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Com utilização de vigias, prefeitura não contém desrespeito à lei de trânsito em rua de Amarante

Edição e postagem: Denison Duarte, em 17-07-2015 11:30 | Última modificação: 18-07-2015 09:26
Hospital de Olhos

EDITORIAL – SOMOS NOTÍCIA

Cinco minutos de observação do fluxo de veículos na rua Manoel Sobral, no centro da cidade, são suficientes para se perceber o desrespeito às normas de trânsito adotadas recentemente pela Prefeitura de Amarante.

O que foi estabelecido como nova regra (mão única – subindo) por força de uma Lei Municipal criada pelo ex-vereador Dr. Agenor de Almeida Lira na gestão do ex-prefeito Helcias Lira, pode ter se transformado em perigo aparente para pedestres e motoristas em razão desse desrespeito.

Pela manhã, a prefeitura coloca vigias para fazer valer a lei, o que lhes tem rendido certa dor de cabeça por não terem o poder de fiscalizar e muito menos de multar os infratores. Quem tenta descer é barrado por eles, que logo orientam o condutor a buscar outra rota. Motoristas e motoqueiros na sua maioria, quando param para ouvi-los, nem sempre aceitam as orientações.

À tarde, não há vigia. É aí onde reside o perigo. Carros e motos descem à vontade sem levar em conta o risco que representa o desrespeito àqueles que tentam obedecer a mudança. O Somos Notícia tem flagrado secretários e outros assessores da atual administração infringindo o regulamento imposto pela própria prefeitura, o que não é difícil acontecer.

A medida tem sido criticada duramente pelos usuários, que garantem que a saída do centro ficou mais difícil, pois, segundo eles, “quem está nas proximidades da Avenida Desembargador Amaral é mais fácil sair pela Manoel Sobral”. Com a mudança, o motorista ou sai pela rua Mateus Avelino ou faz novo percurso para sair pela rua do piquizeiro, isso se não quiser percorrer um trecho maior para sair do centro pela rua 13 de junho, ao lado do hospital de Amarante.

À prefeitura cabe a aplicação de correções da medida adotada, pois a lei, desde o início de junho, quando passou a ser executada, está sendo aplicada apenas com a utilização de placas de sinalização e vigias, uma atitude sem critérios e sem medida de consequências, o que pode resultar em um perigo maior para a população pelo risco de acidentes. Vale ressaltar que o fluxo de veículos aumenta consideravelmente durante o mês de julho em razão das férias.

Alguns critérios de infraestrutura deveriam ter sido considerados para a aplicação da nova regra de trânsito. Um orçamento inicial para o investimento feito, talvez trouxesse maiores e melhores resultados à decisão da gestão, que certamente não vai manter por muito tempo os “vigias de plantão” em revezamento. E quando isso acontecer, como fica a execução da lei?

A aplicabilidade da norma teria melhor retorno a partir de três considerações importantes: execução de um orçamento de infraestrutura para investimento em sinalizações horizontal, vertical e semafórica; orientações aos motoristas e motoqueiros por meio de palestras sobre educação no trânsito e sobre a mudança meses antes da execução da lei; além da presença constante de agentes de trânsito com poder de multar os infratores.

Outro fator considerado essencial é que os assessores assumam a consciência de não desmoralizar a medida adotada pela atual gestão, obedecendo à execução da lei, até mesmo para que sirva de exemplo aos demais motoristas e motoqueiros de Amarante.

Edição e postagem: Denison Duarte
Foto: Leomar Duarte