ponto porcentual menor, na comparação com 2007, e praticamente se manteve estável também no que diz respeito a ocupações e remunerações. Nessas companhias trabalhavam, em 2010, 2,1 milhões de pessoas, das quais 73,5% eram assalariadas.

“Todos os setores da economia tiveram crescimento, mas como o da cultura foi menor podemos dizer que seu peso caiu em relação ao total de empresas”, destaca Cristina Pereira de Carvalho Lins, coordenadora técnica do IBGE. Por outro lado, o valor do salário médio mensal continua mais alto do que a média geral, em torno de 30%. O maior destaque ficou com serviços (produção de rádio e televisão, por exemplo), responsável pelo pagamento de mais de 70% dos salários nas atividades culturais. Também é este o setor com maior número de empresas e empregados no segmento.

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