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Último censo do IBGE aponta baixo IDHM em São Francisco do MA e 35,77% de analfabetismo; veja

Edição e postagem: Denison Duarte, em 17-09-2016 11:02 | Última modificação: 26-12-2016 09:56
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IDHM de São Francisco do MA – Os números fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam dados preocupantes da educação e do Indice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de São Francisco do Maranhão.

A população do município, segundo o instituto, teve uma queda considerável em números demográficos: em 2010 eram 12.146 habitantes, enquanto em 2016 a redução foi para 11.971.

Em analfabetismo, São Francisco do Maranhão é apontado pelo IBGE como o município de maior índice dentre os treze da microrregião das Chapadas do Alto Itapecuru.

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Os últimos dados do instituto, apontam em junho de 2015 São Francisco do Maranhão com uma taxa de 35,77% de analfabetismo, ficando na última posição dos treze municípios.

A microrregião pertencente à mesorregião ‘Leste Maranhense’, é composta dos seguintes municípios: Barão de Grajaú, Colinas, Jatobá, Lagoa do Mato, Mirador, Nova Iorque, Paraibano, Passagem Franca, Pastos Bons, São Francisco do Maranhão, São João dos Patos, Sucupira do Norte e Sucupira do Riachão.

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Outros números do instituto evidenciam São Francisco como tendo o mais baixo IDHM do Leste Maranhense. A faixa do IDHM considerada baixa pelo IBGE varia entre 0,500 e 0,599.

IDHM de São Francisco

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De acordo com o último censo, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) do município é 0,528, ficando atrás de Barão de Grajaú (0,592), São João dos Patos (0,615), Colinas (0,596), Jatobá (0,561), Lagoa do Mato (0,566), Mirador (0,545), Nova Iorque (0,584), Paraibano (0,580), Passagem Franca (0,532), Pastos Bons (0,610), Sucupira do Norte (0,579) e Sucupira do Riachão (0,568).

O IBGE aponta ainda que o fator que mais contribui para o posicionamento do IDHM é a longevidade, que está diretamente relacionada às condições de vida da população local.

O município vem de um histórico de paralisações e manifestações de profissionais da saúde e da educação, segundo esses profissionais, pelas precariedades nas condições de trabalho ofertadas.

Dentre os problemas mais comuns, de acordo com a população, estão a falta de médicos, de medicamentos, precariedade nos atendimentos do Programa de Saúde da Família (PSF), atraso salarial, dentre outros.

A taxa de mortalidade infantil até 1 ano no município, conforme o último censo realizado pelo IBGE, é de 32,8 para cada mil nascidos vivos, enquanto a taxa até 5 anos é de 35,7.

Um dos pontos considerados pelo IBGE como essencial, relacionado ao IDHM, é a esperança de vida ao nascer. Dentre os fatores que contribuem para a diminuição do índice demográfico está a situação econômica do município.

O entendimento da população e de profissionais locais acerca da real situação do município evidencia para a necessidade urgente de melhorias em gestão de saúde, educação, infraestrutura, cultura, esporte, lazer, dentre outros.

A cada protesto no município, tanto na Saúde quanto na Educação, é comum os manifestantes se voltarem à administração municipal como autora da precariedade das condições de vida.